14.12.16

Será que é amor? - Capítulo 42


Ao perceberem todos indo embora, um aluno questionou a professora.
-Fessora o sino não tocou não?
Débora olhou no relógio, e já estava na hora , ao ver todos irem embora, logo dispensou seus alunos, ficando apenas ela,que permaneceu na sala para terminar algumas anotações que deveria ter feito antes, apagou o quadro e sentou-se na mesa para organizar o diário, lembrou-se que nem chamada havia feito, ou seja deveria marcar presença para todos, mesmo contra sua vontade.
-licença - disse uma voz doce na porta.
-Caroline. - exclamou Débora, que ao vê-la sentiu seu coração acelerar em segundos.
-Oi, será que podemos conversar? - falou tímida.
-Claro - disse convidando-a para entrar.
Caroline e Débora trocavam olhares, se por um lado Débora estava extremamente nervosa, e por outro Carol não sabia por onde começar.
-Acho que te devo desculpas por hoje mais cedo . - disse acanhada.
-Imagina, está tudo bem, até que você fica uma gracinha daquele jeito. - Brincou, conseguindo arrancar lhe um tímido sorriso, mas o suficiente para notar que Carol não sentia raiva, não parecia que..
-Sabe Débora, eu vim, durante todo o caminho, pensando, -dizia pausadamente- pensando, sobre nós, sobre você, a juliana, e...- deu uma pausa antes de continuar.
-E? - perguntou Débora ansiosa para ouvir o que a menina tinha para dizer.
-Eu acho que vocês se ...amam - disse quase engasgando em meio as próprias palavras.
Débora não entendeu, não conseguiu compreender o que havia acabado de escutar.
-Como assim Caroline? não estou entendendo o que quer dizer..
-Claro que você me entendeu, eu sei que talvez o que nós passamos foi uma paixão, talvez foi uma aventura, não sei, mas é a Juliana que você ama e com ela que você deve ficar- disse, não podendo deixar de sentir uma dor no fundo do peito, sim, Caroline estava ali disposta a abrir mão de Débora e de tudo o que sentia por ela, não queria passar por tudo aquilo, por mais que sua presença, sua companhia, seu amor fosse o que ela mais precisava, mais amava sabia que não iriam conseguir com Juliana sempre no caminho, e Débora que mal conseguia dizer não , como alguma coisa poderia dar certo diante disso?!
-Não, não foi só uma paixão, não foi uma aventura, foi ...foi..
-Amor? - sugeriu Carol.
-Se eu disser que sim, você vai acreditar?
Caroline a fitou com os olhos, não sabia se podia acreditar naquelas palavras, que se dependessem do seu coração tinha certeza que eram verdadeiras mas sua cabeça dizia totalmente ao contrário, dizendo que aquilo não iria dar certo, que não tinha indícios que daria, nem o amor de Débora, Carol poderia acreditar, seu senso racional não permitia tal coisa, mas seu coração, tolo de amor...esse nem ela poderia controlar.
-Se você me disser não. Eu não acredito em palavras, palavras o vento leva, você diz que me ama mas e ai? não preciso que diga que me ama, só preciso que prove esse amor, e você sabe do que eu estou dizendo.
Débora aproximou-se de Caroline,  o suficiente para sentirem o perfume uma da outra, ainda sem saber ao certo se Carol a perdoaria, Débora pegou em suas mãos, entrelaçou seus dedos aos dela, levando suas mãos de encontro ao seu peito, um gesto carinhoso que aprendeu com seu pai, aquilo sempre a fazia sentir-se protegida e amada, e era isso que queria parecer para Carol.
-Se você me der mais uma chance, eu juro que nunca mais deixo Juliana se quer entrar no meu prédio, eu troco o número de celular quantas vezes precisar, eu mudo de calçada se ela estiver passando, eu não irei mais frequentar os lugares que sei que ela frequenta, eu não converso mais com ela, eu faço tudo , faço tudo o que você quiser, faço tudo pra isso nunca mais acontecer, eu ...eu.. faço qualquer coisa para...
Caroline em uma pequena distração por parte de Débora, a surpreende dando-lhe um beijo inesperado, suas mãos antes entrelaçadas com as delas, se desvencilharam, podendo assim, segura-las em sua cintura, enquanto seus lábios pediam exaustivamente os de Débora, que mal conseguiu reagir, Carol por sua vez a puxou para si, seus braços fizeram um envoltório podendo prende-la de maneira que nem se quisesse parar para respirar seria possível, Caroline a beijava insaciavelmente, não havia algo mais doce e ao mesmo tempo mais quente que seu beijo, que conseguia faze-la ama-la cada dia mais, suas línguas dançavam dentro da boca, e se podemos falar qual dança seria essa, não há dúvidas que seria a mais caliente que alguém possa conhecer. Débora não resistiu, não pensou em nada, Carol conseguia fazer com ela saísse de seu papel de dominante passando para o dominada, que ao pega-la de surpresa, não foi capaz de se quer fazer alguma coisa, não contra-agarrou, não contra-pegou, não fez nada, apenas foi rendida, dominada por Caroline, que sabia fazer isso como ninguém.
-Uau- disse a professora em seus braços.
-É só isso que tem pra me dizer? - atiçou Carol.
Débora revirou os olhos e sorriu, como queria aquela menina de volta em sua cama, ou ao contrário, de volta ao seu ninho, de volta....como queria ela de volta.
-Você é ... - falou Débora, dessa vez, suas mãos acariciavam o rosto de Caroline, que sentia seu corpo arrepiar cada vez que ela o tocava, sempre fechava os olhos, adorava sentir suas mãos, seus toques....ao abri-los era como se Débora só estivesse esperando esse momento para dizer o que ela já deveria ter dito há muito tempo.
-Quer ser minha namorada?
Caroline arregalou os olhos, seguido de um sorriso largo, não poderia deixar de fazer o que mais adorava, abraçar, havia ficado tão contente que fora impossível não pular em Débora, que quase se desequilibrou, ao braça-la foi possível escutar os estalo das costas.
-Assim você vai me matar.
-Te matar só se for entre quatro paredes- disse Caroline, com aquela voz que fazia Débora arrepiar-se.
-Com licença - disse Maurício entrando na sala, consequentemente fazendo com que as duas acabassem com o momento de carinho, deixando-as absolutamente em uma saia justa.
-Será que podemos conversar professora Débora?-disse Sério, encarando-a.
-Claro.
-Bom, eu já vou indo...obrigada professora, por arredondar minha nota. - agradeceu Carol tentando disfarçar o indisfarçável.
-Por mim você não iria embora, se o assunto que tenho para tratar com Débora envolve diretamente você.
A frase de Maurício deixou as duas sem compreender o que poderia ser,entreolharam , não podiam imaginar algum assunto que envolvessem as duas, afinal ninguém sabia de nada, pelo menos ninguém da escola.
-Não entendo o que quer falar comigo que envolva a Caroline, eu já disse o que você tinha que saber Maurício.
-Débora por favor, eu acabei de ver o que eu já sabia, não vamos mais enrolar ok. você é adulta e eu também, e como já te disse, eu só quero ajudar.
-Ajudar? - questiona Caroline.
-Sim, somente ajudar - respondeu firme, olhando para as duas.
Logo após, Maurício achou que seria melhor conversarem em algum outro local, até porque já estava ficando tarde e na escola não estariam nem um pouco seguros do assunto que iriam tratar, os três seguiram para um restaurante próximo a casa de Débora, que durante o caminho não adiantou nada sobre o que teria exatamente para dizer.
-Boa noite! - cumprimentou o garçom.
-Boa noite..- Respondeu Maurício, Débora e Caroline não sentiam-se confortáveis, o medo afligia as duas em mesma massa e proporção.
-Lugar maravilhoso não acham? adoro isso aqui.
-Será que dá para irmos direto ao assunto?
-Calma Débora, sei que você é impaciente mas calma, por mais que ainda esteja desconfiada de mim, a única coisa que quero é ajudar.
-Você já disse isso, será que dá para economizar tempo? - questionou Carol.
-Estou vendo que as duas são estressadinhas - debochou.
-Chega, vamos -Disse levantando-se da mesa.
-Calma , calma - disse Maurício segurando no braço de Débora.
-Me desculpem enrolar tanto, mas não sei como começar, estava tentando descontrair.
-Comece contando, só isso-falou Débora já impaciente, fazendo com que Maurício assentisse com a cabeça.
-Eu trouxe vocês aqui, porque foi nesse restaurante que eu, o Hugo e a Kátia vimos você e a Caroline juntas dentro do seu carro.
-Como assim? Qual o problema?, a Caroline é minha aluna, eu só estava dando uma carona..e..
-Débora, para, ele já sabe, não adianta mais - disse Caroline tentando acalma-la.
-Continuando, vimos vocês uma vez mas como era noite, geraram comentários por parte dos dois, e então...
-e então? - perguntou Carol.
-E então que eles resolveram que iriam "ficar de olho" em vocês, e essa semana,  disseram com todas as letras na sala dos professores para quem quisesse ouvir, que a Débora estava te assediando Caroline.
-An?! -disse Carol incrédula que aquilo poderia estar acontecendo.


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5 comentários:

  1. Adorei! Ansiosa pelo próximo capítulo

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  2. Nossa me deu até um frio na barriga, e agora estou mais ansiosa ainda pra ler o próximo capítulo, este conto tá cada dia mais exitante. Obrigada Bler por nos presentear com esses contos maravilhosos. Quero mais.

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  3. vou enlouquecer por esse conto.. ❤✌

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  4. Nooossaaaa, amei esse capitulo.. ansiosa pelo proximo, que venha logo por favor.. <3

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