1.2.17

Será que é amor? - Capítulo 53




Débora se recusava a deixar Juliana atrapalhar qualquer coisa que fosse, estava tão furiosa por ela está ali que mal conseguiu raciocinar, não considerou o fato de que Caroline aprovaria ou não sua decisão de levantar-se para ir atrás dela.Débora apenas foi, na intenção de não deixa-lá atrapalhar e muito menos desconcentrar Carol, que se distraiu somente por vê-la, tinha que dar um basta em Juliana, que insistia em não parar de perturbar.
Caroline ao ver Débora saindo, retomou os movimentas, antes paralisados, isso fez com que a plateia desse um alívio ao ver a garota bem, já que a grande maioria acreditava que ela estaria prestes a cair dura no chão, Caroline voltou ao foco, respondeu a pergunta que fora anunciada novamente pelo professor e para não só a sua felicidade mas também para a de seus colegas de grupo, Carol acertou, iriam permanecer durante um bom tempo assim,se todos continuassem acertando incisivamente cada pergunta que surgia, aquela competição acabaria somente a noite.
Enquanto Carol tentava se concentrar e não pensar no que poderia acontecer entre as duas. Débora  procurava  Juliana, ao encontra-la encostada na parede mais afastada, onde não havia um grande movimento de pessoas, Débora foi ao seu encontro.
-O que está fazendo aqui? - disse seca, aparentando nervossísmo.
-Nem um boa noite meu amo? - disse em tom provocativo.- foi bom te ver também..- terminou a frase sorrindo
-JULIANA, não me enrola- disse alterando a voz .
-Sabe o que eu estava pensando, depois de tanto tempo juntas, satisfazendo a Débora, fazendo tudo que ela adora fazer, dando meu amor, dando carinho, companheirismo, prazer, absolutamente tudo, ela foi capaz de trazer essa pirralha em um lugar que nunca me trouxe..- dizia debochada, uma voz que soava toda a raiva que sentia.
Débora respirou fundo, soltou um sorriso de raiva, controlava-se para não gritar com Juliana como faria se caso tivessem em seu apartamento, sem pestanejar agarrou-a pelo braço e a puxou para fora do teatro, Juliana por sua vez não se opôs, para ela, Débora estava fazendo justamente tudo que ela havia planejado.
-Vamos para o lugar que você vai ficar com a  pirralha ou para um motel mesmo? - perguntou sorrindo.
-Não vamos para lugar nenhum, mas que porcaria Juliana, vai embora, chega, para de ser criança-explodiu.
-Desse jeito vai chamar a atenção das pessoas.
Débora respirou fundo, e disparou.
-To nem ai, estou pouco me importando, quero que você vá embora.-disse praticamente vermelha depois de falar o mais alto que pôde.
-Se continuar gritando vai acabar prejudicando suas cordas vocais- dizia serena, sem tirar o sorriso malicioso do rosto.
-E eu não quero isso de jeito nenhum, pois estou louca pra ouvir você gemer.
Débora, abriu um sorriso irônico, segurou Juliana pelos dois braços, dessa vez apertava com força, e olhando-a fixamente, esbravejou.
-Você vai embora agora.
-Está me pedindo, perguntando...-indagou irônica fitando-a, em seguida olhando para seus lábios.
-Estou mandando - disse seca.
-Em mim você só manda na cama - finalizou encarando-a.
Débora soltou Juliana, sentia-se impotente para faze-la ir embora, não poderia controla-la, e sabia que ela estava disposta a infernizar, e apenas a presença, permanência dela seria capaz de estragar qualquer plano que havia feito.
-O que você quer?
-Muitas coisas.
-Fala Juliana, eu não estou com tempo para você - dizia pausadamente, segurando-se para não levantar a voz.
-Quero uma última noite -falou firme.
-Oi? - perguntou Débora sem entender, quer dizer, perguntou sem acreditar no que Juliana havia proposto.
-Ué, depois de tudo que vivemos, acho justo, quero uma última noite com você, e depois -deu uma breve pausa antes de continuar.
-E depois eu não te procuro nunca mais, se é com essa garota que você quer ficar, eu não irei mais atrapalhar.
Débora ouvia com seriedade a proposta de Juliana, porém sua expressão séria logo se desfez, começou a rir debochadamente.
-Você só pode está ficando louca
-Louca? louca por que? eu mereço.
-Merece? você não merece nada Juliana, cresce!
-Crescer? eu sempre fiz tudo o que você queria, eu sempre te amei, eu sempre fazia o que era necessário, eu fazia e faço o impossível para te fazer feliz DÉBORA, e você nunca, nunca fez o que eu já fiz e continuo fazendo por você - dizia entre gritos.
-Fala baixo - advertiu Débora. - Primeiro se você acha que fez muito por mim, foi porque você quis, eu nunca te pedi nada.
-Como não? quem sempre quis fazer sexo a três foi você, troca de casal, fazer sex..
-Cala boca Juliana, isso é passado, e não venha me dizer que não gostava. - falou sem muita paciência.
-Aham, gostava, mas não mais que você, e quanto eu pedi uma única vez algo que eu queria fazer, o que foi que a pegadora falou? "Oh não, eu não sou indecisa" -disse Juliana irônica.
-Óbvio, você sabe muito bem do que eu gosto - respondeu fria.
Julia soltou um sorriso, respirou fundo e refutou,
-Você é uma idiota sabia?
-Então vai embora caramba, sai daqui, será que você não vê que acabou?
-NÃO, NÃO ACABOU, se você acha que vai me usar assim, você está muito enganada Débora, muito-finalizou indo de volta para dentro do teatro. Débora foi logo atrás, conseguiu alcança-la.
-O que pensa que vai fazer?
-Já imaginou, a louca aqui chegar fazendo um escândalo e acabar com essa porcaria de festa.
-Você não faria isso
-veremos - falou prosseguindo para a porta.
-Eu faço o que você pediu - gritou de longe, fazendo com que Juliana recuasse, ainda duvidando se Débora realmente faria o que estava dizendo.
-Como posso saber se é verdade? - perguntou desconfiada.
-Bom, você não pode não é? só fazendo pra saber. - disse fitando-a.
Juliana assentiu, se aproximou de Débora, tão próxima que não só não a beijou pois no exato momento, apareceu inúmeras crianças saindo entre gritos, palmas e muita agitação.
-Odeio crianças - exclamou Juliana.
-Elas só estão se divertindo - retrucou  Débora.
-Falando assim, até parece que gosta..
-São melhores que muitos adultos.-finalizou.
As duas seguiram para o carro, o dia já estava se esvaindo, e a lua emergindo do horizonte.
-Vamos para onde ? - perguntou Débora.
-Você escolhe - falou encarando-a.
Em seguida Juliana retirou o sinto de segurança, vagarosamente aproximou-se de Débora, começou beijando-a delicadamente, sabia que apesar de ter assentido seu pedido, ela ainda não estava a vontade.
Débora tentava se esquivar, mas fora impossível, Juliana não dava espaço nem para respirar.
-Se você continuar assim, eu não consigo dirigir.
-Você está mentindo - disse incisiva.
-An? - perguntou Débora se virando rapidamente contra Juliana, mas logo voltou o olhar para a direção.
-Você, a gente, não teremos uma última noite não é? - falou calma e com lágrimas nos olhos.
Débora por um instante sentiu pena, lembrou da mulher que conheceu à anos atrás, e que dos últimos dias para cá, havia mudado tanto.
-O que você está me pedindo é demais, não dá Juliana, eu amo a Caroline.-falou docilmente, não queria machucar Juliana, que parecia estar tão frágil.
Juliana por um momento se retraiu, voltando para seu devido lugar , virou-se em direção a Janela, no qual permaneceu por um período silencioso, Débora não ousou em interromper, mas não sabia o que deveria fazer ou para onde leva-lá, pensou em ir para casa mesmo contra sua vontade, porém demoraria muito e não poderia deixar Caroline plantada esperando-a, ou seja, voltar para casa estava fora de cogitação.
-Juliana...-chamou Débora.
Ela, por sua vez, se virou, entre lágrimas e olhos vermelhos, respondeu com um tímido "Oi".
-Juliana, não fica assim, eu..
-Não fala nada, só me faz um favor? o último, eu juro.
Débora pensou por um minuto, acabou assentindo, mesmo com medo do que ela poderia pedir, de certa forma sentia-se culpada por Juliana estar naquele estado.
-Deixa eu te levar em um lugar?
-Me levar em um lugar?  eu.. eu tenho que ir buscar a Car...
-Por favor Débora - pediu suplicante, poucas vezes Débora a via daquele jeito, sabia que Juliana estava frágil, talvez aceitar seu pedido fosse a única coisa que ela poderia fazer naquele momento.
As duas saíram do carro e trocaram de lugar, a noite estava coberta de luz, todas essas iluminadas pelas estrelas, uma típica noite para se passar ao lado de quem se ama.
As duas permaneceram em silêncio, as horas passavam e nada de chegarem nesse tal lugar, deixando Débora ansiosa e com o passar do tempo, cada vez mais desconfiada.
-Aonde você quer ir? - questionou impaciente.
-Calma meu amor, já vamos chegar.
-Calma? você está dando voltas, não vê? você sabe mesmo onde fica esse lugar?
-Claro que sei .
Depois de rodar mais alguns minutos com o carro, Juliana estacionou a no hotel onde Caroline e Débora estavam hospedadas.
-An? o que significa isso? - perguntou Débora confusa, tem entender o motivo daquela brincadeira de mal gosto.
Juliana retirou o sinto e sem dizer nenhuma palavra, deu a volta no carro, abrindo a porta do carona, deixando Débora perplexa com  a situação, via aquilo tudo como uma loucura, ao seu ver, Juliana parecia fora de si.
-Vamos? - falou sorrindo enquanto pegava em suas mãos.
Débora retribuiu, acompanhou Juliana para ver até onde ela iria, subiram para o quarto, notou que Juliana sabia até mesmo em qual quarto estavam hospedadas, seu coração começou acelerar , sua mão gelar, de certa forma, sentiu um medo estranho penetrar em seu corpo, se Juliana foi capaz de saber onde ela estava, o que mais ela seria capaz de fazer?! pensou.
-Gostou? - perguntou.
Débora ficou paralisada, não acreditava no que estava vendo, mal conseguiu respirar, seus olhos arregalaram com pavor ao ver cada foto ali espalhada na cama, as paredes, o chão, tudo, trouxeram náuseas, por um instante achou que fosse desmaiar.
-Não é a maior prova de amor?! essa é a prova do meu amor por você.
Essas foram as últimas palavras que Débora escutara de Juliana, logo após, não viu, nem viu mais nada.

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8 comentários:

  1. Tá chato ficar esperando!! Tá faltando compromisso com as leitoras.

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    1. Olá less, vejo que todos seus comentários são de cobrança ou críticas, pelo menos os últimos nos quais me lembre foram sim, pois bem, não sei o que você faz da vida mas eu sei o que faço, e os contos são meus hobbies, logo não recebo por isso, faço porque gosto, porém para viver é necessário ter dinheiro, não sei se sabe disso, e com os contos não ganho absolutamente nada, e sendo hobbie, os contos não está entre minhas prioridades, contudo sei do meu compromisso de postar, antes eu colocava a data até mesmo para me situar porém vi que você foi a primeira a reclamar dos atrasos( q foram no máximo um dia), claro, você pode está ansiosa, mas mesmo assim, não vou olhar o seu lado mas sim o meu, enfim, resumindo, larga de ser chata e se quiser realmente ajudar comece me pagando um salário do contrário vai catar coquinho, e se não postei é pq estou sem internet, pague ela que posto quando você quiser mas como não fará isso, larga de ser mais uma doida para criticar pq não tenta ajudar???! E quanto ao "ta faltando compromisso com as leitoras" bem, talvez, claro que eu tenho que postar os outros capítulos, mas tirei até a data para a próxima postagem, eu vou postar só não disse quando, logo não rompi compromisso, e se algum dia for cobrar algo de alguém, cobre de alguém que te deva alguma coisa, do contrário seja mais gentil pois dos seus comentários estou de saco cheio.

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    2. Gabriela Martins15/2/17 10:39

      BRAVOOOOOO ����
      ufaaa Graças q falo.!

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  2. Anônimo9/2/17 09:24

    Continuaaaa..

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    1. Olá, irei continuar sim, no máximo ate sexta postarei o próximo capítulo. :)

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  3. Bom não sou nenhuma escritora ,para ter noção que para escrever contos ou um livro,necessita de tempo ,imaginação e criatividade para que a história não saia do contexto.Parabéns belos contos Bler que mesmos sem ganhar um tostão por seus contos dedica parte do seu tempo para sua leitoras.

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  4. Anônimo6/3/17 06:56

    Quase 1 mes e nada do próximo capítulo isso pq os outros contos ja ganharam novos capítulos.

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  5. Anônimo6/3/17 14:40

    Parabéns conto maravilhoso!Mas super ansiosa para ver a continuação, já tem uma data para a postagem do próximo capitulo?

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