22.3.17

Será que é amor? - Capítulo 55


Caroline permanecia imóvel, fora incapaz de reagir e muito menos responder Juliana, que insistia em continuar com o sorriso cínico no rosto.
-Não vai falar nada? – provocou.
Caroline apenas a observava, Juliana ao perceber isso, começou a acariciar Débora e falar, enquanto percorria seu próprio rosto contra o de Débora.
-Se algum dia você achou que ela seria sua... – parou de falar por um instante, voltando o olhar de encontro a Carol, em seguida continuou.
-Você é muito idiota, Caroline, no começo eu até não me importei com você, a Débora sempre foi do tipo que adora conhecer novas pessoas, se é que me entende, na minha cabeça você só seria mais uma, mas ai ela veio com aquele papo de paixão, amor e blá blá blá, mas uma coisa eu nunca acreditei. – falou levantando-se da cama.
-Será que você não ver que você foi só mais uma? – perguntou encarando-a enquanto sorria.
Caroline não conseguiu conter a raiva que sentia, em um ato rápido, sua mão acertou em cheio o rosto de Juliana, que ficou vermelho em segundos.
Juliana enfureceu-se em instantes, e antes que Caroline fizesse qualquer coisa, foi empurrada para trás.
-Escuta aqui sua pirralha, eu sempre te odiei, só não faço coisa pior por que..- deu uma pausa
-sabe o que você merece? – soltou Juliana enquanto se agachava.
Caroline não sabia o que poderia esperar, Juliana conseguiu despertar seu pavor logo após da risada que deu ao encara-la.
-É tão gratificante ver essa sua cara de medrosa- Provocou.
-Você acha que eu acredito que ela teve alguma coisa com você? – indagou furtiva.
Juliana apenas riu, deixando Carol com fome de provocação.
-Por favor, Juliana, olha para você, não tenho culpa se a Débora não quer nada contigo, realmente, eu até pensei que seria mais uma, mas não, você que é apenas mais uma, sabe aquela vadia que qualquer um come? Mas que só serve na cama? É você! Finalizou levantando-se, deixando Juliana aparentemente abalada.
-Aonde pensa que vai? – perguntou enquanto segurava o braço de Caroline, que rapidamente se desprendeu com rispidez.
-Eu vou ficar aqui e você vai embora, este tapa que te dei foi só um terço do que eu estou louca pra te dar. - disse firme.
Juliana riu irônica.
-Se enxerga garota, você..
-você o que? – interrompeu Carol. – essa é a última vez que você  se atreve a faz alguma coisa contra nós.
-Ah é? Por quê? Se eu for pra cama com ela vai fazer o que ? Me bater? – retrucou Juliana que estava tão próxima de Carol que em milésimos conseguiu beijá-la.
-Que isso? Você é louca! – exclamou Caroline perplexa.
-você é muito bobinha Caroline, não se engane, esse lado bonito, carinhoso, apaixonado da Débora vai durar pouco, quando você não fizer mais as vontades dela na cama, ela te chuta, assim como fez comigo e sempre fez com as milhares que dormiu com ela. Não deixa ela te fazer de idiota, quem avisa amigo é. – falou Juliana que em seguida colocou seus objetos em sua bolsa e saiu pela porta, se ela não conseguiu fazer Caroline acreditar que Débora havia traindo-a, ao menos uma pulga atrás de sua orelha ela tinha deixado, isso ela tinha certeza.
Caroline pôde perceber uma seringa no chão, em cima da mesa, o causador do sono profundo de Débora, por um momento Carol pensou em chamar uma ambulância mas optou por deixar o tempo passar, sabia que Juliana não era capaz de dar algo capaz de colocar a vida de Débora em risco, logo, só restava aguardar, por um momento sentou na cama, olhava cada foto espalhada pelo chão, todas eram de Débora com outras mulheres, e todas com um x , como se fossem menos uma na lista de Juliana.
Caroline decidiu dar uma geral no quarto, já que não dormiria com tanta facilidade, por mais cansada que havia ficado não conseguiu desprender de tais pensamentos, se todas aquelas mulheres nas fotos tiveram mesmo alguma coisa com Débora, “porque justamente ela iria se apaixonar por mim?” pensava enquanto dava um jeito em toda bagunça, após tanto pensar, imaginar, refletir, finalmente Carol conseguiu dormir, meio contra sua própria vontade, pois queria ver Débora acordar, mas o sono a tomou por completo, depois de uma longa competição, e um stress inimaginável, dormiu igual pedra.
Ainda com a cabeça pesada, Débora se levantou aos poucos da cama, sua cabeça doía só de ver a claridade que se estendia pela janela, mas aos poucos fora se acostumando com o clarão da manhã, sua mente ainda estava confusa e nada claro do que e porquê estaria ali, não se lembrava como foi parar na cama, assim que percebeu Caroline deitada ao seu lado, consequentemente entendeu como havia chegado ali e porquê estava apenas de peça intimas.
Débora ainda sentia-se fraca, mas fez questão de acordar Caroline com delicados beijos no rosto, pôde perceber o quanto ela estava cansada, afinal depois de beija-lá com os mais calorosos beijos que alguém poderia dar não obteve nenhuma reação, colocou seu cabelo para o lado, beijando vagarosamente seu pescoço enquanto a acariciava.
-A dorminhoca acordou..- sussurrou Débora ao ver Carol abrindo os olhos delicadamente mas rapidamente isso mudou.
-O que está fazendo? – falou levantando-se.
-como assim?
- o que está fazendo?
-Um carinho na minha namorada? – respondeu Débora sem entender o porquê da pergunta.
-Não faça mais isso. – falou séria.
-Isso o que Caroline? Eu só estava...
-Eu sei o que estava fazendo, não quero que faça mais, eu odeio isso..
-Como assim? Eu só estava...
-Débora, caramba, não me beije quando eu estou dormindo, eu não gosto, será que dá para respeitar?
-Desculpa, não achei que ficaria assim. – respondeu se levantando com o lençol envolto do corpo.
Caroline permaneceu em silêncio, não queria instaurar um clima ruim, mas fora inevitável, ainda mais depois do que acontecera na noite passada, que até então era impossível de esquecer.
-Vou tomar banho. – comentou receosa.
-Vai querer tomar café da manhã aqui ou vai a algum lugar?- perguntou Carol.
-Não sei, onde prefere?
-Não quero comer. – disse seca.
Débora se aproximou de Caroline que permanecia sentada na poltrona evitando seu olhar.
-Aconteceu alguma coisa? – perguntou Serena.
-Jura que você não lembra? – disse irônica.
-Não, se eu lembrasse não teria por que te perguntar.
-Depois que você sair do banho, a gente conversa – falou Carol enquanto se diria a porta.
-Vai aonde?
-Esfriar a cabeça, enquanto isso tenta lembrar... –sugeriu - Volto em meia hora e te ajudo se não conseguir. – finalizou séria, deixando Débora sem saber o porquê ela estava agindo assim.
Ao entrar no banho, Débora relaxou, adorava como a água a purificava, seu corpo parecia ter sido esmagado, debaixo da água que caia, tentou relembrar o que vivera na noite passada, não era possível esquecer-se de algo tão recente assim, questionava.
- Juliana! – disse em voz alta em seguida sentindo raiva de si mesma, como não lembrou disso, tudo voltava em sua mente, lembrou-se de Juliana no teatro, da conversa entre as duas e por fim, da injeção que recebera no braço.
-Droga! – exclamou.
-Burra!
Depois de se recordar como havia parado na cama, e que não foi Caroline que tirou suas roupas, como pensou ao acordar, Débora enfureceu-se, não iria mais admitir Juliana atrapalhando sua vida, e agora sim, havia entendido perfeitamente o porquê Carol a tratou daquela maneira.
A manhã estava perfeita para uma caminhada, Caroline não queria ir muito longe, caminhar até uma pracinha perto do hotel não seria nada mal, ainda não havia decidido se deveria colocar nem que seja um por cento da culpa em Débora, por tudo aquilo que aconteceu, ou se ela fora totalmente vítima ou se havia sim um pouco de sua culpa, sentia-se confusa e insegura, principalmente depois das fotos, de Juliana. Seus pensamentos estavam tão longe que fora incapaz de perceber a chegada de Ana.
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4 comentários:

  1. Respostas
    1. Gente até que enfim a Caroline está aprendendo a colocar a Juliana no lugar dela.

      Super ansiosa pra ver a continuação...Obrigada Bler por ter postado o novo capitulo!

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  2. Graças a Deus saiu. Não deixe suas leitoras esperando bler,seus contos são ótimos mas precisa ser postado constantemente beijinhos

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