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Será que é amor?- Capítulo 23

Débora acordou cedo, sua felicidade tinha nome, e esta ali deitada como um anjo, apenas ficou observando-a, até ela mesmo se despertar.
-Bom dia Menina mais linda do mundo-falou Débora gentilmente, definitivamente estava apaixonada.
-Oi- respondeu Caroline entre uma espreguiçada e outra, ainda meio sonolenta.
-Está com fome?
-Morrendo!
-Então vem
-comer o que?
-que tal eu?
-an?
-a comida bobinha, comida! - disse Débora dando uma piscadela.
As duas foram para cozinha, havia um lindo café da manhã as esperando.
-Uau, que isso en.
-você merece.
Caroline não resiste, e a abraça, aquele abraço que todos já conhecem, esmagava qualquer um.
-Como você está?
-Melhor!
-vai ligar para ela?
-Não sei, o que acha?
-Bem, é sua mãe, acho que deve ligar e resolver essa situação.
-Por mim a situação já está muito bem resolvida Caroline.
- É mesmo? e o que resolveram então?
-Acredita que ela quer que eu finja estar com um cara, apenas para meu pai e ela não sentirem tanta vergonha de mim? Acredita?
Caroline a abraçou, as duas passaram um bom tempo assim, sem dizer nenhuma palavra até que Carol quebrou o silêncio.
-E porque você não aceita? quer dizer, seu pai está ...quase...quase morrendo..
-Não, não , não , não posso aceitar algo assim, não mesmo, eu me recuso a negar quem sou ou como sou, não posso fazer isso por ninguém, já tive que aguentar, ouvir, tantas coisas,de todos, e meus pais nunca aceitaram de fato minha orientação, nunca quis magoa-los, mas me recuso a deixar de ser quem eu sou, você entende?
-Claro, não passei pelo que você passou, quer dizer, não ainda, mas imagino a barra que deva ser, e saiba que sempre estarei com você, para o que quiser e no que precisar.
O telefone de Caroline tocou, e ao ver quem era no celular, ela desliga.
-Não vai atender?
- e atrapalhar o beijo que vou te dar nesse exato momento?
-Menina li...-Débora não conseguiu nem ao menos terminar a frase, Caroline não deixou. Ficaram ali namorando no sofá, até que o interfone tocou.
-Não acredito- disse bufando.
-Levanta vai.., vocês precisam conversar.
-Alô?
-Dona Débora tem uma..
-Pode deixa-lá entrar sim,
-mas......, ok, Boa tarde.
-Boa tarde-despediu-se do porteiro.
-Seja o que Deus quiser- disse agradecendo Caroline com o olhar, que já estava arrumando suas coisas.
-Não precisa ir embora..
-Acho melhor deixar vocês a sós
-Quero você aqui, ao meu lado, é pedir muito?
-Não, não é pedir muito, mas você viu, ela não foi nem um pouquinho com a minha cara.
-Idai? ela vai ter que aceitar, afinal você será a futura nora dela.
-Nora, eu?
-Ainda caso com você menina- sussurrou Débora no ouvido de Carol, que depois nem soube o porquê disse aquilo.
A campainha tocou, as duas trocaram olhares.
-Vai ficar ? por favor...
Caroline não resistiu ao doce jeito que Débora fez o pedido, não teve como recusar, e foi agradecida com um lindo sorriso de retribuição vindo dela.
A campainha tocou novamente ...fazendo com que o clima de romance se evaporasse.
- O que você está fazendo aqui?
-Como o que estou fazendo aqui? vim te ver amor.
-O que você quer?  não vê que não é bem vinda?!- falou Carol irritada.
-Ainda com essa pirralha? está se superando Débora, achava que não passaria de duas semanas.-Disse juliana irônica.
-Você não tem vergonha na cara mesmo, vai embora, ela está comigo, não vê que acabou?
- Deixa eu ver se escutei bem, "ela está comigo" você está se referindo a minha filha menina?
O silêncio e surpresa foi a única resposta que pôde se escutar naquela sala,
-Juliana por favor.- pediu Débora com olhar de súplica.
- ta bem, ta bem, vou deixar a família conversar, tchau sogrinha-despediu-se dando um beijo no rosto da mãe de Débora, que fez sua típica cara de desdenho.
-Eu escutei bem ? o que esta garota está dizendo Débora?
-Esta garota tem nome mãe, Caroline -falou ríspida.
-Que seja.
-E sim, ela está comigo, eu estou com ela, estamos juntas.
-Juntas? como assim? não estou entendendo minha filha,
-Está sim mãe, você está entendendo muito bem.
-NÃO, eu me recuso a aceitar, a ouvir isso. Débora não!.-Disse gritando enquanto a segurava no braço.
"Agora sei onde ela aprendeu a segurar tanto o braço" pensou Caroline enquanto assistia a cena sem ousar dizer muita coisa.
-Minha filha, olha, eu entendo que você está confusa e que..
Débora desvencilhou-se.
-Chega mãe, eu não vou discutir novamente com a senhora, eu gosto dela, sim, ela é uma mulher e é isso que eu gosto mãe, mulher , queira a senhora ou não, e sim, eu vou namorar com ela, casar com ela, ter filhos, sim mãe, ter filhos, ter uma família com essa mulher mãe.-terminou Débora quase sem voz depois de ter falado no mais alto tom.
-Então essa é sua escolha?
-sim, essa é minha escolha e  quero avisa-la que no próximo final de semana, irei visitar meu pai, aliás, iremos.
-Iremos?
-Sim meu amor, eu e você-respondeu a Caroline,sem deixar de olhar um minuto para sua mãe, queria demonstrar firmeza, confiança, de certa forma Débora quis provoca-la e não pensava em momento algum voltar atrás de suas palavras.
-Eu não quero que leve essa menina.
-CAROLINE, mãe, eu já disse.
-Não quero que leve a Caroline, ok que você não queira voltar com o namoro, ok que você ache que isso entre vocês tenha futuro, ok Débora, mas não vai levá-la a nossa casa, para conhecer a  nossa família.
Débora já se dirigia a porta e fez questão de abri-lá, queria logo dar um fim a esta conversa.
-mãe, eu vou, eu quero ver meu pai, e vou levar minha namorada, não vamos ficar na sua casa, não se preocupe, agora pode ir.
Sem refutar, sua mãe, saiu pela porta com sangue nos olhos, Débora sabia que ainda haveria muito o que enfrentar e principalmente a quem enfrentar.


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