3.10.16

Será que é amor? - Capítulo 27


Em casa, Débora pegou poucas roupas, pois seria somente aquela noite que passaria no hospital, pensou em Caroline, mas não poderia ir em sua casa pegar qualquer coisa que fosse, afinal de contas provavelmente seu pai estaria lá, e por mais errada que estivesse,  querendo ou não era o que tinha de ser feito, estando certa ou errada, acreditava que estaria fazendo o melhor, principalmente para Caroline, sua doce menina, aproveitou o momento e ligou para a diretora, pois não haveria possibilidades de ir trabalhar no dia seguinte, explicou que tratava-se de problemas familiares, apesar da amizade entre as duas,Débora poupou detalhes, e muito menos falar algo sobre Carol, independentemente de não ter vergonha nenhuma em dizer o que estaria sentindo, sabia que o que estava fazendo parecia ser uma loucura, até ela mesma pensava assim, quem dirá os outros?! pressupunha consigo mesma.
Já com tudo pronto, Débora estava pronta para deixar o apartamento, contudo nota que esqueceu a luz do banheiro acesa.
-Ah droga. Isso que dá Débora, a pressa é inimiga da perfeição - Saiu murmurando, como previa que fosse rápido não fechou a porta e para seu azar..
-Aonde pensa que vai com tanta pressa Débora- diz Juliana, com uma garrafa de vinho na mão.
-Juliana - responde, demonstrando desventura ao vê-la.
-Que falta de educação amor, poderia ao menos disfarçar, pelo menos considerar os bons tempos né, que não foram poucos. - Falou se jogando sobre o sofá.
-Juliana levanta dai vai..
-Mas porque? a noite ainda nem começou, que tal uma festinha como aquelas que você gosta? só eu e você?- levantou-se, partindo para a direção de Débora.
-Não vê que estou de saída - disse irônica.
Ao se aproximar de  Débora, que estava muito bonita, aliás, como sempre, Juliana não desiste, sentia seu perfume que era estonteante, ao ficarem próximas, Débora evitou olhares e o "frente a frente", deixando Juliana mais segura de si.
-Que foi Débora? sabe que não consegue resistir é? - falou aproximando-se do seu pescoço e com a boca bem de leve percorrendo até chegar em seu ouvido.
Débora ainda imóvel, se arrepiava a cada toque, e Juliana sabia muito bem do que ela gostava, onde ela gostava e na intensidade que ela gostava, fazia questão de usar todas as suas armas para deixar-la em seus braços.
-Só hoje vai.. -Sussurrou em seu ouvido, deixando-a completamente arrepiada.
Juliana com delicadeza desabotoava sua camisa, seus olhos estavam fechados e delicadamente Juliana a beija, um beijo calmo mas que rapidamente se torna voraz, deixando -as quente,um calor que as queimavam, tão forte... mas ao abrir os olhos, Débora empurra Juliana para trás que se assusta com sua atitude.
-Não posso. - disse enquanto ia para a cozinha abotoando sua camisa.
-Claro que pode, eu quero, você quer, eu sei que quer - falou Juliana a seguindo.
-Vai embora Juliana. - falava enquanto bebia um copo d' água.
-Só eu sei te deixar assim Débora, olha como você fica.. precisa tomar dois litros d' água para esse fogo passar.- dizia convencida.
- Aí que você se engana, agora vai embora Juliana, estou te pedindo.
-Vai aonde? dormir com a namoradinha?
-Não te interessa aonde eu vou?!
-Sim, é mesmo, imagina sua namoradinha, como é mesmo o nome? Caroline, isso Caroline, saber do nosso beijo, adoraria ver a carinha dela.
-Escuta aqui Juliana, você não vai contar nada pra ela, está me ouvindo? nada.
-Ui, não precisa ficar estressadinha assim meu amor, não quero estragar esse seu conto de fadas, pelo menos não agora, se bem que, vamos combinar né Débora, você me chama de infantil, imatura mas quem está "namorando" uma menina que nem dezoito anos tem é você, ainda por cima sua aluna, não irei precisar estragar nada, o casinho de vocês, tem dias contados ou você acha que isso que vocês tem, existe a possibilidade de existir algum futuro?
Débora não respondeu nada para juliana, por um momento sabe que o que ela acabou de dizer são fatos, que nem ela mesma poderia negar.
-Ok, ok não falo mais nada, mas sabemos a resposta, seu futuro é comigo, eu deixo você brincar um pouquinho com ela, mas depois é pra mim que você volta- disse sussurrando em seu ouvido.
-Agora deixa eu ir, o vinho fica pra você, aí lembra de mim..da gente..do nosso beijo..dos velhos tempos.
Falou Juliana indo embora sem que Débora precisasse tira-la a força, até porque, nem se quisesse iria conseguir usa-las, pois Juliana conseguiu deixa-la ali, inerte,por alguns minutos Débora ficou parada pensando no que ela havia dito, quando de repente é interrompida em seus pensamentos com o toque do celular.
-Alô?
-Débora?
-Oi, sim, sou eu, quem fala?
-Como assim quem fala? não acredito que não está reconhecendo minha voz.
-Claro que estou sua boba.
-Liguei porque fiquei preocupada, não vai vim?
-Claro que vou minha linda, é que tive uns contratempos..
-Contratempos?
-Sim, fila no supermercado, dar uma leve geral na bagunça do apartamento, ligar para a diretora..esse tipo de coisa.
-Tudo bem, vem logo que quero te encher de beijos.
-Já estou saindo, beijo, te amo! - Débora estava completamente sem saber o porquê deixou isso ter acontecido, se sentiu culpada por ter e estar mentindo para Carol.
Já a caminho de volta para o hospital, era nítida sua ansiedade e preocupação, Débora estava com a cabeça a mil. ligou o rádio para ver se conseguia se distrair.
Ao chegar no hospital com sacolas e bolsa, Débora cumprimentou alguns funcionários, e seguiu para o quarto quando esbarrou-se em Vivian.
-Epa.
-Oi, desculpa, não tinha te visto.
-Percebi, você está bem?
-Sim, estou!
-Não, não está, está pálida.
-É , acho que vim correndo, e então deve ter sido isso..estou bem, relax..
-Débora se eu não te conhecesse poderia até acreditar, vem, vamos na minha sala.
-A Carol está me esperando..
-Acho que não quer que ela te veja assim, já olhou no espelho?
As duas seguiram para a sala da Doutora e Débora pôde se olhar no espelho, estava branca como papel.
-Agora me diz que você está bem.-falou com ironia- Pode começar.., fala... o que aconteceu? aproveita que hoje está tranquilo e tenho todo tempo do mundo para te escutar- Brincou Vivian.
-Eu beijei minha ex.
-sua ex?  e por acaso conheço?
-Sim
-Não acredito Débora, até hoje com a Juliana, pra você falar ex então estavam namorando? -Perguntou curiosa.
-não, quer dizer...modo de falar, caramba.
-Calma, não adianta ficar irritada, muito menos, chorar o leite derramado.
Débora estava arrependida, sabia que não deveria ter feito o que fez mas ainda estava na dúvida, se falava ou não para Caroline.
-O que acha?
-Complicado, Débora, esse beijo mexeu com você?
-O que ela me disse mexeu mais comigo.
-e o que ela disse?
-Que eu e Caroline não temos futuro, que ela é menor de idade, que eu sou a professora dela, que eu e ela sim, temos um futuro- Débora riu ao dizer a última frase.
-Ela quer que você acredite nisso, afinal , ela gosta de você e te convencer que você e a Caroline não irão da certo é o máximo que ela pode tentar fazer, mas cabe a você acreditar ou não. e ai?
-E ai que eu não sei Vivian, as vezes acho que isso é uma loucura mas quando estou com ela, toda loucura vale a pena e como se eu estivesse..
-Amando Débora, simplesmente isso, se eu fosse você. não deixaria nem ela nem ninguém estragar isso, sei que vocês duas tem uma relação forte mas se nunca foi pra frente talvez não era pra ser e não conte para Caroline, aconteceu hoje, pense bem e na situação que ela está é melhor evitar decepções, ela me parece ser frágil .
-sim, ela não tem de saber disso, pelo menos não agora, Obrigada Vivian, você é um anjo.
-Já você né Débora -As duas riram.
-Vem, engole esse choro e vamos ver sua amada, sabe que as vezes esqueço que você também chora.
-Para vai..
TOC TOC TOC
Caroline não respondeu quando chamada, então a Doutora abriu a porta, e as duas entraram no quarto.
-Demorei tanto que dormiu.
-Que pena, pode ficar ai, qualquer coisa chame uma enfermeira se caso precisar, Boa noite Débora.
-Vivian, Obrigada, me ajudou muito hoje.
Vivian acenou com a cabeça e fechou a porta, Débora antes de arrumar suas coisas para dormir ficou ao lado de Caroline, a observava Dormindo, "tão linda  toda angelical, um doce de menina, uma inocência de encantar qualquer um,mas uma safadeza que me enlouquece" pensava Débora, que ria dos próprios pensamentos, "Sossega Débora " Ao ver Carol assim, viu a burrada que fez, Caroline não merecia, e prometeu a si mesma que não contaria nada a ela, e nunca mais deixaria cometer outro erro como esse.
-O que os olhos não vêem, o coração não sente. - sussurrou para si mesma.
Débora deu um beijo na testa de Caroline e logo foi se deitar, queria esquecer o dia de hoje, que para ela foi um dos dias mais longos em sua vida, terminasse logo.


Capítulo dedicado a uma querida amiga, deixo meus parabéns pelo seu aniversário Adria Pimentel e ressalto minha breve pergunta sobre o conto e sua respectiva resposta.
"A história termina quando alguém morre? ou a vida continua? "
"Depende.. se for a menina que roubava livros, ou algum livro da agatha.."

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8 comentários:

  1. Ahhhh minha linda, muito obrigada, amei a homenagem. Será q vai virar mania agr tds os leitores compulsivos como eu pedir isso? É muito bom sentir o gosto do meu nome eternizado em algum canto pelas suas adoráveis histórias.

    P.S: E vc n invente de matar nenhuma delas, já disse, se quer matar alguém mate o pai da carol u.u

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  2. Pois é. . Concordo com a Adrià Mata o pai da Carol não uma delas..

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  3. Concordo com as duas não pode matar nem uma das duas! Mata o pai ou a juliana. Amo seus contos espero por cada capitulo com muita ansiedade

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  4. Esse conto tá deliciosoooooo 😍😍😍 porfavor n mata elasss ......

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  5. Olá!
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  6. Estou completamente apaixonada pela história das duas... Mas a curiosidade da idade me mata... Não acredito que elas não sabem a idade uma da outra kkk

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