29.8.17

Será que é amor? - Capítulo 58


Caroline permaneceu calada digerindo o que tinha acabado de ouvir,
 mal conseguia acreditar.
-Você está brincando não é?
-Por que eu brincaria com algo assim?! – disse séria.
-Como assim um filho Débora? Uma  filho?! – repetia para si mesma.
Ao chegar no teatro, Débora estacionou o carro totalmente em silêncio, Caroline estava imensamente surpresa com a novidade.
-Mas cadê ele? Quantos anos tem ? por que não me falou? – questionou Carol, deixando Débora aflita com tantas perguntas.
-Vamos combinar uma coisa?
Débora disse para Carol que depois que a competição acabasse e vencesse, contaria tudo que ela deveria saber, por mais que Débora quisesse esquecer esse capítulo de sua vida, Juliana fez questão de relembrar. Carol concordou e as duas seguiram para o teatro, os jogos já estavam prestes a começar.
Carol tentou não pensar no que havia acabado de saber em relação a Débora, precisava de concentração, queria ganhar e daria seu máximo para tal feito, ver Débora sorrindo para ela, deixava-a ainda mais inspirada à vencer.
Débora por sua vez, estava receosa, não queria contar o que havia acontecido para Caroline, seu medo de ser julgada era inevitável, não queria perder o amor de Carol, sentia-se horrível por ter feito o que fez, queria apagar tal erro do passado, ao lembrar que Juliana trouxe tudo a tona, sua raiva por ela, só crescia, era capaz de partir para violência caso a visse.
Na tentativa de se acalmar, Débora foi ao banheiro,  torcendo para que Juliana tivesse ido embora, e coincidentemente seu celular toca, nada mais, nada menos que Juliana!
Débora ficou tão distraída ao olhar para a tela, pensando se deveria atender ou não, que trombou com uma mulher que estava saindo do banheiro justamente enquanto ela esta entrando.
-Desc...- começou falando, ao ver quem era, interrompeu o pedido de desculpas imediatamente.
-Desculpa, eu não tinha te visto – falou Ana.
Débora a fitou por alguns segundos, havia detestado aquela mulher, e sabia muito bem o que ela queria com Caroline, mas optou por ser educada e compreensiva.
-Imagina, a culpa foi minha – disse sorrindo.
-A Caroline já está no palco? – perguntou.
-Já sim, por quê? – questionou Débora.
-Nada demais, só queria perguntar se ela ia querer uma carona – respondeu sorridente.
Débora, já sem paciência, levanta a mão, mostrando seu anel e de forma ríspida, diz:
-Está vendo isso aqui? É um anel de compromisso, ela é minha namorada, então não, ela não precisa da sua carona e..
-Opa – interrompe Ana – Eu não estou interessada na sua ...
-Está sim, que eu não sou cega, então só pra deixar claro, não se faça de sonsa, e não se atreva mais falar com ela.
Ana por sua vez, solta uma risada, e logo em seguida vai embora.
O celular de Débora volta a tocar , mas dessa vez ela desliga sem pensar duas vezes, iria sim falar com Juliana mas teria que ser pessoalmente.
Ao voltar para seu lugar, Débora não consegue parar de pensar em como contará a Caroline sobre o que tinha feito, até então era um segredo, que ela não estava dispostas a compartilhar com ninguém, e ao se lembrar disso, ficava com mais raiva ainda de Juliana.
Depois de tanto discurso, finalmente os jogos começaram. O time de Carol, que havia vencido no dia anterior, agora estava dividido entre si.
Com o decorrer da disputa, Carol continuava ansiosa, queria muito que seu time ganhasse, e naquela altura do campeonato, não havia mais espaço para insegurança, estava totalmente confiante e se sentindo capaz de vencer, por alguns minutos havia esquecido todos os problemas, mas ao olhar para Débora que estava totalmente aérea olhando fixamente para o vazio, Carol se preocupou, notou que Débora estava tensa, até que finalmente tiveram um intervalo para o lanche. Caroline se apressa para ir falar com Débora, que a espera próxima à escada. Aos se encontrarem, as duas sorriem, não se sabia qual estava mais sem graça. Quando o clima é cortado por uns parabéns.
Após dar um abraço em Caroline, Ana cumprimenta Débora, que responde forçando um sorriso.
-Não disse que você era boa, estou torcendo por você – Falou a mulher.
-Que isso, eu só estou...- dizia Caroline, que ao perceber  os olhares de Débora, tentou ser o mais breve possível.
-Só estou dando o meu melhor – continuou. – Então, eu preciso ir agora...
-você não se lembra mesmo de mim? – perguntou simpática – deixando Caroline surpresa, porque não, ela não se lembrava daquela mulher.
-Não.. –disse logo após tentar lembrar-se de alguma coisa, mas nada veio em sua mente.
-Bianca?
Caroline ainda não conseguiu entender onde Ana estava querendo chegar.
-Bianca, lembra-se dela?
-Bianca Morais?
Ana confirmou, mas ainda sim, Carol não se lembrava de Ana.
-Tá, mas não estou entendendo, o que é que tem?
Débora já estava ficando aflita com a conversa entre as duas, mas permaneceu apenas escutando para ver onde aquilo tudo ia chegar.
- Lembra quando ela quebrou a perna? Precisou de reforço na recuperação..
-OHHHHH- exclamou Carol, que ao se lembrar soltou um sorriso e voltou a abraçar Ana.
-Mil desculpas, de verdade, me perdoe por não lembrar, e olha que nem faz tanto tempo assim.
-Será que podemos ir? – interrompeu Débora, Caroline se voltou contra ela , sorriu e pegou em sua mão, era como se pedisse mais um pouco de paciência.
-Sem problemas – falou Ana – e só para esclarecer as coisas – falava dirigindo-se a Débora.
-Fique tranquila, eu não estava dando em cima da Caroline - Voltou-se contra Carol -Só queria me aproximar e perguntar se você saberia me dizer como encontrar a Bia, ela sumiu da cidade e desde então nunca mais a vi, e como vocês eram tipo melhores amigas, pensei que você poderia me ajudar.
Caroline assentiu com a cabeça, passou algumas informações e números de telefones para Ana, que ficara muito agradecida, em seguida trocou seu número de celular com Carol, Débora não havia engolido aquela história e não gostou nada da troca de número entres as duas.
Já na parte de fora do teatro, onde havia comida e bebidas, Caroline questionou o porquê Débora havia falado com Ana sobre achar que ela estaria dando em cima dela.
-Me poupe Caroline, é claro que ela estava dando em cima de você, e toda aquela historinha de Bianca não me engana – disse Débora sem muita paciência.
-Será que podemos conversar ou você vai ficar com essa crise de ciúmes? – perguntou Carol.
Débora se dar por vencida, as duas sentam-se à mesa, enquanto aguardam o lanche ficar pronto.
-O que ela disse, é verdade, Bianca era minha amiga, e a Ana foi a fisioterapeuta dela,  a vi poucas vezes.
-E? – perguntou Débora curiosa.
-E que ela e a Bianca tiveram alguma coisa – continuou Caroline
-Alguma coisa?
-Alguma coisa tipo um rolo, ficaram, não faço a mínima ideia como se define, só sei que tiveram.
Débora arquea as sobrancelhas e demostra uma surpresa agradável diga-se de passagem, porém em seguida surge dúvidas em sua mente.
-Se essa tal Bianca curte mulher, e vocês eram amigas, então?
-Não, claro que não – negou rapidamente.
-Não? Por que não?
Caroline pausou por um instante, e Débora fitava-a incisivamente.
-Mais o menos – falou Caroline
-Mais o menos? Não existe isso. É sim ou não. – disse Débora com firmeza em suas palavras.
-Sim – confirmou Carol. Em seguida Débora respirou fundo, mas era nítido como ela era tomada por um ciúmes que as vezes nem ela sabia disfarçar.
-Só foi um beijo, nada mais – Falou Carol tentando apaziguar o clima.
Débora colocou o cotovelo sobre a mesa, mergulhando seu rosto sobre suas mãos, tentou se acalmar, sabia que não deveria ficar nervosa ou algo do gênero por coisas que aconteceram no passado de Carol.
-E aí? Por que só um beijo? –perguntou.
-Porque na época eu achava que não gostava de mulher – falou entre sorriso amarelo.
-E quando descobriu que gosta?
-Quando encontrei você!
Débora em seguida sorriu, pegou sua mão carinhosamente e acariciou.
-Acho que você está mentindo.
-Mentindo? Por que?
-Antes de ficarmos, você me provocava, uma pessoa que está se descobrindo não é tão ousada assim...
Caroline soltou um riso gostoso, fazendo Débora relaxar, isso ajudava ela mesma se controlar.
-Tudo bem, quando morávamos na minha antiga cidade, tínhamos uma vizinha, as vezes eu ia para a casa dela, ficava de babá, daí as vezes ela ficava andando pela casa com roupas íntimas e tinha dias que andava até mesmo sem.
-Isso na frente dos filhos ? – Perguntou Débora espantada.
-Exatamente, como eram meninas, ela não via problemas.
-E? – perguntou Débora, querendo saber o resto da história.
-E que as vezes, ela jogava indiretas, me provocava, até que um dia ela me chamou no quarto, e acredite se quiser, estava totalmente P E L A D A, me jogou na parede e começou a me beijar.
Débora sorriu, mas de nervoso, não poderia pensar em outra pessoa além dela fazendo isso com Carol, tentou se controlar, pedindo para que Carol continuasse a história.
-E depois?
-E depois que eu sai correndo do quarto.
-Oi? – exclamou Débora incrédula. – Por que? Por que correu? Ela era feia?
-Não, ela era muito bonita, era tipo muito gostosa, mas na época eu não achava, ver aquela mulher pelada e me beijando me assustou, mas desde aquele dia, com o passar do tempo tive curiosidade, mas odiava pensar que poderia ser daquele jeito, com uma mulher tão rápida quanto ela.
Débora sorriu, ficou aliviada por não ter acontecido nada entre Caroline e a vizinha.
-Mas e depois?
Ao perceber que o lanche estava pronto, Caroline pegou e voltou para a mesa.
-E depois eu evitei ao máximo ela, até que contrataram outra pessoa para ficar olhando as crianças.
-Era uma mulher?
-Sim, e você não sabe da maior, todos acabaram descobrindo, o marido pegou as duas na cama,expulsando-as completamente nuas,  foi o maior escândalo da cidade.
-Meu deus – disse Débora surpresa. – Parece história de filme.
-Já eu, agradeço por não ter sido eu, por mais bonita que ela fosse, ela não fazia meu tipo e não valia a pena ter corrido o risco.
-Por que não?
-Porque ela era casada, tinha filhos, deveria respeitar tanto os filhos com o casamento.
-mas e se ela estivesse com algum problema com o marido, vai saber se ele não merecia...
-Eu não concordo com isso, ninguém  merece ser traído, nem que seja por vingança ou qualquer outro porquê ..
-Você fez isso comigo – Falou Débora enquanto mexia o suco e a fitava.
-Eu?
-Sim, Denise, lembra?
Caroline começou a rir, deixando Débora sem entender nada do que estava acontecendo.
-Eu não te trai, não fiquei com ela.
-Para vai- disse descrente-  agora vai negar?
-Eu nunca fiquei ou ficaria com ela, falei aquilo para... nem sei porque falei.

Débora percebe que Carol falava seriamente, em seguida a encarou balançando a cabeça negativamente, sem dizer mais nada, apenas levantou-se, e voltou para o teatro, deixou Caroline na mesa, com a consciência que ela não tinha gostado nada de saber que ela havia mentido em relação a Denise. 


Capítulo 57                                                                    Capítulo 59

3 comentários:

  1. Cadê o próximo capitulo kkk já quero bleeeeeeer

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  2. Anônimo4/9/17 16:25

    Já quero o próximooooooooo... Estou desde 6hrs da manhã, lendo seus contos completamente muito apaixonada pela leitura. Me vi em muitos trechos do conto! Apaixonada pela meiga Carol ��
    Quando postará o próximo capítulo???

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  3. Anônimo5/9/17 20:36

    Queroooooo o próximoooooo

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