13.2.17

Será que é amor? - Capítulo 54

Débora ao abrir os olhos, sentia-se fraca, vistas turvas e embaralhadas, aos poucos foi retomando a consciência, mas ainda era incapaz de enxergar Juliana com clareza, conseguia apenas ver um borrão,  enquanto resmungava sobre a cama, seu corpo doía como se houvesse levado uma pancada, uma das piores se é que poderia definir.
-O que vai fazer? - perguntava direcionando para o borrão no qual era a única coisa que avistava.
-Vamos ter nossa última noite juntas meu amor- falou Juliana com a voz dócil. 
-Juliana para com isso, a Carol...porr.
Debora se lembrou de que havia deixado Caroline no teatro, jogou a cabeça para trás de encontro a cama, sentia raiva, de si mesma e de Juliana.
-Me SOLTA DAQUI - gritava. 
-xiu! - disse Juliana se aproximando -Se não calar a boca serei obrigada a te dar outra dose.
-O que é isso? An? -perguntava Débora aparentemenre desesperada.
-não interessa, mas sugiro que não queira que eu aplique mais uma dose, não quero te machucar - finalizou guardando a siringa de volta no lugar,  Débora nunca viu Juliana daquela maneira, quer dizer, aquela pessoa que estava em sua frente era outra,  outra Juliana, na qual ela nunca imaginou que poderia existir, soava como louca suas atitudes, ou então de uma psicopata prestes a dar o bote, como ela nunca percebeu? Como ela nunca desconfiou?  Como ela subestimou tanto assim? Se perguntava enquanto olhava para o teto do quarto, que com o passar do tempo, percebeu uma maior nitidez ao olhar as coisas, sua visão fora voltando ao normal.
-isso não te levará a nada Juliana, a Carolina logo irá chegar e...
-e o que? Nós verá na cama?  - interrompeu irônica. 
- VOCÊ É IDIOTA?- falou ríspida.
- Cala a boca ! Agora vamos ver quem é a idiota aqui. - disparou enquanto pegava uma fita e retirava uma boa quantidade, Débora a observava, seu corpo começara a reagir aos estímulos do meio, no qual tudo arrepiava-se, sentia cada vez mais medo de Juliana, talvez não ter chamado de idiota seria uma ótima opção caso pudesse voltar no tempo.
- o que vai fazer?  - perguntava aflita.
Juliana, por sua vez encarou Débora e pediu silêncio com os dedos, seu semblante estava tão assustador, que não havia outro jeito se não obedece- lá. 
Juliana tapou a boca de Débora que soava cada vez mais, isso dava um gostinho de poder para Juliana, que sempre fora dominada, agora estava no controle, e para ela, se Débora não quisesse ficar por bem, ficaria por mal.
No teatro, a cada minuto que se passava, a disputa ficava ainda mais acirrada, Caroline conseguiu se concentrar mais do que esperava, depois de ouvir seu nome ser chamado quatro vezes, sentia-se mais confiante e não tremia como antes, sabia que Débora não estava na plateia mas tentou não se prender a nisso, e sim a ganhar e levar o título para sua escola,  faltavam apenas duas equipes, a de Caroline e uma outra,  no qual a maioria dos integrantes eram de uma escola bem conecituada daquela região,  como as perguntas estavam cada vez mais difíceis, a disputa ficava ainda mais acalorada.
-Ricky Matias 
"Droga" pensou Carol, afinal, aquela seria a quarta vez que fora chamado para responder as perguntas, só havia uma menina no grupo que ainda não havia sido sorteada,  Caroline torcia para que fosse ela, seria bem mais fácil a tal garota errar do que Ricky,  constatou. 
- ora, ora, mais uma vez aqui Ricky, vai que é sua. - incentivou o professor no qual estava atuando como o apresentador da olimpíadas. 
Ricky apenas assentiu com a cabeça,  parecia alguém extremamente sério,  concentrado ou tímido? ! Questionava Caroline. 
- Vinte!
- será?  - indagou o apresentador, querendo fazer um breve suspense, que até então conseguiu animar a plateia, que começou a se dividir, um lado gritava que o menino havia errado e outro o apoiava aos gritos.
- e agora? - perguntava o homem tentando fazer suspense, no qual Caroline achou uma perca de tempo.
- acho que já temos um vencedor, desculpe Ricky mas não será seu time.
Ao terminar a frase, houve um alvoroço dentro do teatro, podia se ouvir gritos até mesmo do lado de fora, Caroline soltou um sorriso instantâneo, ficou tão feliz que se juntou ao seu grupo no Abraço coletivo,  todos estavam contentes, era incrível como Carol se sentia maravilhosamente bem, conseguiu se superar e ir para a final. Antes de irem embora, ouviram os últimos avisos.
-Amanhã,  a equipe vencedora disputará entre si, o melhor será o nosso campeão,  boa noite,  obrigado pela companhia, e boa sorte! 
"Finalmente" pensou Carol depois de escutar a última frase, entre pessoas se levantando e saindo, tentava procurar Débora, procurava de cima do palco mesmo, mas nada de encontra-la.
-Procurando alguém? - perguntou uma mulher.
-não. ..- respondeu Caroline sem olha-la.
-Quer dizer,  estou sim, só não encontrei- concertou a fala se voltando contra a voz. 
-vi sua atuação, e você está de parabéns,  é ótima!
Caroline sorriu timidamente, ainda não estava acostumada a receber elogios.
- obrigada. 
Essas foram as únicas palavras que conseguiu esbravegar.
-prazer, me chamo Ana.
-Prazer! - cumprimentaram com um aperto de mão. 
-já vou indo, espero que ganhe amanhã,  estarei torcendo por você. 
-obrigada- agradeceu Caroline sem jeito. "Por que ela irá torcer por mim?" Pensou, mas logo se voltou a procura de Débora,  ao ver o teatro se esvaziando, resolveu ir embora, procurar seu carro no estacionamento seria uma ótima opção para quem não tinha muitas outras escolhas.
Ao chegar no estacionamento, Carol seguiu para o lugar que haviam parado mais cedo, e nada.
- não acredito! - soltou.
A essa altura do campeonato,  Caroline não conseguia acreditar, Débora a esqueceu? Ou estaria ocupada demais com juliana?! Sentia uma raiva repentina tomar conta do seu corpo,  só por ter deixando-a ali, não queria nem imaginar o porquê. 
-Que idiota Caroline, ela não é sua mãe. -resmungava para si mesma, tentando se convencer que Débora não tinha obrigação de lhe buscar, até que ela mesmo se contradizer. 
-claro que tem, ela tinha obrigação sim de estar aqui comigo!  - falou, dessa vez bem mais alto, que quem estava ao seu redor logo a encarou.
Carol não tinha ideia do que fazer, pensou em pegar um táxi mas não havia nenhum por ali perto,  o jeito seria ir de ônibus,  e sair perguntando onde estaria o ponto mais próximo daquele lugar.
Depois de andar alguns metros, finalmente chegou ao lugar que indicaram, um medo repentivo a aterrorizou,  não havia absolutamente ninguém no ponto, e agora? Ir ou voltar?! 
Bi bi bi
Caroline ao escutar a buzina, ficou feliz por um momento, pensou que fosse Débora,  afinal ela sempre aparecia daquele jeito, mas não. .não era ela.
-Oi, o que faz ai?
-Oi, eu estava indo para o ponto..
-essa hora? Não tem ninguém,  ninguém te falou que é perigoso não? 
Carol sorriu, por mais que ninguém tivesse dito, era notável o perigo que corria, porém não tinha outra opção. 
- Para onde você está indo? -perguntou. 
- É para um hotel, fica para o lado da praia. 
-Vem, eu te levo.
-não precisa.
-vem, não seja teimosa- insistiu. 
Carol por sua vez, sabia que deveria ir, o que poderia ser mais perigoso do que está em plena madrugada em uma cidade que ela mal conhecia? !
-Desculpe, eu esqueci seu nome- falou logo depois de entrar no carro.
-É Ana- falou a mulher que em seguida soltou um sorriso.
-Obrigada Ana, você me salvou, nem sei como agradecer. 
-Imagina, é sempre bom salvar moças perdidas por ai. - brincou.
As duas seguiram o caminho entre músicas que tocavam aleatoriamente na rádio,  Caroline não conseguia parar de pensar em Débora,  não queria acreditar no que sua mente insistia em imaginar.
"Não,  ela não fez isso comigo" .
- É aqui ?
- já? - falou Carol espantava, estava tão entretida nos próprios pensamentos, que mal viu o tempo passar.
- então,  até amanhã, e boa sorte. 
- muito obrigada, obrigada por hoje. Agradeceu Carol, não sabia de deveria se despedir com um beijo no rosto, ou um abraço em forma de demonstrar sua gratidão,  acabou que não fez nenhum, nem outro, apenas sorriu, e esperava que Ana pudesse entender que seu sorriso, foi sua melhor forma de agradecer.
Carol não sabia se iria encontrar Débora no quarto, por um lado estava ansiosa para vê-lá,  por outro, não estava nem um pouco afim de encontra-lá, não depois da sua própria mente desenhar as mais variadas cenas de sexo entre ela e Juliana,  ou então as mais terríveis falas que dilacerava seu coração só de imaginar.
Caroline abre a porta cuidadosamente, observou que tudo estava escuro,  e antes de acender a luz, escutou algo, como se pisasse em alguma folha.
Depois que ligou a luz, entendeu de onde vinham o barulho, estava com os pés em cima de uma fotografia,  se abaixou para pegar, era uma foto de Débora e uma outra mulher, com um x bem no meio do rosto, fez com que ela se virasse, mal conseguiu acreditar no que seus olhos viram.
Esfregou a mão,  talvez estivesse em um sonho, quer dizer, em um pesadelo no qual jamais pudesse imaginar que viveria.
-gostou da surpresa? - perguntou Juliana irônica, abraçada em Débora que não movia um fio de cabelo.

Capítulo seguinte

12 comentários:

  1. Nossa que raiva que eu to dessa juliana mds

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  2. Jesus essa Juliana não para e não deixa a Débora ser feliz com o seu amor.

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  3. Como esse Juliana é nojenta affz credo que raiva

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  4. Velho está Juliana é louca.. continuaaa

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  5. Ansiosa pelos próximos capítulos!!!!!

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  6. Anônimo3/3/17 00:05

    Cara toda hora olho procurando capítulo 55.. Cadê ele??? Conto perfeitooooooo!!!

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  7. Tem um page chamado fatorx tem uns contos da hora. Li o coquetel chorei nos capítulos finais.

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    1. LEDs você leu qual? Amo contos.. pra mim OAS melhores foi "Derrepente é amor.." e, "O amor não existe por Luttera"!! Mas os contos de Rose Madeo são maravilhosos li todos!!!

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  8. Poxa Bler deixa de ser má, publica os outros capítulos logo, estamos ansiosas. Zzz

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  9. Pooorr Favoorr libera mais capitulos!

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