13.11.16

Será que é amor? - Capítulo34



Débora assentiu com a cabeça, e Caroline voltou para sua carteira.
-Alguém mais para trazer o caderno?
Como ninguém se opôs, Débora retornou a aula, conteúdo novo e difícil, queria que todos prestassem atenção, sabia a dificuldade que grande parte da turma possuía, então conversas eram inadmissíveis.
-Ei, o que vocês estavam conversando?
-vocês? - perguntou Carol, não tinha entendido o que Denise queria dizer.
-Você e a professora..
-Sobre minhas notas- respondeu Caroline arqueando as sobrancelhas dando a entender como se aquela pergunta fosse a coisa mais idiota que ouviu, afinal o que poderiam conversar além dos conteúdos escolares?!.
-O que tanto vocês cochicham  aí atrás? posso saber? - pergunta a professora, e todos se voltam contra elas.
-Nada -respondeu Carol.
-Se não é nada, façam silêncio por favor, da próxima farei questão que cada uma venha aqui e explique a matéria- finalizou a professora.
Caroline odiava quando levava bronca, raramente isso acontecia mas com Débora era diferente, ela fazia questão de chamar atenção, que todos ouvissem em auto e bom tom as broncas que ela dava e se tinha algo que Caroline não gostava era isso.
O sinal tocou e todos saíram da sala, Débora ficou por último, ora apagando o quadro, ora arrumando algumas notas, Carol a observava, quando seus olhares se cruzaram, fez com que Débora o desviasse,voltando para suas anotações.
-Ei, vem aqui, preciso te mostrar uma coisa- gritou Denise na porta.
Caroline revirou os olhos, "precisava de gritar?" pensou consigo mesma mas se conteve para não reclamar, e então foi ver o que era tão importante que ela não poderia esperar, passou pela mesa da professora sem ao menos olha-lá, por mais que quisesse falar com Débora, não seria com finalidades de reconciliação, até porque estava fora de cogitação.
Por sua vez, Débora a observou desde o levantar da cadeira a porta, queria encontrar seu olhar mas fora totalmente ignorada, se tinha alguma coisa que ela não gostava em Carol, era essa menina grudada em seu pescoço, mas como não havia nada o que fazer teve que engolir a seco seus ciúmes.
-O que é que tinha para me mostrar de tão importante?
-Olha isso. -falou Denise mostrando algumas fotos no celular.
Carol ficou sem entender como ela havia conseguido aquelas imagens, por um momento sentiu ficar tonta mas logo se recuperou.
-Como conseguiu isso?
-Não importa como eu consegui, só consegui, não é o máximo?
-O máximo? você ficou maluca? - mudou o tom, repreendendo-a por achar aquilo algo divertido.
-Porque está falando assim comigo?
Caroline pensou bem, e não era aquela a melhor forma de tratar Denise, ela sabia que a garota de certa forma considerava-a como sua amiga e seria bobeira não faze-la acreditar nisso, justo agora.
-Desculpa, hoje não acordei bem- Disse sorrindo.
-Que máximo mesmo, mostrou pra alguém?
-Não, até agora só pra você.
-E o que pretende fazer?
-Ainda não sei, quero sua ajuda.
"Eu mereço" pensou Caroline.
-Podemos falar sobre isso na sua casa, assim aproveitamos para estudar para a prova de amanhã, O que acha?
-Perfeito, finalmente vamos estudar.
-Ah sim - Sorriu Caroline tentando disfarçar o pavor que ela sentia ao ter que ir na casa de Denise e ter de aguenta-la mais do que o necessário.
-Vamos, a professora já entrou- Falou Caroline.
Denise guardou o celular e as duas retornaram a sala de aula.
A manhã foi extremamente tranquila, nenhum acontecimento especial aconteceu aquele dia a não ser uma super novidade que quando o professor terminou de contar, houve uma comemoração barulhenta, principalmente por parte dos garotos, que não podiam ouvir falar de interclasse que pulavam iguais crianças, se bem que ainda eram.
-Calma turma, será assim, teremos um representante de cada sala, quer dizer, dois, um para a formação do time masculino e outro para o time feminino.
-Quais serão as modalidades ? - perguntou Caroline.
-Então, teremos futsal , vôlei, basquete, Xadrez, damas e gincanas.
-Xadrez fessor? quem é que gosta disso? - desdenhou um aluno.
Antes mesmo que o professor pudesse abrir a boca para respondê-lo ouve-se A RESPOSTA;
-Pessoas  que possuem alta capacidade cognitiva, pois se você não sabia ele é um esporte que desenvolve habilidades como   memória, concentração, planejamento e tomada de decisões, e pedagogicamente falando, faz parte do currículo escolar de diversos países, e pra sua informação; xadrez é pra quem pode não pra quem quer. - finalizou Carol, seguido de um furdunço na sala.
-URRAAAAAA!
-TOMAAAA, .
-LEVô
-Chora
-Um Ponto pra Caroline - Brincou o professor, deixando o garoto envergonhado, não teve coragem de rebater até porque não tinha o que rebater já que ele não possuía nenhum conhecimento sobre o assunto.
-Não precisava falar assim com ele.- Repreendeu Denise.
Caroline a olhou com indiferença, mas fez questão de responde-la.
-Eu não disse nada demais, só falei o que é verdade, quem sabe assim ele aprenda a não desfazer de nenhum esporte e que no mínimo conheça para criticar, e ninguém mandou ele ser idiota.
-Ele não é idiota!
-Amiga, não tenho culpa se você gosta dele.- disse Caroline levantando-se para ir falar com o professor, não existia ninguém melhor do que ela no xadrez, afinal esse jogo já tinha uma rainha.
"Última aula, ainda bem " pensou Débora, que estava cansada além de estar sentindo uma leve dor de cabeça que só tenderia a piorar, principalmente depois do que Caroline iria lhe falar, não sabia o que era mas já imaginava que coisa boa não seria, definitivamente aquele não era um bom dia.
-Desculpas - disse a professora ao esbarrar em..
-Olha por onde anda. - respondeu Denise
"Que azar, encontrar essa menina duas vezes no mesmo dia" pensou Débora que fez questão em sorrir.
-Se tivesse olhando por onde anda também não esbarraria em mim.
-Você se acha né.
-Oi? - perguntou a professora sem compreender o porquê à garota estava falando daquele jeito.
-Educação! você deveria usar mais.
-Eu uso minha educação com quem merece, talvez não seja o seu caso. –disse Débora que abaixou-se para pegar as folhas que haviam caído, Denise com raiva do que acabou de escutar, fez questão de ajuda-la.
-O que você está fazendo?- gritou Débora.
-Isso é pra você aprender a não falar assim comigo.
As duas viraram o centro das atenções.
Débora se levantou-deixando as folhas ali mesmo, caídas no chão.
-Você vai pra coordenação agora- disse autoritária.
-Não vou não. – respondeu Denise dando as costas à professora.
Caroline presenciou a cena de longe, mas rapidamente se aproximou de Débora, pegou as folhas e as entregou.
-Você está bem?
-Você quer mesmo saber?
-Você sabe que aqui não é o lugar. – fitou Caroline
-Estou bem, obrigada. 
Débora com as folhas em mãos, adentrou para dar início a sua aula, passou alguns exercícios, sabia que o que tinha para resolver não poderia esperar.
Ao chegar na sala da Diretora, foi bem recebida como sempre.
-Posso ajudar professora Débora?-Perguntou
Débora colocou todas as folhas pisoteadas sobre sua mesa, estavam amassadas e sujas.
logo após contar tudo o que aconteceu, Denise foi chamada a coordenação.

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