9.12.16

Será que é amor? - Capítulo 41



Caroline amanheceu com uma leve dor de cabeça, mas sabia que mesmo assim teria quer ir a aula, querendo ou não era melhor do que ficar um minuto se quer com seu pai. Ao sair, deu de cara com ele, bêbado como sempre, dessa vez caído no chão da sala, por mais que odiasse aquele homem, não achava certo deixa-lo ali.
-Vem, coloca seu braço no meu ombro- falou estendendo as mãos.
-an, an - resmusgava o homem, que mal parava em pé.
-Anda, tenho que ir para o colégio
Seu pai a olhou e assentiu com a cabeça, permitiu sua ajuda, ela o levou para o quarto, tratou logo de se jogar na cama em poucos segundos. Carol por sua vez ficou observando-o por algum tempo, "como é desprezível" pensava em como era horrível alguém chegar a esse ponto da vida,  "talvez esteja pagando pelos seus pecados " concluiu.
Bi bi bi - escutou uma buzina ao colocar os pés para fora de casa, quando se virou deu de cara com Débora, dentro do carro, a sua espera, Caroline a encarou mas ao terminar de trancar o portão se virou, ignorando sua presença.
"Se ela acha que gastei minha gasolina atoa, está muito enganada " pensou a professora, seguindo-a com o carro.
-Tem certeza que prefere ir a pé? - perguntou para a menina, que nem se virou para olha-lá, e isso para Débora não era e nunca foi um problema, Caroline ficava uma gracinha brava.
-Eu acho uma bobeira você não aceitar minha carona, é SÓ uma carona.
Carol olhou encarando-a, em seguida revirou os olhos, continuando muda.
-Não seja boba, é só uma carona. - insistiu Débora.
Por sua vez Carol apenas continuou andando, não estava afim de dar nenhuma chance sequer.
-Caroline, entra por favor! - pediu.
-Será que dá pra me deixar ir a pé? Sozinha? é difícil? - exclamou Carol.
Débora colocou seus óculos, rendeu-se ao pedido da menina, arrancou o carro e foi embora, como Carol havia pedido.
Ao chegar na escola, foi direto para a sala dos professores, e como sempre, ou quase sempre, era uma das primeiras a chegar, daria tempo de relaxar um pouco, logo ficou sentada pensando na vida, e sua vida ultimamente girava apenas em torno de uma pessoa.
"Uma pessoa que me odeia?" pensou alto.
-Brigaram? - perguntou Maurício.
-Como assim? - respondeu Débora desentendida.
Maurício por sua vez, observou a sala e como estavam sozinhos, sentou-se ao lado de Débora.
-Eu sei que não somos amigos íntimos mas Débora, você está dando muita bandeira.
-Desculpa Maurício, mas realmente não estou entendendo do que você está falando.
-Você e Caroline - falou, deixando Débora apavorada.
, não compreendeu aonde ele estava querendo chegar.
-Como assim eu e Caroline? -Perguntou tentando sondar o terreno.
-Antes que ache que quero te condenar, julgar , não é nada disso.
-Espera, eu não estou entendo o que quer dizer, será que dá para ser claro?
-Você e ela, rola alguma coisa, não rola?
Débora se levantou do sofá, não sabia o porquê Maurício de repente resolveu tocar nesse assunto.
-Claro que não, de onde tirou isso? você está louco?!
-Débora, Débora - chamava por seu  nome, visto que ela andava de um lado para outro.
-DÉBORA!. -falou com o tom de voz mais alto.
-Eu sei.
-Sabe o que ? não tem nada pra você saber, não existe eu e ...-Falou Débora dando uma pausa, rindo da situação.
-Eu e Caroline? claro que não.
-Eu sei que você pode está envergonhada de confessar..e..- Débora o interrompe com o som de voz alterado.
-Ela é minha aluna, só isso.
-Epa, estou interrompendo alguma coisa? - perguntou a professora de Artes, adentrando na sala, deixando tanto Débora como Maurício completamente calados.
-Bom dia pra vocês também - disse a professora ao notar o clima pesado.
-Bom dia - responderam juntos.
Aos poucos foram chegando mais colegas de trabalho, impossibilitando continuarem a conversa, apenas se encararem até que finalmente o sinal tocou, Débora não enrolou muito para sair, visto que não queria ficar a sós com Maurício, não tinha concluído o que ele queria com aquela conversa, ao pensar na possibilidade de ser tudo verdade, na possibilidade que ele realmente sabia que ela e Caroline estavam juntas, e que estariam dando muita bandeira foi o suficiente para que a professora não rendesse nada em suas aulas, mal conseguia explicar a matéria, confundia palavras, ou errava cálculos básicos, passou a manhã inteira daquele jeito, por mais que tentasse se concentrar, não conseguia, volta e meia lembrava de Maurício, o que seria se descobrissem?!, isso estava quebrando sua cabeça.
Caroline não aguentava mais ficar na sala, as vezes as aulas eram tão monótonas, sem contar os professores que a fazia querer dormir, não via a hora do tempo passar.
-Professora, quer dizer então que a senhora está criticando o capitalismo ? isso é loucura.
Falou um dos alunos engajado politicamente; na aula de sociologia sempre surgiam debates, na maioria das vezes calorosos, Carol, apenas observava, por mais que tivesse sempre algo para dizer, não sentia-se segura o suficiente para opinar, se tinha uma coisa que não fazia sentido para ela, era discutir politica, por mais que acreditasse que as coisas poderiam melhorar, duvidava muito que isso aconteceria tão cedo ao falarmo de nosso país, logo, "pra que discutir?" pensava.
-Finalmente - esbravejou, referindo-se ao escutar o sinal.
Caroline saiu da sala, ficou no lado de fora, encostada na porta, lembrou-se que Denise fazia falta em uma hora como essa, mas logo caiu em si, "antes só do que mal acompanhada" não que a garota fosse má companhia, mas "senha do celular com meu nome? sem contar o jeito estranho que tinha " isso era sinal que boa coisa ela não era, pensava Carol.
Débora passou pelo corredor, em seguida descia em direção a sala dos professores, mal se olharam.
"Como é linda" suspirava Caroline, observando-a descendo pelas escadas, que mesmo debaixo daquele jaleco e sem estar produzida esbanjava beleza por onde passava.
Carol ficou sendo telespectadora durante todo o recreio, observava cada grupo, tirou algumas conclusões sobre seus colegas adolescentes, quase se esquecendo que também era uma, prestes a acabar o intervalo, resolveu descer para beber água, e para o seu azar esbarrou no professor de Geografia, derramando café em sua camisa.
-Epa - falou.
-Perdão, perdão, foi sem querer - disse envergonhada.
-Tudo bem, tudo bem, Caroline não é?
-Sim, isso mesmo - respondeu estranhando o fato dele saber seu nome, já que nem era seu professor.
-Sem problemas Caroline, eu nem tinha gostado mesmo - disse brincando.
Débora ao sair da sala dos professores e ver Caroline e Maurício conversando tratou logo de interferir na conversa.
-Derramou o café Mauricio? - falou tentando saber o que estava acontecendo.
-Pois é, a Caroline SEM QUERER acabou esbarrando em mim.
-Agora vai dá um trabalhão pra limpar né - constatou Carol.
-Que nada, só passar um..
-Sabão? - sugeriu a professora.
-Sim, um sabão - disse sorrindo- Bom, deixa eu ir, e Débora não esquece, Aquele assunto, tem que ser hoje. - finalizou dando uma piscada.
-Que assunto é esse ? - perguntou Caroline curiosa.
-É...sobre..
-Desculpa, sei que não tenho nada a ver com isso, vou subir, tchau - falou sem graça.
Débora assentiu com a cabeça, retomando seu pensamento em "O que ele quer comigo?" pensou ao se lembrar de Maurício.
As aulas passaram tão rápido que Débora, sentia mais receio da hora que tanto temia, não sabia se podia confiar ou não em Maurício, não eram amigos, e sim colegas de trabalho, apenas isso.
-Professora- gritou uma aluna do fundo.
-Oi?
-Não quer jogar com a gente não?
-eu, jogar? - respondeu Débora rindo.
-Sim professora, está faltando uma pessoa pra completar.
-Seria hilário a professora jogando - disparou um aluno.
-Pois é fessora, terceiro ano merece né.
-Que isso pessoal, nada de pressão, não sei jogar nada que envolva bola.
-Quem disse que é bola? - falou a menina.
-Não? então o que é? - perguntou animada.
-Xadrez.
-Não acredito, vai ter xadrez?
-Vai sim, e ninguém melhor pra jogar do que a senhora.
-por favor....por favor....por favor - pediam alguns alunos em couro.
-Vocês estão com sorte, pois eu amo xadrez e duvido encontrar alguém melhor do que eu- falou convencida das próprias habilidades.
-AEHHHHH - comemorou a turma, fazendo mais barulho que torcida de futebol, que mal escutaram o sino tocar.

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12 comentários:

  1. PRÓXIMO CAPÍTULOO ��

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  2. Bler adorei como sempre arrasando em mais e mais em cada capítulo. Parabéns!

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  3. Ansiosa para chegar dia 13/12, adoro esse conto, Bler sempre arrazando!!
    #QueroMais ❤��

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  4. Apaixonada por esse conto ��❤
    Quero mais!

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  5. Posta logo o Capitulo 42 poxa

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  6. Posta o capitulo 42 logo

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  7. Posta, Posta , Posta...������

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