4.1.17

Será que é amor? - Capítulo 47

Caroline permaneceu inerte, encarou as garotas, assim como elas fizeram, pôde perceber a surpresa das meninas ao vê-la, tanto delas quanto de Natali, que parecia nada, nada confortável com aquela situação.
-E então Caroline, já sabe o que vai fazer?-Perguntou Jonathan.
-Não, não sei, ainda tenho muito tempo pra pensar nisso.
-Que isso Carol, um ano e meio passam voando, quando você acordar, já vai ter que escolher sua profissão, depois o marido, no outro dia será acordada pelos filhos pulando na cama, e por aí vai..a tendência é só piorar- brincou.
-Até parece.
-E você Natali, faz faculdade de quê? -Perguntou Caroline curiosa.
-Moda - respondeu a menina com má vontade.
Caroline olhou-a de cima a baixo, e apenas soltou:
-Percebe-se.
Natali não gostou nem um pouco da olhada muito menos do comentário.
-Pois é querida, não é todo mundo que gosta de usar uma calça surrada como a sua, mas entendo, nem todo mundo tem dinheiro para comprar roupas caras-provocou.
Jonathan apenas observava a troca de agulhas entre elas, quer dizer, ele não  percebia que havia essa troca de alfinetadas  entre elas.
-Já dizia Coco Chanel, "Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe"  deveria ter aprendido, pois o que te falta é essência, educação e classe, agora com licença.-respondeu ríspida.
Natali por sua vez engoliu a seco o desaforo que havia acabado de escutar,seu rosto ficou completamente vermelho de raiva.
-Não vai dizer nada? - falou a garota dando um tapa em Jonathan, que não se atreveu a soltar uma palavra.
Para Caroline, já havia bastado aquela apresentação, saiu um tanto quanto perturbada depois de saber de quem estava partindo os insultados, conseguiu compreender de quem estavam falando, "Era Jonathan" e aquilo não iria ficar assim, não ia mesmo.
-Ei, aonde vai? - perguntou Débora segurando-a pelos braços.
-Você não cansa não? segurar assim machuca, sabia? - Disse seca.
-Nossa, desculpa, não faço mais.
-Desculpa -falou -Não queria falar assim, me perdoa.
-O que houve? algum problema?
-Não, nada de importante, mas eu estava indo para casa..
-Para casa? minha casa, você quer dizer...-sugeriu Débora dando uma piscada.
-Não sei - falou Carol fazendo-se de pensativa. - Não sei se devo.
-Não só deve, como vai, não quero te sequestrar de novo, me espera na esquina?
-Não demora - ordenou Caroline indo embora.
Como Débora adorava aquela mulher, apesar da pouca idade, sabia que Caroline não chegava aos pés das quais saia antes de conhece-la, em questão de idade eram mais velhas, porém muitas das vezes tão crianças, descompromissadas, irresponsáveis, fúteis, nada que diferenciava umas das outras, talvez por isso nenhuma delas havia despertado algum sentimento a mais, sempre despertavam seu desejo, não passava disto.
Antes de ir embora, Débora fez questão de procurar por Hugo e Kátia, sabia que os dois estavam loucos para detona-la, não poderia dar mole, viu-os na mesa de ping pong, estavam tão entretidos que Débora agradeceu aos céus por isso, despediu-se dos poucos professores que encontrou e logo foi de encontro a Carol.
-Droga- exclamou depois de andar uma rua inteira e encontra-la.
-Aonde ela foi?! - resmungou.
Lembrou-se que Caroline era temerosa demais para está justo na esquina da rua da escola, optou por seguir reto, quem sabe ela estaria na esquina da próxima rua, dito e feito.
Bi Bi Bi
Buzinou a professora, que logo em seguida abaixou o vidro.
-Quanto é o programa?
Caroline revirou os olhos e soltou um riso.
-Palhaça! - exclamou entrando no carro.
-É sério, pago o que você quiser.
Carol olhou-a de cima a baixo, comia-a com os olhos, seu olhar fazia Débora estremecer.
Sem perder tempo, Débora logo pisou no acelerador, seguiram para sua casa, quando lembra-se da viagem.
-Caramba, temos que buscar suas roupas.
-Roupas? como assim?
-Você vai viajar comigo, esqueceu?
-Vou?
-Vai sim.
-Mas Débora...meu..
-Não aceito não como resposta, eu vou conversar com ele..
-Mas Déb..
-Caroline, relaxa, vai dar certo - finalizou Débora precisa do que estava dizendo e fazendo, por fim colocou seus óculos e se concentrou na direção, Carol por sua vez ficou pensativa e apreensiva olhando pela Janela, ao chegarem em sua casa, não viram ninguém, seu pai não estava, Débora sugeriu que Caroline fosse arrumar suas coisas, uma quantidade razoável para dois dias.
-Mas como é o lugar? se não me falar..não vou saber o que levar - disse manhosa, aproximando-se de Débora, tentando convence-la de contar alguma coisa.
-Acha mesmo que eu vou te contar? - disse fitando-a nos olhos, com as sobrancelhas levemente arqueadas.
-Vai...ou quer que eu vou assim ? - provocou enquanto se distanciava tirando sua blusa vagarosamente, ficou apenas de sutiã, era um belo modelo rendado, que aos olhos de Débora, a cor azul caiam super bem se comparado o tom de sua pele.Caroline sabia instigar, e fazia aquilo como ninguém.
-Não, não quero que você vá assim... -falou serena.
Carol pegou em suas mãos, fazendo-a se sentar na cama, antes de qualquer coisa fez questão de trancar a porta, Débora observava-a de longe, que ainda encostada na parede tirou a calça com a maior delicadeza possível, não sabia qual era a intenção de Caroline, afinal de contas não poderiam fazer nada ali, não estavam loucas, ou estavam? pensou Débora.
-Ah, eu acho que você quer..ou não? - perguntou Carol ajeitando ora o sutiã ora a calcinha.
-Não - falou Débora quase sem voz, sentia seu corpo queimar de tesão, não se arriscou em fazer nada, apenas observava-a atentamente.
-Então vai me contar para onde vamos? - falou aproximando-se ficando engatinhada sobre a cama, logo sentando-se sobre o colo de Débora, que desfalecia sempre que era surpreendida por aquela menina que de anjo, só tinha o rosto.
-Sabia que essa calça machuca?! - falava Carol enquanto desabotoava e abria o zíper.
-Caroline - falava sem ar e pausadamente.
-O que? -perguntou a menina sem hesitar em continuar o que estava fazendo.
-Não, aqui não - falou Débora erguendo-se, apoiando seus braços sobre a cama.
-O que é? está com medo é? - provocou beijando-a nos lábios, Débora fechou os olhos, se tinha alguma coisa que ela não tinha era medo, principalmente quando estava com Caroline, era capaz de esquecer que existia mundo e render-se as suas vontades e desejos por mais perigosas que fossem e o que mais desejava naquele momento era Caroline.
Carol ainda sentada em seu colo, começou a rebolar vagarosamente enquanto sua língua penetrava na boca de Débora, sugando-a delicadamente, suas unhas arranhavam seus braços, provocando leves arranhões, Débora por sua vez passeava por cada parte do corpo de Carol, que não bambeou em morder, seguido de um belo tampa, deixando o clima mais quente do que deveria, fazendo com Débora instintivamente apertasse firmemente seu corpo, suas coxas.. o desejo emanava cada vez mais, Caroline terminou de tirar o restante da calça que ainda cobria suas pernas, logo Débora trouxe Carol pra si, se ajeitando na cama, seu corpo ardia de desejo, ainda de peças intimas, Carol se encaixou perfeitamente em Débora, deixando seus sexos rente um ao outro, Caroline por sua vez começou a mexer enquanto Débora segurava-a pela cintura firmando e incentivando cada vez mais a aceleração do movimento,sentiam seus corpos implorar cada vez mais, suas bocas não deveriam nem podiam exclamar uma sílaba se quer de gemido, Caroline sentia seu corpo arrepiar, enquanto era tocada nos seios, no qual Débora fazia questão de apertar-los e puxa-los, perdia forças ao sentir Débora acompanha-la nos movimentos que cada vez ficavam mais excitantes e velozes, não resistiu, sentia sua calcinha molhar completamente e rapidamente puxou-a para o lado, tanto a dela quanto de Débora que em seguida voltaram ao encaixe perfeito, totalmente labuzadas de prazer.
-Rebola-dizia Débora quase sem voz, seu corpo correspondia na mesma intensidade, suas unhas cravavam e arranhavam desde as costas até as coxas de Carol,  que até então não se atreveu em soltar um gemido se quer.
-Geme pra mim, vai - Pediu Débora entre suspiros.
Caroline mal escutou, continuava mexendo-se sobre o sexo de Débora enquanto segurava sua perna esquerda que estava apoiada em seus ombros, ouvia-se pequenos gemidos, até que eclodir o mais delicioso que escutara.
-Aiiiiiiiii - exclamou Débora enquanto seu corpo contraia, Caroline soltou um grito tão intenso que foi em vão não ter feito aquilo antes.
Carol deitou-se ao lado de Débora, que permanecia enfraquecida sobre a cama, encaixou-se ao seu lado, colocando seu braço sobre sua cintura, em seguida abraçou-a, sentindo sua respiração cansada e seu corpo relaxando aos poucos.
Depois de permanecerem assim por alguns minutos, Caroline se deu conta da loucura que acabou de fazer.
-Acho que sua loucura me pegou - brincou.
Débora soltou um sorriso, em seguida deu várias beijocas, sem deixar de responde-lá.
-Acho que o amor me pegou - disse fitando-a.
Caroline por sua vez ficou muda, por mais que soubesse o que se passava ali, cada momento era diferente e único, seus olhos sorriam, tal olhar que ninguém desvendava, apenas elas, apenas elas trocavam o mais puro sentimento através do olhar.
-Acho melhor nós vestimos, seu pai pode chegar..
-Não antes de - disse Caroline roubando vários beijos enquanto Débora se vestia.
Entre beijos e abraços finalmente se vestiram, nunca foi tão difícil vestir uma roupa, difícil e gostoso, pois para Débora, tudo que sua garota fazia, ou era maravilhoso ou era extremamente maravilhoso.
-Acha que alguém escutou? - perguntou apreensiva.
-Escutou o que?
-Você sabe - disse acanhada.
-Até quem não escuta, escutou aquele grito. -respondeu Débora, deixando Carol alarmada.
-Estou brincando - tentou tranquiliza-lá, mesmo sabendo que foi alto o suficiente para que os vizinhos mais atentos escutasse, mas também, era só um grito, ninguém ia saber o real motivo, pensou.
-Acho que ele chegou-falou Carol arrumando a alça da blusa de Débora.
-Eu falo com ele.
-Espera - disse Carol segurando-a pelas mãos.
-Acha mesmo que ele vai deixar?
-Confia em mim - respondeu Débora, dando uma piscada, em seguida Caroline a seguiu.
Ao entrar na casa, dessa vez sóbrio e trazendo consigo algumas sacolas do supermercado, se espanta ao vê-las.
-Pai, a Débora quer falar com o senhor...-disse receosa.
-O que essa mulherzinha está fazendo aqui - falou alterando o tom de voz.
-Mulherzinha não, tenho nome! - retrucou firme, e antes que ele pudesse se quer falar alguma coisa, Débora continuou.
-Vim aqui como professora da Caroline, quero esclarecer algumas coisas, tanto sobre o que me disse aquela vez quanto o que anda dizendo para sua filha.
-O que eu digo ou não digo para minha filha, não é da sua conta, agora...
-É da minha conta a partir do momento que envolve meu nome, eu não estava afim de me intrometer, mas não posso negar ajuda a uma aluna tão querida como a Caroline, não admito que pense que exista qualquer coisa além de amizade entre nós, aquele dia não respondi como deveria, gostaria de ver até onde o senhor era capaz de chegar, e aos meus olhos, o senhor é capaz de chegar muito  longe em suas desconfianças, sendo assim, sou obrigada a deixar avisado que não envolva meu nome em qualquer situação onde não existe uma veracidade, tenho cacife suficiente para tomar as devidas previdências caso isso ocorrer- Finalizou cruzando os braços sem tirar a pose autoritária, no qual ela fazia muito bem, aliás, Débora sempre foi autoritária. Deixou o homem intrigado e calado.
-Mas não foi pra isso que vim aqui, não sei se o senhor sabe mas sua filha é uma excelente aluna, principalmente se tratando de matemática, haverá uma olimpíada durante esse final de semana e a inscrevi - falava enquanto tirava da sua bolsa uma espécie de panfleto, no qual o entregou. Caroline por sua vez ficou surpresa, Débora não havia contado nada de Olimpíadas para ela.
-É em outra cidade, e são dois dias, como professora da sua filha, fiquei encarregada de informar aos responsáveis, que no caso, é o senhor, sobre a viagem que ela terá de fazer para participar - finalizou resoluta.
-E tenho que pagar alguma coisa? - murmurou.
-Não, é despesa da escola, até porque ela estará representando o colégio.
-E ganha o quê com esse negócio de olimpíadas?
-Além de conhecimento, quem ficar em primeiro lugar ganhará um prêmio no valor de cinco mil.
Quando escutou o valor da quantia, o pai de Carol não pensou duas vezes para autorizar a filha a participar, via-se seus olhos brilharem quando Débora terminou de dizer o valor do prêmio, soltou um sorriso largo e disparou,
-Onde assino ?
-Aqui- respondeu Débora lhe entregando o papel da autorização, Caroline sorria junto, não conseguia acreditar que sua professora foi capaz de inventar aquilo tudo, "como ela pode arriscar tanto?!" questionava.
-Bom, então sendo assim, iremos hoje mesmo.
-Mas hoje? - perguntou desconfiado.
-Sim, hoje, temos atividades logo cedo.
-Só vai as duas?-perguntou.
-Não, claro que não, a diretora irá conosco. - disse firme.
Enquanto Caroline arrumava suas coisas, seu pai fazia sala para Débora, que apesar de já odiá-lo, sabia que seria melhor ser gentil, e demonstrar amizade, não sabia até onde aquele homem seria capaz de ir para prejudica-lá.
-Pronto, terminei - falou Carol com a mochila nas costas.
-Vamos? - convidou levantando-se do sofá  e pegando sua bolsa.
Pela primeira vez, Caroline ficou admirada com a atitude de seu pai, que fez questão de abraça-la e lhe desejar sorte, não sabia se era verdade o que ele havia acabado de fazer, mas de uma coisa ela tinha certeza, Débora o enganou como ninguém.


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6 comentários:

  1. Anônimo4/1/17 02:12

    Parabéns as escritoras, uma das minhas histórias preferidas.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Pena que não é postado na data certa.

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    1. Pena que eu não tenho uma vida perfeita, pena que acontece coisas que me deixam totalmente sem animo para escrever, sabe, eu poderia está tentando escrever agora, mas eu só escrevo quando estou bem, animada ou no mínimo feliz, pena que não é sempre, Pena, pena que eu coloque uma data afim de não deixar vocês , que lerem esperando, pena eu não ter escrito antes, pena eu ser assim, que pena.... mas tudo bem, eu entendo , deve ser chato ficar esperando um conto sair, mas me desculpe, não vou escrever quando eu não estiver bem para escrever, e também que pena ninguém se interessar o que eu tenho ou não que fazer, o importante é o conto, ok, até 3 horas eu posto o próximo capítulo, e não se preocupe, será o último que escreverei. Desculpe e obrigada.

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  4. Qr mais!!! Qndo vai ter??

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