14.1.17

Será que é amor? - Capítulo 50


Débora despertou antes mesmo do próprio despertador, Caroline dormia como um anjo, que ela foi incapaz de acorda-lá, não antes de preparar um simples e lindo café da manhã, que fez  questão de levar na cama.
-Bom dia - disse animada, Caroline tentava se esconder entre as mãos.
-Ah, eu devo estar horrível.
-Não acredito - disse fazendo-se de assustada.
-O que? - perguntou estranhando a expressão que Débora fez.
-Não acredito como alguém pode ser tão linda logo quando acorda.-falou rindo, Caroline a acompanhou, achou uma palhaçada sem tamanho aquilo.
-Trouxe café da manhã pra você...
-Poxa, já viu que horas são? -disse bocejando.
-Claro que vi, temos que chegar cedo, temos muito compromisso ainda.
-Temos? - desconfiou.
-Temos. - Antes que Carol fizesse outra pergunta novamente, foram interrompidas pelo toque do celular de Débora, fazendo-a sair para a sala, deixou Caroline ainda mais desconfiada.
"Ué, porque ela não atendeu aqui?" pensou.
Ao colocar uma colherada de sorvete na boca, Carol sentiu algo estranho, mal conseguiu acreditar no que estava vendo, seus olhos brilharam só de vê-los. "Não pode ser" pensou. "Será?" . Caroline levantou-se imediatamente da cama, queria perguntar a Débora o que significava aquilo, mas não foi preciso, quando ela ia para a sala, quase que bateram testa na testa.
-Ei, calma...
-O que significa isso? - perguntou mostrando o anel.
-Ah - falou desentendida - acho que caiu do meu dedo - falou enquanto tirava das mãos de Caroline.
-Ah sim - respondeu sentindo envergonhada por pensar que seria qualquer outra coisa, virou-se para continuar tomando seu café da manhã.Débora a surpreende por trás, dando uma abraço de urso inusitado que quase faz  desequilibrarem.
-Acha mesmo que eu iria deixar um anel cair no sorvete? - falou beijando-a no rosto.
-Não sei, não foi isso que aconteceu?
Débora virou Caroline, colocando-a diante dela, fez questão de olha-la nos olhos. enquanto a observava, arrumava seus cabelos, que mesmo bagunçados deixava-a ainda mais linda, uma típica beleza natural.
Pegou sua mão esquerda, e a segurando, fitou-a nos olhos, fazendo com que Carol se emocionasse com aquele doce e pequeno gesto.
-Caroline Uchoa Azucena Pinto, Quer namorar comigo?
Foi inevitável não derramar uma lágrima se quer, Caroline não conseguiria explicar porque ficou naquele estado, talvez conseguisse, mas não naquele momento, ao mesmo tempo que não conseguiu segurar a emoção, tentou sorrir para não parecer tão boba.
-Mas eu já sou sua namorada - falou sorrindo entre lágrimas caindo.
Débora aproximou-se limpando seu rosto e erguendo-o carinhosamente de encontro ao dela.
-Eu sei, mas quero fazer bonitinho - disse, em seguida dando um selinho em Carol, que ainda não sabia como reagir.
-Sim - falou timidamente.
-Sim?
-Sim Débora, é óbvio que eu aceito namorar com você. -falou abraçando-a, estava tão feliz com tudo, não conseguiu expressar, não conseguia dizer o que sentia por aquela mulher, Caroline nunca achou que coisas assim fossem capaz de existir, se não estivesse acontecendo consigo, ela era incapaz de acreditar que fosse verdade, mas estava, e sim, era com ela que estava acontecendo, será possível explodir de felicidade? porque se fosse, isso estaria prestes a acontecer  de tão alegre que ficou.
-Agora vou ir arrumar algumas coisas...termina seu café e vai se arrumar - falou autoritária.
-Ei, antes, posso te pedir um favor já que não consigo mandar em nada..
-Claro - disse Débora arqueando as sobrancelhas, com medo do que pudesse ouvir como pedido.
-Nunca mais fale meu nome completo.
Débora soltou uma risada antes de respondê-la, sabia que Caroline não gostava de alguns do seus sobrenomes, mas tinha que fazer do pedido uma coisa mais formal, se bem que para ela, aquilo ainda não foi o pedido oficial.
-Porque? é tão lindinho seu nome.
-Pinto? Azucena?  você acha mesmo que são nomes bonitos?- indagou irônica.
Débora riu, por fim soltou.
-Olha, quanto ao pinto, só acho bonito se for o seu, já Azucena é diferente, e como é seu, é um nome maravilhoso, nunca conheci alguém com esse nome, de onde vem? - falou segurando Carol pela cintura.
-Não faço a mínima ideia, só sei que veio por parte de mãe, parece que é do pai dela, algo assim, não sei bem.
-E sua mãe? não quer me falar sobre ela?
-Não - falou seca - Acho melhor você ir arrumar pra gente ir logo, não acha? - falou soltando-se.
-Tá bem, só não fica chateada comigo, só quero seu bem, conhecer o que tanto aflige essa menina maravilhosa que ainda tenta se esconder de mim. - disse bem próximo aos seus ouvidos, por fim deu um beijo em sua nunca e seguiu para sala. Caroline terminou de comer o que havia restado na bandeja, sem deixar de pensar em tudo que aconteceu, desde que conheceu Débora sua vida passou do frio para o quente, da tristeza para a felicidade, sentia-se amada, desejada, viva, viva como talvez um dia nunca foi, viva como algum dia nunca fora capaz de imaginar. era tudo muito novo e ao mesmo tempo delicioso.
-tudo bem, voltaremos terça de manhã - dizia.
-Débora, olha lá, quero essa medalha de ouro aqui, confio em vocês, e diga para Caroline que estou torcendo por ela.
-Claro, pode deixar, ela vai adorar saber - respondeu, parando por um instante ao ver Carol entrando na sala.
-Ela está aqui sim, mandou um beijo.
-Obrigada, tchau...bom final de semana - disse finalizando a ligação, Caroline por sua vez não entendeu com quem Débora estaria falando, e ainda por cima envolvendo seu nome. A priori não iria perguntar, esperaria que Débora falasse algo, coisa que ela não fez, apenas sorriu enquanto colocava algumas coisas na mala.
-Posso saber quem é?
-A diretora - respondeu sem dar muita atenção a sua pergunta.
-Como assim a diretora? ela sabe que nós iremos viajar?
-Sabe - disse fechando o zíper.
-Será que dá pra me explicar Débora, como assim a diretora sabe?
Débora terminou de fechar a bendita mala, colocando-a no sofá, e finalmente virou-se para Caroline, que merecia uma explicação.
-Quando eu disse para seu pai sobre as olimpíadas de matemática, eu não estava mentindo, te inscrevi para representar o colégio.
Caroline estranhou, não entendeu porque ela não havia dito isso antes, afinal estava pensando que aquilo tudo fosse uma bela cena para que viajassem juntas, Débora continuou.
-A diretora confia muito em mim como profissional, e me encarregou de escolher três alunos para a competição estadual, e então escolhi você.
-Cadê os outros dois? - perguntou séria.
-Convidei, mas não poderiam ir, não havia ninguém para leva-los, só restou você.
-Então porque não leva eles também, vamos de carro, cabe muito bem mais dois.
-Você sabe porque...
Caroline não gostou da situação, ficou pensativa por algum tempo, até que disparou sem dó nem piedade.
-Débora, você não deveria ter feito isso, é antiético sabia, além do mais, deveria ter me dito antes que essa olimpíadas era de verdade, nem me preparei nem nada, com certeza não estarei representando bem o colégio, você sabe que existe muitos outros alunos melhores que eu.
-Eu sei, mas..
-Mas nada, acho melhor não irmos, você trapaceou, só porque queria viajar comigo, fez isso tudo, sem contar que você mistura as coisas, mistura seu trabalho com a nossa relação.
-Caramba Caroline, eu fiz isso por nós, é isso que recebo? ok , você quem sabe, se não quiser ir, nós não vamos - terminou indo para o quarto.
Débora sentou-se na cama, em seguida deitou, sua cabeça começara a doer, até que escuta Carol batendo na porta, em seguida adentrando ao quarto.
Carol sentou-se na cama, ao lado de onde Débora permanecia deitada com os olhos fechados e as mãos na cabeça, pôde perceber que ela tinha chorado.
-Me perdoa - começou dizendo.
-Eu sei que fez isso por nós, desculpa ser dura ou parecer mal agradecida, não é isso, tenho medo Débora, tenho medo que você se prejudique por isso, tenho medo que descubram sobre nós e o que pode acontecer se algum dia todos ficarem sabendo, desculpa, eu sei que não fez por mal, é que as vezes tudo parece ser tão bom, que eu não quero que acabe, não quero pensar em um dia posso ficar sem você...
Débora levantou-se ficando sentada na cama, Caroline virou contra ela, se entreolharam, em um gesto de carinho, Débora segura suas mãos, entrelaçando seus dedos.
-Caroline eu não fiz isso só por nós, eu sei que você é boa em matemática e não digo isso porque amo você, mas porque sou sua professora e sei do seu potencial, claro, você erra, erra por coisas bobas, mas acredito que não é porque não saiba, mas por falta de atenção, tirando isso, você é ótima, tem capacidade suficiente para ganhar qualquer coisa que se propuser a fazer, contando que queira, e depois eu citei três nomes e o professor Gilson mais três, conversamos com os alunos, mas todos não se animaram muito, disseram que tinham outras provas, ou que não teriam condições de viajar, até que conseguimos uma Van para levarem todos, mas precisaria de dinheiro, de hospedagem, alimentação e você sabe, escola pública não custeia isso tão fácil assim, não trapaceei como você disse, apenas me comprometi em levar um, que no caso foi você, a diretora me apoiou, ela disse que mesmo que você não ganhasse, sabia que você colocaria todas as fichas para vencer, quando ela disse isso até estranhei, parecia que conhecesse você, mas enfim, eu me responsabilizei de convencer seu pai e pagar qualquer coisa do meu próprio bolso, a única coisa que a escola deu, foi o nome para você representar.
Ao terminar de escutar tudo,  Caroline sentiu-se ainda mais injusta do que antes, envergonhada por ter dito tudo aquilo para Débora, que não merecia ter escutado um quarto do que ela tinha esbravejado na sala.
-Não sei nem o que te dizer. - falou envergonhada.
-Comece tirando a roupa e sentando em mim - brincou, soltando um sorriso malicioso.
-Você não perde uma né.
-Não - falou beijando Carol, beijo rápido, sem deixar de dar uma mordidinha nos lábios, com gostinho de quero mais.
-ainda vamos?
-Que pergunta. - retrucou Caroline, que se levantou imediatamente para ir tomar banho, não antes de tirar toda sua vestimenta na frente de Débora que permanecia deitada na cama, admirando cada parte que Caroline atiçava em lhe mostrar. Ao final de tirar toda a roupa, deu uma piscada, "como resistir" pensou Débora que já se via tirando a blusa, quando escutou a campainha tocar.


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Acerte quem é na porta e me faça um pedido hahah # Bler

7 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Quem acertar ganha um beijo é isso ? 😃,
    É a mãe da Débora

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  3. É o pai de Caroline '-'

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  4. aahh qual er. QM sera ah essa HR .. logo agr . puts....rsrsrsrs
    adorando qroo mas.❤✌

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Também acho que é a vizinha nova .

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