16.1.17

Será que é amor? - Capítulo 51


Débora não conseguia acreditar.
-Quem em pleno sábado de manhã vem me atazanar? - resmungou vestindo a blusa, logo caminhou para abrir a porta, odiava escutar aquela campainha tocar tão cedo.
Ao abrir a porta, Débora se depara com um menininho de pequena estatura, não reconheceu, mas assim que viu Valentina caminhando em sua direção logo soube de quem se tratava.
-Oie Débora - falou gentilmente.
-Bom dia Valentina, como vai?
-Bem e você?
-Bem também, obrigada. - falou sorrindo, forçando uma simpatia;
-Aqui - falou entregando uma caixa de leite- Eu sei que você disse que não iria estar em casa, mas o João Vitor insistiu para tocar sua campainha, acabei deixando, nem imaginava que ainda estaria em casa - explicou-se passando a mão na cabeça do filho, que tentava bisbilhotar o apartamento de Débora com os olhos.
-Sei como é, tudo bem, muito obrigada - agradeceu balançando a caixa.
-E boa viajem - falou estendendo o braço para dar um abraço em Débora, que ficou sem ter o que fazer, não houve possibilidade de recusar. Sentiu um perfume adocicado impregnar em sua pele.
-Você sempre acorda assim? - perguntou ainda próxima.
-Assim como? - indagou Débora sem entender.
-Assim, completamente linda - Disse Valentina examinando-a de cima em baixo, pela primeira vez Débora sentiu-se um pouco constrangida, isso fora novidade até mesmo para ela, que nunca levou muitas cantadas de mulheres pelo fato de nunca parecer que gostasse de uma, era sempre ela que as surpreendia, ela que dava as cantadas, deixando a maioria surpreendida.
-Ah - sorriu- Obrigada, bom, eu tenho que ir ..então...
-Sim, claro, desculpe atrapalhar.. até logo, divirta-se - finalizou Valentina pegando na mão do pequeno João.
Ao fechar a porta Débora sentou-se no sofá.
-Como pode? - disse, levantou-se e foi olhar no espelho, ai sim conseguiu entender o porquê Valentina não tirava os olhos dos seus seios, a blusa branca evidenciava os bicos enrijecidos.
-Não creio! - exclamou desacreditada.
Caroline saiu do banho, não demorou muito para se vestir, como viu o secador em cima da cômoda não se importou em pegar, quando ligou na tomada imediatamente saíram faísca para todo lado e logo houve um estouro, Débora instantaneamente foi para o quarto, se deparou com Caroline assustada tentando tirar da tomada, mesmo entre fagulhas.
-NÃO-gritou.- aproximando-se, ela mesma conseguiu tirar, se aliviou por não ter sido nada grave.
-Não tem medo de morrer?
-Porque? - perguntou Caroline um pouco assustada.
-acabou de sair do banho e nem calçada você estava, é perigoso sabia?!
-Desculpa- falou sem graça.
-Ainda bem que foi só isso, já pensou se você tivesse levado um choque- falou mais serena.
Caroline fez um bico, abaixando o olhar, que logo Débora fez questão de desfazer, abraçando-a.
-Quem era na porta?
-Ninguém...-falou sem jeito enquanto se afastava.
-Ninguém?
-Ninguém importante - disse enquanto guardava o secador, seguiu para cozinha, Caroline logo foi atrás, percebeu que Débora havia ficado diferente.
-Ninguém mesmo? - insistiu a menina, fazendo Débora repensar porque não dizer quem realmente era.
-Foi a Valentina, ela veio me entregar a caixa de leite.. - disse insegura e cuidadosa em relação as palavras que usava.
-Valentina? - perguntou Carol tentando relembrar de quem era - Valentina? a vizinha?
-Sim, ela mesma.
-E por que você está assim?
-Assim como? - perguntou sem olhar para Caroline.
-Aconteceu alguma coisa? - perguntou chegando tão próxima de Débora, que fora incapaz fugir do seu olhar.
-Ela...-começou receosa  se deveria dizer ou não.. -Ela ..bom, eu acho que não é algo importante, as vezes pode ser coisa da minha cabeça. - falou indo para a sala, contudo Caroline a segurou pelo braço.
-me fala...o que ela fez ? - perguntou segura.
-Ela só me elogiou, não foi nada demais - Caroline ficou pensativa por algum instante, e Débora quis fazer daquela situação o mais insignificante possível, já que para ela não fazia a menor diferença o elogio da vizinha.
-Não foi só isso - falou intimidando Débora que por fim disse o que realmente achou da situação.
Contou do olhar de Valentina, que deixou Caroline com uma súbita raiva daquela mulher que mal conhecia mas já odiava.
-As vezes eu posso estar enganada, não sei, ela é casada, não sabe da minha orientação, não acho que ela teria coragem de ...
-Como não? percebi muito bem o jeito que ela ficou te olhando ontem, mulherzinha abusada, ela que se coloque no lugar dela. - falou andando de um lado para o outro, tentando se acalmar, Débora achava fofo como Caroline ficava quando estava com ciúmes, sua raiva passava longe de alguém realmente em fúria, parecia mais com uma implicância, chateação, uma raivinha, nada capaz de assustar, apenas de ser fofa, mais fofa do que Caroline era, meiga daquele jeito, até com raiva parecia um anjo.
-Vem cá, isso não importa, eu quero você, só você - falou abraçando Caroline.
As duas permaneceram ali, entre trocas de olhares, beijos, palavras, carinhos por um bom tempo, até que o celular de Débora tocar, era a diretora perguntando se ela já tinha saído, para não levantar suspeitas ou parecer irresponsável respondeu que sim, apesar disso mal tinham terminado de arrumar as malas, logo após a ligação,  terminaram de colocar tudo o que fosse necessário, Caroline ajudou já que suas coisas já estavam pronta desde a noite passada, notou que Débora sim, havia deixado tudo para última hora, por fim saíram torcendo para que nenhuma tivesse esquecido nada.
-Já estamos meia hora na estrada, é tão longe assim? - perguntou Carol ansiosa.
-Um pouco, mais três horas e trinta minutos, e estaremos deitadinhas na cama - falou Débora sorrindo depois de contabilizar quanto tempo faltava.
-Que bom, já estou morta - sussurrou enquanto espreguiçava.
-Se tudo der certo, chegaremos antes do almoço, paramos para almoçar em algum restaurante e seguimos para o hotel.
-Hotel? - perguntou Caroline.
-Sim
-Débora - começou falando séria- porque faz isso?
-Isso o que ? - perguntou olhando-a rapidamente.
-Eu sei que você gosta de mim..
Débora balançou a cabeça negativamente, dando uma leve suspirada e interrompeu Carol
-Gosto não.....Amo, eu amo você Caroline - disse encarando-a, fazendo a menina rir, ficava vermelha de tanta vergonha, Débora de algum modo sempre conseguia tirar seu raciocínio lógico.
-Eu também te amo, e é por isso mesmo que não quero te atrapalhar, não precisa ficar gastando dinheiro comigo, ou comprar anel, eu não tenho como te dar um terço do que você me dá, não.. -falou Caroline séria e acanhada, não queria parecer mal agradecida, mas se sentia uma exploradora, por Débora sempre ser a responsável de comprar tudo, mal tinha dinheiro para pagar um sorvete, as vezes parava para pensar, e isso a fazia refletir que não tinha muitas coisas para oferecer, a não ser amor e tudo que possa vir junto no pacote, mas quem é que vive só de amor?! questionava consigo mesma.
-Não, não quero você pensando nisso, sabe por que? porque não precisa! porque você já me deu tudo  que eu procurava - falou, consequentemente deixou Carol sem compreender do que ela estaria falando.
-Não me venha com essa cara, você fez e faz Caroline, eu sei que você não tem condições de me dar presentes - falava com os olhos atentos na estrada.- e isso não faz a menor diferença, só de estar com você, abraçar você, beijar você, amar você - falou fitando-a - Não existe dinheiro que pague.-terminou voltando com o olhar para a direção, porém continuou.
-E isso, faço porque não me atrapalha, faço porque gosto, faço porque posso e desculpe se você não gosta, porque vou continuar  fazendo-finalizou sorrindo, fazendo-se de autoritária.
Caroline não sabia o que dizer, mesmo que no fundo tivesse ficado extremamente feliz com as palavras, sentia receio, sabia que em algum momento isso seria sim um obstáculos para as duas.
-Mas Débora, eu...
-Eu nada senhorita Caroline, eu nada, eu sei que não tem como você trabalhar, logo, não terá dinheiro a não ser que queira fazer programas exclusivos pra mim - falou dando uma piscada seguida de uma risada maliciosa. - e sei que você tem que pensar nos seus estudos em primeiro lugar, sempre, você ainda é nova, e o que eu puder ajudar, eu vou ajudar, você querendo ou não, falo financeiramente, amorosamente,  sexualmente, o que precisar - terminou encarando-a.
-Dois -disse rindo.
-Dois? - perguntou curiosa.
-Dois pontos pra você e zero pra Carolzinha aqui .
-E qual foi o primeiro?
-O ponto, aquele de manhã, esqueceu?
Débora fez de pensativa, mas logo esbravejou.
-Ah é, lembrei, bom, e quando chegar a três, posso pedir o que eu quiser?
Caroline ficou concentrada, não havia planejado isso, ou estipulado o máximo de pontos, mas já que Débora havia dado a ideia, pensou " Por que não?"
-Três, porque três? - antes que Débora respondesse, ela mesmo propôs uma hipótese - ah sim, o caderninho.
Débora soltou uma gargalhada e confirmou com a cabeça.
-Sim ou não?
-Depende, o que vai me pedir?
-Surpresa - falou imitando voz de criança, fazendo com que Carol risse ainda mais.
-Ta bom, quando você fizer mais um ponto pode me pedir o que quiser.
"Só não sei se vou cumprir" pensou Caroline.
Débora já sabia muito bem o que queria e iria pedir para Carol, durante o percurso brincaram, comentaram sobre alguns assuntos que passava na rádio, trocaram alguns gostos em relação a estilos musicais, filmes, comidas, criticaram bastante os políticos, concluíram que Caroline seria uma ótima presidente se fosse eleita, e Débora ficaria maravilhosa de primeira dama, uma conversa um tanto quanto inusitada e como não ser? se o que viviam era tanto quanto, Caroline dormiu um pouco mas logo fora acordada por Débora, que tinha que ter alguém para conversar, não queria morrer em uma rodovia porque dormiu no volante.
-Acorda, precisamos conversar. - disse cutucando-a.
-An? o que foi? aconteceu alguma coisa? - disse levantando assustada.
-Claro que aconteceu, acha que vai dormir e me deixar aqui sozinha? - falou se fazendo de séria.
-Ahh- resmungou carinhosa- vai chorar meu bebê ? - disse imitando a voz de Débora.
-Boba, vou, vou chorar.
-Chora não bebê, prometo não te largar quando chegarmos lá -retrucou ainda sonolenta.
-Acho bom viu, e sem contar que, me chamou de bebê, vai ter que deixar eu mamar - exclamou com a cara mais desavergonhada do mundo.
-Não só deixo como faço questão - provocou Caroline, que em seguida puxou a blusa para baixo sem retira-la por completo, apenas deixou uma bela visão dos seus seios, que quase desconcentraram Débora.
-Agora, presta atenção na estrada , que eu prometo não dormir -falou bocejando.
-Sim senhora - afirmou olhando para ela, como era..
-Se concentra Débora, se concentra- sussurrou para si mesma, mesmo que fosse difícil ser tão focada quando a sua maior tentação estava bem ao lado.Como havia imaginado, Caroline voltou a dormir "Safada, ainda teve coragem de mentir" pensou ao notar que ela estava em seu décimo primeiro sono.
-Ei, acorda -chamava Débora pela janela do carro, após alguns segundos Caroline respondeu.
-An? onde estamos? - perguntou.
-Chegamos dorminhoca, vem, temos muito o que fazer ainda.- falou Débora pendurada na janela vendo a bela adormecida acordar.
-Vai vir ou vai precisar do beijo de um príncipe para se levantar? - brincou.
-Acho que vou, será que tem como chamar alguma princesa para me salvar?
-Claro, fecha os olhos.
Caroline assentiu, fechou os olhos como foi pedido, em seguida Débora abriu a porta e sentou-se em seu colo, com a mão em seu rosto, beijou-a intensamente, Caroline por sua vez, apenas retribuiu todos os movimentos, suas mãos percorriam a cintura de Débora, aos poucos adentraram dentro da roupa, subindo cada vez mais.
-Uau, você acordou bem animada hen - falou Débora sem fôlego.
-Muito, acordei morrendo de fome - disse encarando-a, Débora sorriu em primeiro instante, mas logo voltou para beija-la, sua boca mordia os lábios de Carol, que ficavam ainda mais vermelhos com a mordida sem dó que ela adorava dar, era nitidamente um beijo devorador, capaz de acender fogo até mesmo onde não tinha. Caroline continuava percorrendo suas mãos dentre a blusa de Débora, até finalmente chegar aonde tanto queria, em seus seios, em um movimento rápido puxou o sutiã e a blusa, deixando apenas uma abertura, suficiente para sua boca se encaixar, dito e feito, Carol abocanhou-os com desejo veemente, enquanto colocava um na boca, apertava o outro com as mãos, Débora sussurrava baixo enquanto se atentava se alguém as observava ou se aproximava. Caroline puxou vagarosamente o bico, no qual fez Débora gemer mais alto do que ela mesmo esperava, em seguida voltou beijando-os, com as mãos, prensou ainda mais contra seu rosto, quando iria começar a chupar o outro, Débora se levanta alarmada, arrumando novamente sua blusa.


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2 comentários:

  1. aii GNT. suandoo qnd chega nessas partes rsrsrs.. 👅👅

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  2. Só eu que achei que elas estão frias?

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