14.9.16

Será que é amor? - Capítulo 25


"Oi, você sabe que é você quem faz meu dia mais bonito? mais inspirador? mais contagiante?que me faz sentir viva? pois bem, se não sabia, fique sabendo disso, obrigada viu, por tudo!" Débora não deixou de pensar na mensagem de Caroline por um instante, ficou tão aérea que mal conseguia dar aula, pelo menos não como de costume.
-Professora, tudo bem?-perguntou um aluno.
-Por que a pergunta?- estranhou.
-A senhora errou a multiplicação-respondeu apontando o dedo para o cálculo que ela havia acabado de fazer no quadro.
-Temos UM aluno prestando atenção, ainda bem que fiz de propósito, um ponto na média Joaquim.-disse descontraída.
-O que ?:
-Como assim fessora?
-Não pode professora, dar um ponto pra esse menino?
-Silêncio, silêncio. ué gente, vamos aprender a prestar atenção, está aí a prova que vocês apenas copiam e não conseguem notar um erro tão simples como esse, está explicado o alto índice de notas baixa.
-Mas dá ponto pra ele por causa disso professora?
-Olha, não se preocupem, é ponto extra e acho bom quem se saiu mal nessa prova, começar a estudar logo,  não vou ajudar ninguém a passar.
Finalizado a bronca, Débora voltou, continuando de onde parou, ela sabia disfarçar gafes muito bem, e julgava que não poderia ficar assim, "É bobeira Débora, ela está bem" tentava se convencer disso. Quando de repente, e finalmente o sino tocou. Última aula para o alívio de Débora que já estava se corroendo para ir embora, afinal queria logo ver Carol. Já descendo pelas escadas, a professora é interrompida ao ser chamada por uma aluna.
-Professora, professora!
-Oi- disse rude.
-Sabe porque a Caroline não veio hoje?
-Porque Diabos eu saberia?
-Porque vocês são...amigas, quer dizer, vocês sempre andam juntas.
-Não somos amigas - respondeu franzindo a sobrancelha.
-Então vocês são parentes, tia e sobrinha? primas? Ou que?- perguntou Denise animada.
-Escuta aqui garota, não te interessa o que eu sou ou deixo de ser da Caroline, e se ela não veio hoje não sou eu que sei o porquê, agora dá licença que tenho mais o que fazer.
Depois da resposta da professora, Denise ficou com cara de tacho, e não pôde não sentir raiva dela, "afinal de contas, só perguntei, se ela acha que pode me tratar assim está muito enganada".
Débora seguiu para a sala dos professoras e arrumou suas coisas, parece que quanto mais pressa tinha, mais difícil ficava para agilizar as coisas, quer dizer, tudo não contribuía para que ela fosse embora logo. mas finalmente indo para pegar seu carro, torceu para que ninguém a chamasse, e que azar
-Débora!
-Se virou mesmo contra sua vontade.
-Esqueceu sua pasta-Disse júnior, seu colega de trabalho.
-Ô cabeça, muito obrigada, estava tão apressada que me esqueci de pegar.
-Que isso, sei como é, até mais.
-Até, tchau!
Ao chegar em seu carro, Débora não acredita no que vê.
-Mas que merda, quem fez isso? - nota que não havia ninguém no estacionamento, e gritar seria uma perca de tempo.
-Não acredito, ah se eu pego quem fez isso!
Decide não voltar a coordenação para comunicar o fato, poderia fazer isso mais tarde, tinha que ir ver Caroline e foi isso que fez.
Já era a quinta vez que Débora tocava a campainha e nada de alguém aparecer. Depois de um pouco pensar, e esperar, simplesmente abriu o portão.
-Não acredito!, aberto? -Certamente ela ficou com um pouco de raiva pois era só abrir e ficou ali, perdendo tempo. "ok Débora, paciência".
Já que o portão estava aberto para quem quisesse entrar, Débora imaginou o mesmo com a porta, "Que perigo" pensou ela, afinal qualquer um poderia entrar.
-Caroline!
-Caroline! - entrou a chamando, na esperança de ser correspondida, não viu sinal nenhum de nada e nem ninguém.
-Só pode estar no quarto.
Ao entrar no quarto de Carol, Débora a ver caída no chão.
-CAROLINE! CAROLINE!- chamava por seu nome enquanto a desvirava, visto que estava caiada de bruços, perto da cama, rapidamente Débora mede sua pulsação, procura algo pelo chão para ter certeza que aquilo as vezes não fosse só um desmaio.
"Óbvio que não Débora" , como Caroline não era nem um pouco pesada, Débora a leva a pega no colo e a leva para o carro,  imediatamente dirige a caminho do hospital, apesar de ser um tanto quanto fria, coisa que a ajuda bastante em diversas circunstâncias, como por exemplo não se desesperar ao ver Carol desacordada, não pôde não pensar no pior mas tentou fugir de todos pensamentos ruins, afinal "pensamentos ruins, atraem coisas ruins".
-Boa Noite.- Cumprimentou o médico que atendeu Caroline.
-Boa Noite Doutor, como ela está? está bem? me fala que sim por favor.
-Calma, senhora..
-Débora, meu nome é Débora- disse enquanto era apoiada para se sentar em um banco.
-A Caroline ingeriu uma grande quantidade de medicamento...-O doutor deu uma pausa e continuou.
-Bom, Débora, a Caroline provavelmente está passando por momentos turbulentos, e..problemas sempre acarretam a descrença, desesperança pela vida, enfim não irei te enrolar, ela tentou acabar com isso, ela optou por tentar se suicidar.
-Suicídio?- disse ela incrédula.
-Sim, você sabe me dizer se ela estava em um quadro de depressão? problemas com a família? namorado? -perguntou o médico na expectativa de conseguir encontrar alguma resposta de Débora que ainda não conseguia digerir aquela notícia.
-Posso falar com ela?
-Sim, ela já acordou, e como conselho, não a repreenda, não irá fazer bem.
-Claro, imagina..eu não faria isso- respondeu com um sorriso amarelo.
Débora o seguiu, foram em direção ao quarto que ela estava, ao chegarem,percebeu que ela estava cabisbaixa, parecia triste, não sabia identificar o que estaria passando por aquela cabecinha que ela tanto...
-Oi Caroline, trouxe sua prima, ela estava morrendo de preocupação, tudo bem?
-Oi -sorriu Débora.
-Vou deixa-las conversando, qualquer coisa estarei aqui fora.
-Obrigada Doutor- agradeceu Débora.
-Não acredito que me deixaria aqui, sem você! -disse Débora, que gostaria de figurar a pessoa mais acolhedora neste momento, sabia que Carol precisava disso.
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