28.7.18

Será que é amor? - Capítulo 66



Débora ainda sobre o corpo de Caroline, a  beijava com veemência. Beijava sua boca  enquanto apertava seu corpo contra o dela. Sentir seu calor a deixava mais excitada. Sua pele quente acendia Débora de uma forma sem igual, seu cheiro a  deixava embriada  de tesão.
-Nao..não ..- falou Caroline se levantando.
-por que ? - perguntou Debora nitidamente desesperada.
- por que eu não quero - falou Carol indo para a cozinha pegar um copo de água.
Débora sem pensar duas vezes a seguiu agarrando-a por trás. Entretanto Caroline logo se desvencilhou, ela estava literalmente fugindo de Débora.
- Por que isso ? Não estou entendendo. - disse séria.
- Débora, eu estou te ajudando. Só isso! - disse firme.
- não, com certeza não está. Não está me ajudando nenhum um pouco - falava em voz alta a medida que se distanciava caminhando para o quarto.
Caroline não a seguiu, deixou Débora sozinha por algum tempo.
A campainha toca, Caroline esperou por algum tempo para ver se Débora saia do quarto mas provavelmente ela estaria tomando banho concluiu consigo mesma.
De repente a campainha começou a tocar sem intervalos, deixando Carol preocupada já que poderia ser alguma coisa importante.
-já vai. - gritou tentando amenizar o desespero de quem tocava.
Ao abrir a porta. Caroline encara a mulher   que sorria descaradamente. Definitivamente ela não gostava daquela mulher.
-A Débora chegou ?- perguntou sendo simpática.
-Acredita que não ?! - respondeu Carol um pouco irônica.
A vizinha apenas riu, uma risada bastante irritante segundo Caroline.
-Chama ela por favor - insistiu.
-Não entendi.
-Meu filho viu quando ela chegou. Então será que dá para chama-la?
-Desculpe, mas ela está bastante ocupada no momento.
A mulher sorriu e encarou Carol de uma forma diferente.
- Qual o problema ? -perguntou Valentina.
- nenhum. Ela só está ocupada. Não tem tempo de falar agora.
- mas você disse que eu tinha algo importante para falar com ela ?
Carol bufou sem ao menos disfarçar, acabando por deixar ainda mais claro sua má vontade em relação a Valentina.
- já entendi. - falou a moça sorrindo um tanto quanto sem graça. Em seguida foi embora, Carol até se sentiu mal depois disso. Havia percebido que a tratou mal sem motivos, aliás, seu motivo era ciúmes e logo seu arrependimento passou, aquela simpatia e bondade disfarçava a mulher que estava sem dúvidas alguma interessada em Débora.
Caroline tentou aguardar Débora por alguns minutos mas estava ficando impaciente, optou por ir em seu quarto ver se havia acontecido alguma coisa, ela entrou sem bater na porta e para seu azar ou sua sorte flagrou Débora nua, ela havia acabado de sair do banho. Ao ver Caroline parada na porta, Débora se virou e começou a se enxurgar como se nada tivesse acontecido mas no fundo amou ver Caroline parada ali na porta vidrada em seu corpo.
- Está tudo bem ? -perguntou Débora séria.
- sim, claro - gaguejou Carol que se despertou com a pergunta de Débora, voltando imediatamente a olhar em seus olhos.
Houve um silêncio repentino enquanto as duas se entreolhavam.
-Você quer alguma coisa ? - indagou Débora ansiosa para receber uma resposta bem inapropriada de Caroline que infelizmente não deu.
-Quero ...aliás, é... sua vizinha. Ela queria falar com você,  disse que era algo importante. .
-algo importante ? Que estranho.
-também achei, mas...
-Mas ...? 
Perguntou enquanto vestia sua calcinha. Débora amava aquela situação no qual ela provocava Caroline que a olhava sem dar uma piscada. Para atiçar ainda mais a garota fez questão de não colocar o sutiã, e em seguida se aproximou de Carol.
-Por que ? -perguntou próximo dela. Mas sem tocar em um fio de cabelo.
-por que o que ? - disse perdida.
-por que não quer fazer amor comigo ? - perguntou Débora sussurando em seu ouvido. Caroline por sua vez pôde sentir seu bico dos seios tocar seus braços e fora inevitável não ficar arrepiada com aquilo.
-porque... porque...- repetia ao encarar Débora que se aproximava ainda mais dela. Débora Aproximava de sua boca mas sem intenção de beija-la. Se caso Carol quisesse, ela que viesse pois não havia nada que a deixasse tão nervosa como começar e não terminar.
-acho melhor eu te esperar lá fora. - disse Carol se virando rapidamente entretanto Debora a impediu . Segurou-a pelo braço e  segurando pelos punhos a prendeu na parede.
-Por que ? - perguntou firme .
-Débora...Não faz isso - pedia, já que Débora apertava seus seios contra o de Carol.
Débora a soltou imediatamente. Em seguida vestiu sua roupa o mais rápido que pôde.
-Eu só não quero agora...
-tudo bem - disse ríspida.
-Você deveria entender.
-eu entendo Caroline. Sabe o que eu não entendo, o Por quê está me evitando. E  tudo bem se não quer me contar. Na volta conversamos. - finalizou sem se preocupar em olhar para Carol.
-Está me mandando ir embora ?
-entenda como quiser. - falava enquanto arrumava suas roupas.
Carol não perguntou duas vezes. Foi embora sem se despedir.
Débora conseguiu arrumar todas suas coisas rapidamente, entre colocar roupas na mala e arrumar seu quarto que estava ficando uma bagunça foi interrompida pelo toque da campanhia.
Imaginando que fosse Caroline,tratou de ir rapidamente atende-la. Sabia que ela iria voltar, não tinha porquê ela está se esquivando dela daquela maneira.
-Oie - disse Valentina.
Débora ainda sorridente, ficou surpresa com sua visita.
-Oie. Poxa,pensei que...
-Que fosse outra pessoa ? - perguntou sorridente.
- Sim, desculpe é que não estava esperando ninguém...
- imagina. Será que podemos conversar ?
- É algo urgente? É que estou meio sem tempo.
- não muito. Mas se quiser volto outra hora. - falou sem graça.
- não. Tudo bem. Qual é  o problema?
- Posso entrar ? -perguntou a vizinha.
- claro. - concordou Débora não gostando muito da situação.
- é que eu gostaria de solicitar seu apoio para me candidatar como síndica do prédio. Não sei se reparou mas a atual síndica não está trazendo o que deveria ser feito por aqui, você viu a nova reforma que..
- Desculpa Valentina. Mas era isso que era importante ? - interrompeu Débora.
- Sim -respondeu levemente sem graça depois de ter percebido nitidamente o desinteresse de Débora por aquele assunto.
- é que realmente eu super estou ocupada. Você não faz ideia o quanto no momento essa história não tem o mínimo de importância para mim.
Valentina ficou completamente sem graça dessa vez. Não sabia onde colocar a cara depois do que Débora havia dito.
-Eu entendo. Desculpas por está ocupando seu tempo. - falou acanhada pronta para ir embora.
-sem problemas. - falava Débora a caminho da porta.
-então obrigada.
-E vou pensar sim no assunto. Quando eu voltar podemos conversar melhor sobre isso. - disse Débora sendo simpática com a vizinha que retribuiu dando uma piscada e um sorriso.
Ao fechar a porta, Débora suspirou. Ficou pensativa por um tempo até que seu telefone tocou.
-Alô?
-Oie, saudades? – perguntou Juliana do outro lado da linha.
Débora inicialmente se assustou, ouvir a voz de Juliana depois de tudo era algo muito estranho, não somente estranho como também bastante inusitado.
-Por que está me lingando?
-Porque fiquei com saudades de você – dizia extremamente calma. Débora não conseguiu acreditar que aquela ligação era saudade. Não depois de tudo.
-Juliana, tenho que desligar, você não ligou em uma boa hora.- Disse Débora ríspida que em seguida desligou o telefone sem pensar duas vezes.
“Meu deus, por que ? “ pensava consigo mesma. As vezes tudo parecia dar tão certo mas por outras vezes parecia tudo dar tão errado. E Naquele contexto em que Débora se encontrava, tudo estava dando errado, até mesmo a sua discussão com Caroline podia entrar no pacote.
Débora ao terminar de arrumar sua mala, não se importou muita no estado em que deixou seu apartamento, completamente bagunçado. Por mais que a cidade de seus pais não fosse tão longe de onde morava, demoraria mais se fosse pela estrada, optou por ir de avião, chegaria bem mais rápido e era tudo que precisava já que havia enrolado bastante para sair de casa. Queria falar com Caroline antes de sair mas ficou com receio de ligar para o número que tinha e  ir em sua casa  então, estava fora de cogitação, pois dar de cara com seu pai não seria nada agradável, as situação estava tão critica que ficou com medo de piorar, mesmo com um aperto no peito de não se despedir, resolveu ir assim mesmo, na volta tudo estaria melhor do que na ida, dizia para si mesma.
Carol ao sair da casa de Débora não sabia muito bem para onde ir, voltar para casa sempre seria uma péssima ideia entretanto não tinha muitas escolhas, já que praticamente não tinha amigos por ali, e o único que tinha estava namorando, uma namorada que não era nenhuma flor que se cheire. Caroline não queria mais confusão do que já estava prestes a ter.
Ainda caminhando para casa, Carol não fazia questão de acelerar seus passos, voltar para casa e pensar na vida era uma das coisas que a fazia bem. Pensou em como amava Débora, e que mesmo sabendo que sexo era algo muito importante para ela, para o seu bem ela negou, negou tanto que brigaram. E pensar em toda a situação a deixava angustiada, estava prestes a se afogar em seus próprios problemas, sua cabeça doía a cada vez que pensava em como estava sua vida, em como tudo começou, em como Débora apareceu e deixou tudo mais colorido, mas sem esquecer que de colorido voltou a ser cinza, quer dizer, estava prestes a voltar a ser cinza e essa ansiedade pelo trágico estava corroendo-a. Carol lembrou que deveria ir ao psicólogo que Vivian havia recomendado, isso seria uma ótima opção para ela, já que tudo aquilo estava deixando-a bastante confusa.
Já perto de casa, Caroline avistou a mãe de Denise conversando com seu pai. Carol se arrepiou só de ver aquela cena, já imaginou o que ela estava fazendo ali e boa coisa com certeza não era, ficou com receio de se aproximar mas da distância que estava não ia conseguir ver nada mesmo então resolveu ir de encontro com a mulher.
-Oie – falou Carol aparentemente animada.
A mãe de Denise a olhou cerrando os olhos, Caroline a encarou do mesmo modo.
-Boa tarde –disse seca.
-Do que estavam falando? Posso saber? – perguntou Caroline sem pestanejar.
-Nada que seja da conta de uma menina da sua idade – disse a mulher sorrindo.
-Pelo que eu saiba, você anda conversando sobre muita coisa que não é da sua conta também, convenhamos, quem é você para falar da minha idade se nem com a sua aprendeu que se Deus deu uma vida para cada um, o certo seria cada um cuidar da própria. Não é mesmo? –Retrucou Caroline tão serena quanto a mulher, que a fitou ainda mais.
-Já vou indo – falou dirigindo-se ao pai de Carol. – Depois conversamos.
-Claro. Conversamos sim senhora. –Respondeu.
Carol se deu por satisfeita, aliás, não totalmente já que sua vontade seria ir muito além do que aquela má resposta mas no momento aquilo era o suficiente que poderia ter feito.
-O que ela estava querendo com o senhor? –Perguntou a menina.
-Como assim?- falou seco enquanto caminhava de volta para dentro de casa.
-Não se faça de desentendido. O que ela queria?- insistiu Carol mas mesmo assim não obteve respostas.
Ao entrar em casa Caroline é surpreendida com a visita que a aguardava. Seu corpo gelou e seus olhos vidraram, sua respiração desacelerou, seu corpo não respondeu mais por si, ela ficou parada ali mesmo, sem saber o que fazer ou o que falar, não conseguia acreditar como aquilo tudo estava acontecendo.
-Oi minha filha. –Disse a mulher contente assim que a viu parada na porta.




7 comentários:

  1. Uouuu quero mais, quero mais, quero mais, quero mais kkk

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  2. Mew senhor ��

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  3. Meu Jesus cristinho, que capítulo foi esse, então já podem liberar mais uns 10 aí né, meu coração parou com esse final 😱😱♥️♥️
    Mo flopadona essa mulher aparever assim do nada eu em kkkkkkkkkkk

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  4. Anônimo3/8/18 01:32

    Quero mais!!!!! E solta logo mulher ansiedade mata, tu tá doida kkkkk

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  5. Quero muito mais 😭😭😍😍😍😍 affs q conto maravilhoso

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  6. Anônimo5/8/18 12:37

    Hoje e 5 e nada .... Quero mais

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