29.10.16

Será que é amor?-Capítulo 30


Ao amanhecer, Débora se vê sozinha na cama entranhada sob os lençóis, ainda sonolenta deu sua leve espreguiçada matinal, se enrolou ao lençol e foi a caminho da sala onde encontrou Caroline assistindo tv.
-Oi- disse dando um beijo no canto da sua boca.
-bem que poderia melhorar sua mira.
- e quem disse que errei?
-eu estou dizendo, o beijo é para ser aqui ó- disse com os dedos sobre os lábios.
Débora a beijou, e era inevitável não querer se despir e preencher-se com o corpo de Caroline, que sempre ao ser tocada retribuía na mesma sagacidade, era um calor que vinha sem origem e muito menos sem direção.
-Calma!- falou docilmente Caroline se desvencilhando dos beijos.
-O que foi?
-Eu fiquei pensado e me lembrei que você vai viajar final de semana não é?- perguntou tristonha.
-Sim e você vem comigo, conhecer minha família.
Caroline riu, mas seu riso foi de nervoso, não compreendia o que Débora queria com tudo isso.
-O que é? a sogrinha te assustou? - falou Débora indo para cozinha,  seguida por Carol que estava pensativa.
-Quer?
-O que?
-Água, só ela para apagar o calor que você me faz sentir - respondeu Débora com aquele olhar fatal e provocante que sabia fazer como ninguém.
-Débora, você sabe que eu não posso ir com você.
-Como não?
-Pai / viajar / sozinha / nunca - dizia Carol expressando ironia já que Débora deveria saber que não seria tão fácil assim.
-É, eu sei , mas podemos tentar pedir pra ele, deixar você viajar comigo oras.- propôs ela, enquanto aproximava-se de Caroline tomando-a pela cintura.
-É? vai chegar pra ele dizendo o que?
-Sogrinho, vou viajar com minha namorada, que sim, é sua filha, cuidarei muito bem dela!-finalizou dando uma mordiscada em seus lábios.
Caroline riu.
-O que foi?
-É um charme você falar "Minha namorada"
Débora sorriu e a beijou, Caroline a agarrava pelo pescoço.
-Minha namorada,é isso que você é, não é? - perguntou mordiscando seus lábios.
-Não, não recebi pedido nenhum..acredita?
-Como não?
-Que eu saiba nunca ouvi você fazendo o pedido.
-Que pecado! - respondeu Débora a beijando sem dar trégua. E não é que Caroline tinha razão, não houve um pedido oficial, e nada melhor para oficializar alguma coisa que um jantar romântico.
-chega..vai..- falava Carol  manhosa tentando se soltar de Débora que a agarrava e enchia ainda mais de beijos.
-Eu tenho que ir embora.
-e eu tenho um monte de coisa pra fazer, mas quero ficar aqui..com você;
-Então, acho melhor eu ir e você fazer esse monte de coisa que tem pra fazer- falou Carol dando um selinho.
-Não quer que eu te leve?
-Não precisa.
-Ei, quer ir jantar comigo hoje?
-Hoje? - perguntou com uma expressão que já poderia responder por si só.
-Pode ser o dia que quiser.
-Amanhã?
-Claro- concordou Débora que se aproximou para roubar seu último beijo. Ao se ver sozinha no apartamento Débora deitou sobre o sofá, e como estava sem companhia e sem roupa alguma, nada melhor do que fotografar , aliás fazia tempo que ela não praticava autorretrato.Ela vasculhou sua casa todinha, não sabia onde havia colocado a câmera, e nada de encontrar."Que droga" pensou, mas como já havia feito boa parte da maquiagem, não poderia jogar fora toda sua produção, teve de usar a câmera do celular, que era ótima, não tão boa quanto a câmera profissional que tinha mas o suficiente para fazer algumas fotos com boa qualidade e o principal e fundamental ela possuía, a fotogenia, Débora sabia sensualizar como ninguém, afinal era sua essência ser sensual, na hora certa, claro; e fotografar assim, totalmente despedida só a fez lembrar de uma pessoa: Caroline!
Era para ela que estava posando, era para ela que aquelas fotos iriam, Débora fez questão de caprichar, um efeito de luz aqui, outro ajuste ali, uma abertura de pernas acompanhada de uma pose capaz de aguçar os desejos mais incontroláveis que alguém poderia ter, sentada na cadeira e com as mãos entre suas parte íntimas, com os seios tapados por fios de cabelo, tornava as fotos mais excitantes, com um gosto de "quero mais ", afinal nada mais excitante do que não revelar tudo em uma fotografia, mas sim na cama, como Débora adorava fazer.
Ao terminar a sessão de fotografias, depois de apagar inúmeras fotos, restaram apenas algumas.
-Perfeita. - Débora pensou alto, referindo-se as fotografias, se bem que esse adjetivo cairia muito bem a sua pessoa. "Porque não tem um celular Caroline, não sabe o que está perdendo" pensou consigo mesma.
-trabalhar Débora, já pensou muito em Carol por hoje, aquela linda, gostosa, aiii - suspirava só de falar, mas como a vida que segue e não dava para ficar sonhando mais com sua garota, o trabalho a chamava, querendo ela ou não, antes de começar era necessário tomar seu banho, que até então não havia tomado, e olha que maravilha nem precisaria tirar a roupa. Durante o banho adivinhem quem retornou aos seus pensamentos? isso mesmo, quem mais poderia ser?! Débora podia sentir Caroline ali, beijando-a enquanto a água caia sobre seu corpo; molhado e ao mesmo tempo fervente, que era capaz de aumentar ainda mais naquele ambiente onde o vapor aliado ao desejo que Débora emanava, imaginando essa cena deliciosa, era inevitável não se tocar, Débora podia sentir as mãos de Carol, tocando como somente ela sabia tocar, estava tão entretida em sua fantasia que mal percebeu a porta do box se abrindo, o que foi tempo suficiente para Juliana ficar nua, ao abrir os olhos Débora já estava sendo beijada e no calor do momento deixou ser conduzida pelo beijo da pessoa que a tanto já lhe fez gozar.
-Saudades?
-O que faz aqui? - falou rendida.
-Vim fazer o que você tem saudades de fazer, simples.
-Saia daqui Juliana - Dizia enquanto desligava o chuveiro porém Juliana a impediu, tomando seu corpo para si, colou seus seios em suas costas, que arrepiou-se só de sentir.
-Você gosta não é? - sussurrou enquanto suas mãos passeavam pelo seu corpo, desde uma leve apertada no pescoço a uma puxada no bico dos seios, suas mãos desciam levemente, Débora não se opôs, estava quase que completamente entregue.
-Me fala que não estava com saudades? fala.. - sussurrava Juliana.
Ao se virar, Débora a encara e a beija, um beijo ardente e devorante, Juliana o retribui na mesma intensidade, empurrou Débora contra parede, e se virou de costas, começou a rebolar em seu corpo, como sabia fazer, sabia que era o que deixava-a mais louca de tesão.
-vem, é disso que gosta não é?
-Juliana....não faz ..isso
-Não é só sexo que quer comigo? eu aceito, você fode comigo e ama ela, não acha uma boa ideia?!
Por um segundo Débora tentou pensar mas parecia que aquela altura era impossível, porque tão fraca?! Porque?!
-Vem- chamava Juliana saindo do box indo para a cama.
-Olha o que eu trouxe-  tirou uma cinta da bolsa.
-Boas lembranças não é?! - provocava Juliana enquanto a colocava em Débora, ao vesti-la subiu beijando suas pernas até ficar frente a frente. e como Juliana conhecia aquele olhar, olhar de Devoradora, caçadora, adorava esse lado selvagem que Débora transmitia, e ela sabia reconhecer como ninguém.
Juliana ainda com receio de Débora recuar, o que ela achava muito pouco provável, logo toma conta da situação, ajoelha-se na ponta da cama, de costas dá uma leve empinada sem tirar os olhos da direção de Débora, começa a rebolar ao som das provocações quem saem por sua boca.
-vem minha cachorra, eu sei que você quer, vem..
Débora não resiste, era muita tentação para uma tarde só, ao chegar por trás sedenta, beija seu pescoço e desce a boca por suas costas, que a cada toque era possível ouvir um gemido que a atiçava ainda mais.
-Quer dar pra mim é ? sua PUTA!
-Me come vai, do jeito que você gosta.
Débora colocou Juliana Sentada em seu "Pau" , se tinha uma coisa que ela mais gostava além de gemidos, sussurros, era ver uma bunda rebolando pra ela, deixava-a completamente louca.
-Rebola vai.
-Assim?
-Isso! desse jeito - soltava suspiros de tesão.
Já não aguentando mais, Débora puxa seus braços para trás, a prendendo com suas mãos, e começa a meter, do jeito que sabia fazia, exclusivamente como ninguém , a essa altura era possível ouvir os gritos de juliana, que pedia cada vez mais, e se tinha uma coisa que ela fazia sem ninguém precisar pedir era M.E.T.E.R, atiçar e saciar o corpo e a mente de quem a quisesse.
-Goza vai vadia.
-Aiiiii- Juliana trêmula gemia feito uma puta, do jeito que Débora gostava de ver e ouvir, ela sabia disso e  caprichou mais do que nunca, fazendo com que Débora continuasse a penetração até ela soltar seu grito mais alto, onde foi finalizado com uma palmada bem dada, tão forte, quanto uma vadia merece.
-É isso que  você é, uma vadia- falou Débora puxando o cabelo de juliana e a beijando.
Exaustas, as duas foram para a cama, Débora cansada logo dorme, já Juliana não parava de pensar em Caroline, se tinha uma coisa que ela não acharia nem um pouco ruim, é ver a cara de Carol ao descobrir quem Débora realmente era, aquela que só ela conhecia e sabia que aquilo nunca foi ou seria amor.
-Aquela fedelha não é palho para mim, você é minha Débora, só minha!


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5 comentários:

  1. Respostas
    1. haha díficil ler comentário vago, mas fique a vontade se é a única coisa que tem a dizer.

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  2. Gente Débora não é fdp, é da raiva qd acompanhamos de fora esse tipo de situação, aliás situação na qual acontece muito na vida real, a diferença é q qd lêmos temos tudo mais detalhado inclusive os dois lados da história. E é um desperdício um comentário tão fútil desses perante a um conto tão realista como este.Parabéns Bler cada dia melhor!

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