11.7.18

Será que é amor? - capítulo 65

Assim que Débora terminou de contar o desenrolar daquela noite, Vivian só conseguiu abraça-la. Débora nao conseguia parar de chorar, não queria voltar para casa,  nao queria que Caroline a visse daquela maneira, completamente perdida,sem saber se deveria terminar com ela ou não.
-Eu não sei o que fazer. Não sei se devo terminar com isso tudo... -dizia chorando. 
Vivian por sua vez, não sabia muito como palpitar em uma decisão que só Débora podia tomar. Então resolveu ajudar Débora a refletir em relação a melhor decisão que ela poderia escolher.
-Você ama a Caroline ?
-sim, eu amo a Caroline - falou sorrindo de leve ao lembrar dela.
- Sabemos que nem tudo se resolve com amor Débora, mas se o que sente por ela é forte, vocês vão conseguir superar. Você só terá que conseguir outro emprego e talvez um advogado. 
Débora riu, sabia que a situação estava preocupante mas o jeito realista e cômico que Vivian falava fora impossível não rir.
-Será? - perguntou em dúvida.
Vivian fazia cafuné em Débora como nos velhos tempo, ela deitada em seu colo já estava mais calma mas ainda sim com muitas dúvidas.
-Lembra quando você dizia que queria dar aula em faculdade? Fazer seu mestrado? Doutorado ? Por que não tenta ? Você está tanto tempo nessa escola..
-está me chamando de acomodada ?
-não,claro que não. Só quero dizer, por que dar aula em ensino médio ? Em escola pública ainda...
-não entendi - falou levantando-se.
-você tem algo contra o ensino médio ou a escola pública ?
-Calma Débora, eu só quero dizer que você ser demitida dessa escola não seria a pior coisa da sua vida, quem sabe é disso que está precisando, um desafio, uma alavancada profissional.
-Talvez eu nunca tenha te dito isso, me perdoe por está dando minha opinião sem ao menos você me perguntar, mas nesses últimos anos suas preocupações não mudaram, antes da Caroline aparecer você só pensava em festas, sexo, mulheres e Juliana. Me corrija se eu estiver enganada.
Débora a encarou e em seguida completou.
- faltou bebidas. -disse sorrindo.
- você pode muito mais que isso Débora. 
- Eu amo dar aula para ensino médio Vivian, em rede pública então, não é fácil mas faz parte das coisas que acredito, poder proporcionar um excelente aprendizado em matemática para esses meninos que porra... 
- Eu sei meu amor, eu sei. Só estou tentando te mostrar a parte boa desse vendaval que você provavelmente está prestes a enfrentar. Não acho que você deve deixar a Caroline. Ela está te fazendo tão bem, te tirou da vida deplorável que levava.
-é isso que achava da minha vida ? Que era deplorável?
-me desculpe Débora.  Mas transar cada dia com uma não é o ápice da moralidade.
Débora respirou fundo, nao estava afim de discutir sobre a liberdade sexual da mulher justamente com Vivian que com certeza jamais a entenderia.
- você precisa apenas de uma, a Caroline. Então sabe o que eu acho ? Que você não deve desistir dela. Mas sim do seu  emprego e ir atrás de se desafiar profissionalmente. 
Débora sorriu, sentiu mais confiança ao pensar em Carol. Que entre ter que desistir de uma coisa ou outra,  ela preferiria desistir do seu emprego, que assim como Vivian havia dito, outras oportunidades não faltariam. Débora abraçou Vivian super forte, estava imensamente agradecida e sentia-se bem mais aliviada já que a amiga conseguiu mostra-la um caminho que ela conseguiria sim atravessar, e não sozinha mas acompanhada da pessoa com quem queria está: Caroline.
- você consegue voltar pra casa ? - perguntou Vivian preocupada.
- consigo sim. Não se preocupe. Me desculpa tá ?Por está pegando seu tempo livre e te enchendo de problemas. 
- imagina Debora,você só vai está me devendo essa. Quando eu precisar trate de disponibilizar tempo para mim - disse brincando.
As duas se despediram. Em seguida, bem melhor do que antes, Débora sentia como se um peso tivesse saído de suas costas, estava leve e bem, pronta para conversar com Carol.
Em casa, Caroline não sabia para onde ir, esperar Debora estava sendo uma tortura. Até que escuta a campanhia tocando. 
Ansiosa e sem se preocupar em olhar quem era, abriu a porta e assim que viu a vizinha de Débora, instantaneamente ficou séria.
- Oi,tudo bem ? - perguntou a mulher simpática.
- Oi,bem sim. - respondeu Carol.
- a Débora está? - indagou dando umas certas olhadas para dentro do apartamento na intenção de de repente conseguir vê-la.
- Não, não está. -falou um tanto quanto ríspida.
- Será que ela vai demorar ?Pois queria muito falar com ela.
Caroline deu uma respirada funda antes mesmo de responder, não gostou nenhum pouco daquela mulher desde a primeira vez que a viu.
-Provável que ela demore, mas é sobre o que ? Se for algo importante, pode deixar que eu falo para ela te procurar - disse Caroline tentando saber sobre o que se tratava.
-É  importante sim,então faz esse favorzinho pra mim flor, fala para ela me procurar urgentemente. Só não te falo o que é porque é algo somente entre eu e ela . - falou a mulher que em seguida apertou a bochecha de Caroline. Deixando-a com mais raiva ainda. 
Carol sorriu e antes mesmo da mulher sair, fez questão de fechar a porta em sua cara.
Caroline estava preocupada, assim que resolveu pegar o telefone na intenção de ligar para Débora, ela ouviu a porta se abrir.
-Graças a deus - disse indo rapidamente em sua direção e abraçando-a  bem forte.
Débora mal conseguiu fechar a porta direito já que foi pega de surpresa pelo abraço extremamente apertado de Carol. Que diferente dos outros, foi mais demorado que o normal.
-Eu estou bem. - tentou acalma-lá. Retribuiu o abraço e em seguida beijou-a no rosto.
Caroline assim que se desprendeu de Débora, segurando em suas mãos a levou para o sofá sem dizer nenhuma palavra, Débora estranhou a situação.
-Aconteceu alguma coisa ? - perguntou receiosa.
-como foi lá ? Você está bem ? - perguntou Caroline.
-sim.. quer dizer, foi ... foi estranho e..- falava Debora encarando Carol.
-está acontecendo alguma coisa Caroline. Está escrito nos seus olhos.- falou a encarando, Caroline por sua vez não disse nada acabando por deixar Débora ainda mais nervosa.
 -O que foi ? Já nós descobriram e estão me difamado na internet ? A Márcia ligou ? É  a Juliana ?  Eu vou ser presa e passar o resto da minha vida na cadeia? É isso ? -dizia preocupada enquanto se levantava.
-Calma Débora. Respira. Não é nada disso.
Débora estava sem fôlego. Caroline rapidamente a levou para cozinha em seguida pegou um copo de água. Tentava acalma- lá como podia.
-Respira, está tudo bem. - dizia enquanto ficava de frente pra ela que estava encostava no balcão.
-Quero que saiba que eu te amo. - falava Carol.
-Eu tamb... - Caroline a interrompe colando seus lábios nos de Débora. 
-E eu sei que você tem medo do que pensem sobre a gente. Mas saiba que jamais vou querer te prejudicar, porém só te peço uma coisa... não minta pra mim nem pra si, não minta e  nem desista da gente. Eu não vou desistir da gente... - falou entreolhando Débora.
-Quero está com você nos momentos felizes e tristes da sua vida.Quero que seja nossa vida, porque eu te amo Débora.- Assim que Carol terminou aquela frase. Débora a beijou, nada de beijo voraz que Débora geralmente adorava dar, mas um beijo completamente lento acompanhado de algumas paradas e troca de olhares. 
-Preciso te contar uma coisa. - disse Carol.
Débora já pôde imaginar que aquela declaração era apenas uma preparação. Uma linda preparação que Caroline fez antes de jogar uma bomba em seu colo. 
Repentinamente o telefone tocou. Débora ao escutar sentiu um alívio em saber que poderia adiar a triste notícia que Caroline estava prestes a dar.
-Um minuto - falou Débora quase que já se virando para ir atender o telefone porém Caroline a segurou pela mão. 
-Não, não agora. - disse firme trazendo Débora para si.
Débora ficou um tanto quanto surpreendida, sabia que era sério. Antes  mesmo de escutar qual era a notícia já sentia suas pernas trêmulas pois só de ver os olhos de Carol em sua mente automaticamente só viera a imagem de uma pessoa: seu pai.
Lágrimas começaram a descer dos olhos de Débora que ainda nem sabia do que se tratava o assunto que Caroline estava demorando para contar.
-Seu pai... - disse abraçando-a.
Débora se desmoronou. Ela não chorava contida como na maioria das vezes, eram gritos de negação. Ela literalmente caiu, Caroline tentava apoiar como podia, tentou abraça-la, ainda relutante tentou se desvencilhar de toda forma, Carol persistiu até que Débora se deu por vencida. Não tinha forças para negar um abraço. 
-Eu estou com você. Vai ser difícil mas vamos conseguir. - dizia nos ouvidos de Débora que só conseguia chorar. Estava soluçando , as lágrimas caiam descontroladamente.
Caroline permaneceu ali, sentada no chão da cozinha abraçando e reconfortando Débora como podia, apenas com sua presença, pois optou pelo silêncio, talvez essa fosse a melhor hora para não dizer absolutamente nada.
Quase uma hora depois, Débora dormiu sobre seu colo.  Caroline acariciava seu cabelo e seu rosto. As duas permaneceram ali. Carol não conseguiu evitar dormir, e assim terminou aquela longa noite abarrotada de prolemas, tudo isso que só havia começado.
Débora acorda ao som do telefone tocando. Antes de se levantar só conseguiu ver Caroline toda torta deitada no chão. Sua cabeça estava doendo como nunca, nem nas suas piores ressacas sentiu uma dor como aquela e  o som do telefone a incomodava ainda mais, fazendo-a se levantar rapidamente para atendê-lo. 
-Alô? - falou ainda sonolenta.
-Débora, graças a Deus. Já estava ficando preocupada.- falou a mulher aflita do outro lado da linha.
-você já está vindo ?
-não tia... eu ainda não sei se vou.
- Como Não Débora? Sua mãe só falava de você a noite toda e o quanto seu pai te amava e ainda está em dúvida se deve vir ou não ?
- Eu sei tia, mas não estou em condições de pegar estrada e...
- venha de ônibus, pegue carona, arrume alguma amiga para dirigir.Só não arrume desculpas.
Débora respirou fundo. Não sabia lidar muito bem com morte,  ainda mais com a do seu pai.
-Até o final da tarde chego aí. - confirmou.
- estamos te esperando, e lembra que onde seu pai está em um lugar bem melhor, está bem? Fica com Deus minha filha.
- amém tia e  obrigada - desligou com a voz embargada.
Débora havia chorado tanto na noite passada que suas lágrimas tinham secado. Observou Caroline de longe, ainda deitada e completamente contorcida ali no chão. Ficou com um aperto no coração mas só de ve-lá  daquele jeito e relembrar o que ela havia feito na noite passada, Débora sorriu. 
Ao se aproximar para acorda-la. Débora tinha certeza que a queria para sempre. Que elas ainda tinham muito o que viver, seus últimos meses foram incríveis. Ela sentia-se se viva, completa ao lado de Carol. Por mais difíceis, elas iriam conseguir superar tudo aquilo, era assim que Débora queria encarar aquela situação.
-meu amor, Acorda. - sussurava Débora.
-Vamos pra cama - continuou só que dessa vez tocando em seus braços.
-NÃO, PARA, NAAOOO. - gritava Caroline que sacudia os braços tentando se defender. Ela nitidamente estava tendo algum pesadelo.
-Ei, ei ... eu estou aqui, - falou Débora segurando em seus braços. 
Carol acordou desnorteada. Débora a abraçou em seguida, tão forte quanto Carol gostava até ouvir uns estalos. 
-Uau. Você quer mesmo me esmagar.-brincou Caroline. 
-Desculpa - disse Débora sorrindo.
As duas se entreolharam e voltaram a se abraçar. Em silêncio, apenas se acariciavam. Estavam totalmente entregue ao momento. Cada uma com seu passado que as assombram, com seus problemas que as desconcertavam mas diante daquilo Tudo, elas estavam juntas, apenas entregue uma a outra.
-Me desculpa por ter te batido... 
-você me bater ? Sou mais forte.. voce não conseguiria. - falou Débora sorrindo.
-Estava tendo um pesadelo ? - perguntou. 
Caroline se desvencilhou do abraço, olhava nos olhos de Débora, que não só estavam inchados mas metaforicamente de luto.
-Não se preocupe. Agora você tem algo mais importante para fazer. Depois falamos disso - falou dando um rápido selinho em Débora. 
-Quero que vá comigo.
Caroline sorriu, não conseguiu assimilar que aquilo era verdade.
-É sério. Quero que vá. Quero te apresentar para minha família.
-Débora...
-Caroline, eu te amo. Eu sei que talvez parece não ser uma boa hora mas eu quero que te conheçam... na verdade, eu queria que ele também te conhecesse...
-Eu entendo. Mas Débora sua mãe não gostou nenhum pouco de mim e ela não gosta da gente e também...
Débora beijou Carol antes mesmo dela terminar a frase.
-Só diz que vai pensar - falou rente aos seus lábios.
Débora mordiscava sua boca e  a puxava pra si. Caroline sentou -se sobre seu colo, Débora a segurava com firmeza pela cintura. Os beijos se intensificaram, ficando cada vez mais quentes, Débora beijava o pescoço de Carol que suspirava só de sentir sua boca tocando seu corpo, em seguida ela descia distribuindo vários beijos pelo corpo de Caroline    até chegar em seus seios, onde deixou uma bela mancha sem mesmo querer.
-Nao.....melhor não  - disse saindo de cima do colo de Débora.
-que ? Por que ? - perguntou aflita.
-você tem um enterro pra ir Débora.  Já deveria está indo pra lá. Quando você chegar, continuamos.
-Não... não faz isso comigo.. volta.. vem aqui - pedia Débora. 
-Quando você chegar, agora vai se arrumar.- disse tentando dar uma ordem a Débora.
Débora se levantou e em segundos conseguiu segurar Caroline pela cintura, lhe dando um beijo de tirar o fôlego, ela sabia que Carol queria tanto quanto ela. Débora levou-a para o sofá, caíram as duas juntas sobre ele.
-Débora...-susurrava Carol.
-não vamos demorar... - tentava convencê-la que não era uma má ideia estarem ali.


Capítulo seguinte

7 comentários:

  1. Esse finalzinho parece com algo que aconteceu comigo e minha esposa.😊

    ResponderExcluir
  2. Sem palavras... nunca tinha lido um conto, simplesmente amei, ansiosa para os próximos capítulos...Parabéns pela história, incrivelmente linda

    ResponderExcluir
  3. Só não sei se irei me aguentar na espera dos próximos capítulos meus parabéns Minha amada

    ResponderExcluir
  4. Esperando ansiosamente pelos próximos capítulos... Amei seu conto...parabéns, não paro de pensar nessa linda história... Parabéns e continue...rs

    ResponderExcluir
  5. Que dia Será o próximo capítulo? ??

    ResponderExcluir
  6. Pelo amor de Deus cadê o 66 ????

    ResponderExcluir
  7. Aaahhh me diz q não acabou.....,Amei seu conto maravilhoso parabéns por essa é pelas outras histórias.

    ResponderExcluir