8.9.17

Será que é amor? - Capítulo 59

Ao voltar para dentro do teatro, Caroline era chamada por sua equipe, que acenava constantemente, ela sabia que era hora de voltar para o palco, por mais que procurasse Débora em meio as várias poltronas, inclusive na sua, não conseguiu encontra-la.
Débora, por mais que soubesse que aquele dia era importante para Carol, não conseguia parar de chorar, era como se estivesse desmoronando, de repente, em sua mente tudo estava como uma bola de neve ou então uma bomba prestes a explodir, sabia que Caroline havia mentido para fazê-la se sentir mal, e havia conseguido, só de se lembrar como havia chorado por pensar que Denise e Carol haviam passando a noite juntas, relembrar esse episódio trouxe-lhe raiva, pois apesar de ter feito tudo que fez, em nenhum  momento teve intenção de machucar Caroline.
Débora permaneceu sentada atrás de alguns pilares no qual praticamente ninguém a veria, ficou tanto tempo ali, que mal viu a hora passar, sua cabeça estava doendo depois de tanto pensar e chorar, seus olhos já estavam vermelhos e inchados, percebeu que o barulho no interior do teatro havia começado a aumentar, ao perceber que já estava praticamente acabando a competição, Débora foi ao banheiro, assim que se olhou no espelho, pensou consigo mesma que nem uma maquiagem poderia disfarçar.  
 Caroline ficava nervosa com o passar do tempo, faltavam poucas perguntas, e a torcida ficava cada vez mais animada, quem errasse a próxima questão estava fadado ao fracasso.
-Ora, ora, Caroline ! – disse o apresentador depois de sortear seu nome.
Carol sente um frio na barriga e um nervosismo sem igual, ela não poderia errar, não iria, tentava dizer para si mesma, ver toda aquela multidão olhando-a deixava ainda mais nervosa, sua respiração acelerava e suas mãos tremiam.
-Pronta? – perguntou o homem.
Caroline balançou a cabeça confirmando que estava. Encarou a plateia tentando encontrar Débora, novamente não conseguiu encontrar nem sinal dela por ali. Carol voltou sua atenção para o apresentador, que em seguida disparou a pergunta, Caroline estava tão nervosa que mal conseguiu entender, pediu para que repetisse, fazendo com que a torcida da plateia adversária gritasse ainda mais, fizeram até um couro, deixando Carol quase sem chão de tanta aflição.
Caroline voltou o olhar para a plateia e em meio aos rostos desconhecidos, viu Ana, sorrindo, imediatamente sorriu de volta, sentiu-se mais confiante depois daquilo.
Débora, ao voltar para a plateia, permaneceu atrás de algumas pessoas, mas perto suficiente para ver a troca de olhares entre Caroline e Ana,Débora ficou enfurecida ao notar o clima, e ainda mais, por saber que não poderia sair dali, engoliu seus ciúmes e foi para frente, sentar em sua poltrona, assim que Caroline a olhou, Débora fez questão de sorrir.
-Você consegue – interpretou Caroline ao ler os lábios de Débora, seu sorriso em retribuição foi de imediato, ficou feliz de vê-la ali, sentiu-se mais confiante para ganhar.
-Quatro minutos – repetiu o apresentador, em seguida pediu silêncio.
Caroline estava confusa, aquela pergunta estava mais complicada do que imaginava, respirou fundo e se concentrou nas contas que fazia na folha, Débora estava atenciosa, torcia em silêncio por Carol.
-Dez! –gritou animada.
Todos pararam por alguns segundos, e o teatro ficou em silêncio, o apresentador, começou fazendo seu típico suspense, afinal, se Caroline tivesse acertado, sua equipe haveria ganhado as olimpíadas, porém, ao se virar contra Débora, que tentou sorrir, Carol pôde perceber que...
- O resultado é menos dez. – finalizou o apresentador, em seguida ouvia-se um alvoroço no teatro, gritos e pulos da equipe adversária, Caroline cumprimentou todos, desde os adversários, aos membros da própria equipe, pedindo desculpas, porém nem todos estavam dispostos a aceitar o pedido da garota.
Ao ver Débora próxima do palco, Caroline acelerou os passos indo em sua direção, abraçando-a em seguida.
-Você foi ótima- Disse Débora em seu ouvido.
Caroline não disse nada, as duas permaneceram abraçadas durante algum tempo, Débora pôde perceber que Carol abraçava-a com força, buscando aconchego, sendo assim, retribuiu o carinho na mesma proporção.
Ao desvencilhar-se dos braços de Débora, Carol a encara.
-Me perdoa. – disse fitando-a.
-Caroline... – falou Débora serena – não precisa...
-Vamos embora? – perguntou a menina com aquela cara que deixava Débora derretida, capaz de fazer tudo que ela pedisse.
As duas foram em direção ao carro, no caminho encontraram Ana, que parabenizou Carol por seu desempenho.
Ao voltarem para o Hotel, Caroline permanecia cabisbaixa, deixando Débora preocupada.
-Caroline, você foi bem, não tem por que ficar assim.
Carol se virou contra Débora, revirou os olhos e voltou a olhar pela janela.
-Você sabe que eu perdi por um erro estúpido.
-Não foi um erro estúpido. – discordou Débora.
-Não? – disse irônica.
-Acontece Caroline, você não pode e nem deve se martirizar por isso.
-Será que dá pra não falar mais sobre isso?– disse seca.
Débora voltou sua atenção para a estrada, estava frustrada, pois nada do que havia planejado tinha dado certo.
-Me desculpa – disse Carol melancólica.
-Está tudo bem – falou séria.
-Me desculpa? por ter dito que tinha ficado com ela.
Débora volta seu olhar rapidamente para Caroline, permanecendo em silêncio pois sabia que se falasse qualquer coisa, começaria a chorar.
-Está tudo bem, eu nem me lembrava mais disso – disse tentando disfarçar.
Caroline ficou observando-a por alguns minutos.
-Sabia que você é uma péssima mentirosa? – Falou Caroline, que acabou tirando um sorriso inesperado de Débora.
-Jura? Pois sempre me considerei ótima em mentiras.
-Pois então, a mim você não engana – retrucou, em seguida as duas se entreolharam e sorriram.
Débora não havia respondido a pergunta de Caroline, que por sua vez, não insistiu, estava cansada para tal, tentava permanecer acordada, mas durante todo o caminho, deu uma cochilada ou outra.
-Ei – dizia enquanto a cutucava.
Caroline acordou um tanto quanto desorientada, fazendo Débora rir com a situação.
-Você deveria ser mais companheira, sabia? – falava em tom brincalhão.
-É? Por quê? Eu não estou sendo?
-Não, é a segunda vez que você me deixa sozinha enquanto eu dirijo, você dorme, isso é muito injusto.
-Vai chorar? – implicou Carol fazendo voz de bebê.
-Não- respondeu Débora que logo soltou um sorriso malicioso.
-Não, só porque estamos chegando , e...
-E...? – perguntou Caroline curiosa, por mais que já imaginasse a resposta, ouvir da boca de Débora fazia aquilo ficar mais excitante ainda.
-E que, eu quero você acordada a noite toda pra mim.
Caroline riu, fazendo com que Débora acompanhasse a risada, mesmo sem entender o porquê.
-Agora me explica.
-Eu não quero o gerente vá novamente no nosso quarto, reclamando dos nossos gritos. –Disse, fazendo as duas rirem ao relembrarem da situação.
-Não se preocupe, vamos ir para outro lugar, só precisamos passar lá para buscamos nossas coisas.
Caroline não entendeu o que Débora estava planejando mas como sabia que não iria se decepcionar com a surpresa, optou por não perguntar o que estaria passando por aquela cabecinha maliciosa.
Ao virarem na rua do hotel, Juliana entrou na frente do carro de Débora, que freio imediatamente, Caroline que estava sem cinto, foi jogada para frente , batendo sua cabeça no painel.
-Você está bem? – perguntou Débora aflita.
Assim que Caroline se levantou, sangue escorria por todo o seu rosto.
-Meu Deus,  sua testa – Disse enquanto tentava procurar algo para dar à Caroline .
-Droga- dizia enquanto procurava. Nisso Juliana gritava para quem quisesse ouvir o quanto amava Débora, batia no carro enquanto chorava, era nítido que estava totalmente alcoolizada.
-Calma Débora, está tudo bem, vai falar com ela – dizia Caroline.
-Não, não,  você está machucada, vou ficar aqui – respondeu Débora, que estava aparentemente nervosa depois de ver tanto sangue descendo pelo rosto de Carol.
-Meu amor, calma- disse Caroline segurando-a pelos braços.
Débora começou a se desesperar, Caroline achou uma toalha, conseguindo, assim estancar o sangramento.
-Eu te amo – gritava Juliana, enquanto batia no capô do carro.
-Vai lá, eu vou ficar bem.
Débora estava decidida a não ir, não sabia o que fazer com Juliana, só de lembrar o que ela havia feito naquela manhã, estava disposta a nunca mais olhar em sua cara.
-Eu trouxe seu filho de volta, não era isso que você queria, FILHOS? – falava Juliana entre gritos e lágrimas.
-Agora podemos ser uma família, eu, você e ele, hen? Eu te amo, você me ama – dizia descontrolada.
-Eu fiz tudo por você sua filha da mãe, eu te amei, eu estraguei o casamento da Vivian, por você, eu sempre fiz tudo por você, sua desgraçada! – gritava Juliana.
Caroline ficou sem entender, ora olhava para Juliana, que gritava sem parar, ora para Débora que a encarava com raiva.
Carol, ainda surpresa com o que havia acabado de ouvir de Juliana, mal percebeu quando Débora ligou o carro, e inesperadamente, Débora acelerou o carro contra Juliana. 

Capítulo 58               Capítulo 60

4 comentários:

  1. muito ansiosa para o próximo capítulo...

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  2. ���������� ain mds já quero o próximo capítulo ������ apaixonada por esse conto.

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  3. Vamos estou esperando os proximos ansiosa nao para por favor vc é espetacular com as palavras..

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  4. Vamos estou esperando os proximos ansiosa nao para por favor vc é espetacular com as palavras..

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