29.11.16

Será que é amor? - Capítulo 39


Débora sentiu um nó na garganta, uma pontada em seu peito, por mais que tivesse feito o que fez, Caroline estava sendo injusta.
-Isso não é verdade, eu me entreguei..
-Pra mim..pra Juliana..pra quantas mais?
Débora se levantou, respirou fundo e foi a cozinha, não queria continuar escutando o que acabara de escutar, Carol por sua vez permanecia ali, talvez tivesse dito uma besteira, mas nada que a faria pedir desculpas, não naquele momento.
Débora a observava da cozinha, sentia-se horrível, aquela situação, a discussão, nada fluía.
-Quer água? - perguntou.
Carol confirmou com a cabeça.
-Aqui. - entregou o copo d'água.
-Como sabe que elas sãos primas?
-Eu vi, elas discutiam, pelo que percebi a Juliana não enviou as fotos a ela, a Denise que pegou sem ela saber..
-Caroline, fica longe dessa menina, ela não me parece ser alguém que você possa confiar..
-Como sabe?
-Ela não gosta de mim, já me ameaçou, tenho medo que ela faça alguma coisa contra você..
Carol riu
-Até parece, ela não faria algo contra mim.
-Como sabe?
Caroline a encarou, por um momento pensou se deveria dizer o que havia pensando ou não, eis que..
-Débora, você foi a primeira...mas não quer dizer que foi ou será a única. - finalizou bebendo a água em seguida levantando-se indo em direção a cozinha.
Débora ficou inerce, sentiu-se perdida, suas mãos gelaram, sentiu que estava prestes a cair em um buraco.
"Não, não pode ser , não pode.."
-O que você quis dizer com isso? você não...não você não fez isso.
-Não? Eu dormi na casa dela, acha mesmo que não aconteceu nada?
-Você se beijaram? é isso ? tudo bem, eu entendo, não vejo problema - falava Débora aflita demonstrando certo desespero e esperança, não queria acreditar que aquilo pudesse ser real.
-Eu estava com raiva de você, como estou agora, ela estava ali,  muito afim de mim diga-se de passagem, pensei porque não? se a minha "namorada" pode eu também posso...e não, não foi só beijos, Carol deu as costas para Débora que estava prestes a cair, apoiou-se no balcão tentando respirar o ar que lhe faltava.
-Já vou - falou Carol indo em direção a porta.
-Espera, eu te levo..
-Não precisa.
-Claro que precisa, já viu que horas são. - disse engolindo a seco, se recuperando do baque.
Carol resmungou entretanto acabou concordando.
-Só vou ali . -Completou Débora que foi para seu quarto, entrou no banheiro e lavou o rosto, ao olhar no espelho pôde perceber o tão ruim estava sua cara, mais abatida do que nunca. ficou ali encarando o próprio espelhos por alguns minutos até ser interrompida por Caroline chamando-a, pois  quando queria conseguia ser bastante implicante.
Durante todo o percurso não trocaram nenhumas palavras, não havia nada a dizer, não havia clima, não havia nada, apenas o silêncio.
-chegamos.
-Obrigada. -agradeceu Caroline, esperando alguma palavra, desculpa, qualquer coisa de Débora, que por sua vez não disse absolutamente nada.
-Então eu já vou indo...-falou Carol abrindo a porta
-Espera, só me responde uma coisa, foi bom ficar com ela?
Caroline achou aquela pergunta estranha, afinal porque ela queria saber isso?!
-Maravilhoso- disse fria, sem demonstrar animação, mas o suficiente para convencer.
Débora engoliu a seco, sentiu um aperto no peito, a garganta rasgando por dentro,  sua pele mudou de cor, da água pro vinho..
-Você está bem? - perguntou.
-estou, não se preocupe.
-Vem, vamos entrar, pego um copo D'água pra você.
-Não precisa, eu já vou.
-Claro que precisa, vem, anda..
-Já disse que não precisa- falou ríspida.
Caroline entendeu o recado, saiu do carro e fechou a porta com força suficientemente além do necessário, ao adentrar em casa, não viu seu pai, pelo menos isso, já bastou o dia cansativo que teve,  fechou a porta do quarto e sentou-se na cama. "Idiota, isso que ela é'  Caroline não engoliu Débora sentir-se magoada por ela ter "ficado" com Denise, afinal não estavam mais juntas "estávamos?"
-Que droga- resmungou.
Depois de tanto pensar se estava certa ou não, se deveria ter mentido sobre ter ficado com Denise ou não, se ter dito que foi maravilhoso foi algo bom ou não, concluiu que, apesar de tudo, ainda amava Débora, não conseguia sentir raiva, pelo menos não conseguia sentir mais raiva do que amor, e doía vê-la triste, porém queria que Débora sentisse um pouquinho do que ela mesma estava sentido, não queria machuca-la, por mais que ela pensasse que fosse verdade, Carol sabia que não era, e isso a confortava.
Ao chegar em casa, Débora continuava aos prantos, como se já não bastasse ter derramado lágrimas no caminho todo, continuou, sabia que não podia, não podia acordar com os olhos inchados, não podia, mas quem disse que ela conseguia se controlar?! Ouvir de Carol que foi maravilhoso  o que aconteceu entre ela e aquela garota insuportável doía, rasgava a alma, sentia como se aquilo fosse o começo de um fim, e talvez era.
Ao escutar seu celular tocar, pensou logo em Juliana, e o que menos queria agora era falar com ela, ao ver no visor, notou que não conhecia aquele número, então recusou em atender, mas infelizmente continuava tocando, até que se deu por cansada e atendeu o maldito celular.
-Alô
-Oi, Débora?
-Sim, quem fala?
-não está reconhecendo minha voz? não acredito..
-Vivian! Desculpe
-tudo bem? sua voz está..
-tudo indo..
-Então, eu liguei para falar sobre as consultas da Carolin..
-Não precisa nem terminar, isso você mesma pode falar com ela
-Mas eu pensei que...
-Terminamos.
-Como assim Débora? - perguntou surpresa.
-Fim, acabou, entendeu agora?
Houve um silêncio momentâneo, Vivian não sabia como responder depois da maneira grosseira que Débora falou.
-Desculpe, você não tem culpa, perdão.
-Tudo bem Débora, só não entendi, vocês pareciam tão apaixonadas.
Ao escutar isso, foi inevitável não chorar.
-Calma, não fica assim, vou passar na sua casa, pode ser?
-Não precisa..
-Claro que precisa, olha seu estado, me passa seu endereço que em meia hora chego ai.
-Obrigada.. - dizia entre soluços.
Vivian sempre foi  o tipo de amiga incrível  que alguém adoraria ter, especialmente para Débora, apesar da distância se viam quase sempre, mas isso mudou depois que Vivian se casou, nada foi como antes, acabaram que se viam uma vez ou outra.
Ao sair do banho, Débora sentia-se mais leve, nada que mudasse o que estava sentindo, não conseguia acreditar que Carol ficou com aquela, aquela pirralha insuportável.
Ao escutar a campainha, Débora animou-se, imaginava ser Vivian e então foi imediatamente abrir a porta, não queria faze-la esperar, quando viu Juliana, tentou fecha-la...entretanto não adiantou de nada já que Juliana insistiu em entrar mesmo não sendo bem vinda.
-Tudo isso pra mim? - provocou.
-Na boa Juliana, vai embora, não estou com paciência nenhuma
-Não?
Falou aproximando-se, agarrando-a pela cintura, com certa desenvoltura, começou a beijar seu pescoço, enquanto suas mãos passeavam pelas curvas de Débora ainda sobre a toalha, ela não demonstrou nenhuma resistência, Juliana continuou, sabia que ali morava uma mulher insaciável, incapaz de se negar ao sexo mesmo por "amor";  ora beijava seu colo ora seu pescoço, deixando-a totalmente arrepiada e sem reação.
-Vivian ! - disse Débora assustada, se soltando de Juliana, recompondo-se imediatamente e logo arrumando a toalha.


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E Aí? Quem será que vai embora? Vivian ou Juliana?  ou ficam as três haha, deixe seu comentário.
#Bler

8 comentários:

  1. Débora tem q resistir....rsrs

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  2. Para de ser cega debora!!! Manda juliana se mandar

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  3. A Juliana sempre atrapalha a vida de Débora, mete o pé Juliana!!
    Poste logo o próximo, estou ansiosa para ler!!!

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  4. Qro mais ❤

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  5. Li esse conto em doía dias e parar por aqui não da...quero saber o resto 😱😰

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  6. Eu queria saber pq a Débora ñ impede a entrada dela no prédio falando com o porteiro.

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  7. Sério mesmo que existe mulheres iguais a Juliana?
    Caramba que mulherzinha infeliz, gosta de ser usada!����

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  8. Esperando ansiosa pelo próximo capitulo !

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