7.4.17

Será que é amor? - capítulo 56

Caroline ao olhar para trás, se assustou tanto que quase caiu do banco, Ana por sua vez riu da situação, fora inevitável.
-Desculpe, não quis te assustar.
-Sem problemas, estava distraída e não te vi chegar. – falou simpática.
-mas fazendo o que aqui? Tão cedo, pensava eu que meninas como você estaria estudando a uma hora dessa. – Comentou sugestiva.
-Meninas como eu? – estranhou Carol.
-Sim, do tipo inteligente, ou nerd, se assim preferir.
Caroline riu.
-Imagina, acho que aquela classificação foi pura sorte.
-Sorte? Claro que não, você mereceu- falou Ana em seguida dando uma piscadela.
-Você mora aqui? – perguntou Carol.
-Moro sim e você com certeza não.
-Acertou – respondeu tímida.
-Vai querer Carona hoje? Aproveita que posso ser sua motorista particular – falou brincalhona, fazendo Carol soltar gargalhadas.
-Posso saber o que está acontecendo aqui?
Caroline por um momento ficou sem resposta, não sabia o que dizer ou fazer diante da autoridade que Débora achava que tinha sobre ela.
-Oi Débora, essa é Ana, ela quem me deu carona para casa ontem à noite.
-Oi Débora, tudo bem? – cumprimentou a moça estendendo a mão.
-Será que podemos ir?! – falou Débora ignorando o cumprimento da mulher. Caroline odiou aquela situação, para evitar qualquer outro tipo de constrangimento assentiu e se despediu de Ana, que assim como ela, ficou sem graça.
-Nós vemos lá – disse Carol.
As duas voltaram para o hotel em silêncio, nenhuma ousou em comentar ou dizer nada, porém uma nuvem negra pairava sobre a cabeça de ambas.
Ao chegar ao quarto, Caroline se dirige ao frigobar, sua raiva estava tão grande que se não acalmasse era capaz de explodir.
-Quem é aquela lá, posso saber?
-Aquela lá? Qual o seu problema? Ela te cumprimenta e você a ignora totalmente? Custa ser educada Débora? Custa?
-Custa, custa muito, você está achando o que? Que vou ficar de sorrisinho para essa piranha que está dando em cima de você?
Caroline riu, mas de raiva, claro!
-Escuta aqui Débora, você não a conhece então dobre sua língua antes de falar qualquer absurdo a respeito dela.
-NOSSA, mas já está defendendo?  Como assim? Qual a parte que eu perdi, que em tão pouco tempo você esteja defendendo uma desconhecida assim, se é que seja uma desconhecida...
-Me poupe dessas suas ironias, e primeiro que você deveria agradecê-la por ter me trazido, se não fosse por isso, nem aqui eu estaria.
-Agradecer? Agradecer o que? Por ela está interessada na minha namorada? Está querendo demais não acha Caroline?
-Sua namorada? Eu sou sua namorada?
-Sim, você é! – Disse firme.
-Engraçado que você não pensa nisso quando dá corda para Juliana.
-Estamos falando de você e da sua amiguinha, Ana não é?
-Não desvia do assunto Débora, eu nem a conheço, ela me deu uma carona, foi só isso, para de querer fazer tempestade em copo d’água, quem é que estava deitada na cama com a ex-namorada ontem, não fui eu, foi você Débora, acorda! – Disparou Carol no mais alto tom de voz que pudera ter.
Débora nunca havia visto Caroline assim, e sabia que ela estava certa, não queria fomentar aquela discussão, que acabaria magoando as duas.
-Calma, eu sei que... – deu uma pausa.
-Eu sei que estou errada Caroline, mas eu não tive culpa, eu só queria tirar ela daquele lugar e ela parecia....
-Lembra quando você disse se fosse necessário ficaria longe dela?
-Eu sei meu amor, mas eu não queria que ela te atrapalhasse.- falava com pesar.
-Ah Débora, por favor, o que ela poderia fazer naquele teatro?!
-Ela disse que iria fazer um escândalo, por isso eu quis tirá-la dali, por favor Caroline, eu nunca quis que isso acontecesse, a Juliana estava louca, ela enfiou remédios  ou sei lá o que em mim e me amarrou, acha que eu pensei que ela iria fazer aquilo?- pausou para respirar. Carol por sua vez apenas a escutava.
-Eu juro, eu te amo Caroline, eu não te magoaria novamente.
-Ama? – perguntou descrente.
-Claro que amo. Por que ainda duvida?
-Você ainda pergunta por que Débora? – pausou olhando-a com lágrimas nos olhos.
-Quando cheguei, tinha muitas fotos suas espalhadas no chão, a maioria era você com a Juliana e outras com você e diferentes mulheres, se for o que penso, caramba, você teve tantas em sua vida... Por que justamente comigo seria diferente? Por que eu não seria só mais uma? – perguntou insegura.
-Foi ela não é? Por que você a deixa fazer isso? Não vê que é isso que ela quer que você pense Caroline?
Débora se aproximou de Carol que permanecia cabisbaixa, suas mãos seguraram firme seu rosto, beijou-a docilmente a cabeça, fazendo-a levantar lentamente de encontro ao seu olhar.
-Eu sei que você sente o que eu sinto Caroline, não é possível que não, não sei como você ainda dúvida, por mais que eu fale que te ame você parece nunca acreditar...
Carol respirou fundo, tentava conter as lágrimas que desciam instantaneamente.
-O que você pensaria? Se eu falasse que te amasse, mas vivesse com alguém como Juliana atrás a fim de infernizar nossas vidas?
-Me perdoa, eu sei que tudo isso é culpa minha.
-Não Débora, não é culpa sua, quer dizer, só quero que você faça alguma coisa, ela não pode se intrometer assim no nosso relacionamento.
-você tem toda razão, é que às vezes não sei o que fazer para que ela pare, eu já disse coisas horríveis a ela, mas ela não se cansa.. – falava impotente.
-podemos pensar nisso juntas, mas, por favor, faça sua parte. Ela parecia louca...
-Pela primeira vez na vida, achei isso também, quer dizer, achei que a loucura dela realmente  possa ser algo mais sério. Mas cadê as fotos?
Caroline apontou para cima da mesinha perto da cama, onde Débora as pegou, sentou-se na cama para ver uma por uma.
-Meu Deus – falou surpreendida.
- Seria isso um tipo de amor psicótico?
Débora encarou Caroline, era como se estivesse vendo um lado de Juliana que nunca fora capaz de notar, como pôde? Pensava. Depois de tantos anos nunca ter conseguido identificar esse seu lado.
-Me perdoa?
Caroline sorriu, limpando as lágrimas.
-Você não precisa me pedir perdão de nada – falou dando um rápido selinho enquanto sentava ao seu lado na cama.
-Mas só te peço uma coisa, não faça mais isso.
-Sair a sós com ela?
-Exatamente, eu não faço nem um pouquinho o estilo ciumenta, mas depois de ontem, ficou claro que ela é obcecada por você.
-E eu por você – falou sorrindo, beijando Carol.
-Para, estou falando sério.
-Quem disse que estou brincando? – falou enquanto aproximava-se para beijar Caroline, seus lábios se tocaram vagarosamente, Débora deitou Carol na cama, sentando-se sobre seu colo, as duas logo estavam com corpos colados um ao outro, Caroline percorria lentamente sobre a roupa de Débora, seu vestido facilitou tanto as coisas, levantou-o lentamente de acordo com que suas mãos subiam a coxa de Débora, sentia sua calcinha tocar seu abdome.
-Que horas será a competição?- sussurrou Débora.
-Só mais tarde – respondeu Caroline quase sem ar.
-Temos muito tempo...
-Muito – concordou Carol.
-Parabéns por ter ganhado..
-É? – provocou mordendo seus lábios.
-Urrum.. – sussurrou em seu ouvido.
-Quero presente.
-É? E o que vai querer?
-Que tal me chupar como uma puta? – sugeriu tímida.
Débora sentiu uma mistura de alegria e desejo emergir, sua pele ficara ainda mais quente, se arrepiou só de ter escutado Caroline ter falado tais palavras, fazia tempos que queria vê-la falando daquela maneira.
-Faz isso não...
-O que?
-Se xingar, me xingar, se fizer juro que não respondo por mim..
-Ah é? Pensei que você quisesse me fazer de sua vadia.. – provocou sussurrando em seu ouvido enquanto mordiscava sua orelha.
-Caroline, Caroline...
-O que é? Acha que eu não sei fazer o que você gosta? – perguntou fitando-a enquanto mordia os lábios, Débora sentia sua pele arder de excitação, como aquela menina tão meiga poderia se transformar em uma mulher tão deliciosa, tão tentadora, tão...
-Vem... Pode fazer o que quiser comigo! – falou encostando-se sobre a cama.
Imediatamente Débora retirou seu próprio vestido, Caroline apenas a observava, Débora logo, já estava completamente nua, que por sua vez deixou Caroline com mais vontade, seu corpo era estonteante, que sem sombras de dúvidas pedia o dela, que naquele momento suplicava.
Débora delicadamente começou a beijar suas pernas, Carol apenas a olhava.
-Não, não – falava sussurrando – Vem logo, vai... - aumentou o tom de voz.
-Já?
Carol balançou a cabeça positivamente, em instante Débora fora para cima, como uma leoa sedenta, prestes a comer sua presa. Começaram a se beijar com voracidade, nada de beijos delicados ou vagarosos, mas beijos quentes, ardentes de desejo, Débora segurava seu rosto apertando suas bochechas enquanto a beijava, Caroline percorria suas mãos em suas costas, começou arranhando-as, da nuca até em baixo.
Débora deitou Caroline rente à cama, sem deixar de beijá-la, encaixou sua perna entre as delas, podendo senti-la totalmente molhada.
-Rebola – Sussurrou Débora entre os beijos.
Caroline começara vagarosamente mexer entre suas pernas, que permaneceram paradas enquanto ela se encaixava, enquanto era beijada, suas mãos envolveram Débora, puxando-a para si, que rapidamente cedeu, caindo sobre o corpo de Carol, e rapidamente começou a beija-lá incisivamente, juntou seu cabelo em um rabo de cavalo colocando-o para o lado, deixando seu pescoço totalmente livre para ser beijado, lambido e chupado como ela gostava de fazer.
-Aaaaaai – suspirava Débora.
Caroline continuou sugando-o, ora percorria até a orelha, dando leves mordiscadas, ora voltava dando uma chupadelas enquanto suas mãos percorriam apertando cada parte sensível do seu corpo, que deixava Débora sem forças, e totalmente entregue.
-Você não presta...-sussurrou ao pé de ouvido de Carol, que em seguida sorriu.
-Quer ser minha vadia hoje?
Débora arrepiava-se, Caroline não fazia ideia como seus palavrões faziam efeito tentador aos olhos, ouvidos e desejos de Débora.
-Não fala assim...
-Por que? –falava rente a boca de Débora que suspirava cada vez mais ofegante.
-Não quer ser minha vadia ?
Antes de respondê-la, Débora se recompôs, fitando-a nos olhos, tirou as mãos de Carol e as prendeu na cama.
-Não só hoje, como todos os dias..-falou beijando-a.
-todos os meses até que a morte nos separe – finalizou dando um último beijo.
Caroline deu um sorriso e logo em seguida soltou.
-Você é ...
-gostosa, que eu sei.
Caroline soltou um riso dessa vez malicioso, em seguida um olhar fulminante contra Débora, rapidamente se desprendeu, jogou-a contra cama, deitou sobre seu corpo, continuaram a trocar beijos e caricias Caroline rapidamente começou a descer pelas suas curvas , que estava sedenta dos seus beijos, suas mãos foram de encontro perfeitos aos seus seios, donde apertou os bicos já enrijecidos fazendo Débora suspirar de tesão, descia pelo umbigo passando a língua vagarosamente.
-Gosta assim? – perguntou Caroline enquanto acariciava sua virilha com o queixo fitando-a.
-Me chupa vai...- pedia Débora quase sem voz.
-Pede mais – respondeu em tom malicioso.
-Me chupa vai, sua puta, me fode gostoso. – Falou autoritária.
Caroline sorriu, em seguida passou sua língua rente ao clitóris de Débora, que soltou um gemido que soou músicas ao ouvido de Carol, fazendo-a continuar, deixando Débora ainda mais excitada.
Enquanto Débora tentava segurar seus gemidos, Caroline continuava chupando-a, nisso, suas mãos apertavam seus seios de maneira incisiva, sua língua percorria   avidamente Débora de cima a baixo, aos poucos descia as mãos arranhando levemente sua pele durante o percurso, ao penetrar os dois dedos, Débora soltou um gemido rente aos ouvidos de Carol, que mudava de posição, ficaram deitadas de lado, uma de frente para a outra.
-Gosta assim? – perguntava Carol quase sem fala- com a boca de Débora tão próxima a sua, que fora impossível não beija-lá antes mesmo de ouvir sua resposta.
-Arram – confirmou ofegante.
As duas permaneciam deitadas de lado sobre a cama, enquanto Débora mantinha suas pernas envoltas da cintura de Carol, que por sua vez beijava-a e a penetrava cada vez mais rápido,  movimentos de entrada e saída cada vez mais intenso, acompanhado de uma perfeita dança de acompanhamento, que Débora insistia em fazer, seu rebolado faria com que Caroline gozasse junto e na mesma proporção, fora inevitável o grito de Débora não eclodir.
Em seguida desfaleceu completamente sobre Caroline, minutos após o grito de Débora, entre beijos e carícias, foram interrompidas com batidas na porta.
- Quem é? – perguntou Carol.

-É o Michel, sou gerente do hotel, gostaria de saber se está tudo bem com a senhorita?  ouvimos um grito vindo daqui....–perguntou o rapaz.

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