1.3.16

Será que é amor? - capítulo 9


Débora acordou cedo, um pouco mais do que o habitual, se arrumou como de costume, estava bastante animada, afinal era o passeio tão  esperado pelos alunos  e por mais trabalho que desse era uma forma de sair da rotina chata e cansativa que acabava se tornando o dia a dia, principalmente para os alunos que nessa idade estavam com toda disposição do mundo,  topavam tudo a qualquer hora e a qualquer lugar.
Caroline mal conseguiu dormir, acordou bem cedo, um pouco desaminada... não  queria ir na escola e muito menos em cinema mas depois do pedido de Débora  não  tinha como recusar, ela gostava daquela professora, aliás  gostava mais do que apenas uma professora, para ela Débora sentia o mesmo, Se arrumou, nada de especial,  sabia que as meninas do colégio em eventos como esse adoravam se emperiquitar, passar batom, usar maquiagem , caprichar na roupa, "pareciam até  que nunca foram ao cinema" pensava Carol.
-Sua professora tá  te esperando.- berrou  o pai da menina.
-Professora?- respondeu surpresa,  imediatamente abriu a porta e deu de cara com ele.
-ta surda garota?
-minha professora?
-ela ta lá fora, anda logo!
-Carol apressada pegou sua bolsa, passou um perfume e foi logo saindo. Ao sair dá de cara com Débora,  com os vidros do carro meio aberto, óculos escuros, batom vermelho, e com um olhar "que olhar" deu um sorriso largo e imensamente contente. Foi logo abrindo a porta e sentando-se no banco do carona.
-surpresa?  -disse Débora.
-muito- respondeu Carol que logo tratou de cumprimenta-lá com um beijo no rosto, super lento, seus olhos se encararam, revelando mais do que podiam imaginar, Caroline deu apenas um beijo na bochecha de Débora, se sentiu tão segura que ousou fazer mais do que isso, deu um beijo no canto da boca da professora,  que no momento ficou sem reação.
-O que pensa...que está...
-acho melhor a gente ir, se não  vamos  nós atrasar! -Disse a menina se virando para frente como se nada estivesse acontecido, Débora  sentiu-se uma adolescente de mãos  atadas,  não  sabia o que dizer depois daquilo e resolveu dar partida em direção a escola.
-acho melhor me deixar aqui.
-Porque?
-não vão  achar estranho eu chegando com você?
-não,  moramos perto,  não  tem problema algum eu te dar carona.
Carol solta uma gargalhada.
-você mora no lado oposto da minha casa.
-ninguém precisa saber disso, não  é  mesmo?- brincou Débora.
Carol sorriu, aquele sorriso lindo que conquistava-a cada vez mais.
-você é  demais, as vezes não  acredito que isso seja real.
-as vezes é  preciso coragem para acreditar nas coisas.
-hum, e o que quer dizer com isso?
-nada, apenas um comentário.
-Ok professora, obrigada professora, tchau professora.
-OK aluna, por nada aluna, até  mais aluna.
Débora  adorava essas brincadeirinhas da garota,  deixava um charme fora do comum. ela foi estacionar o carro enquanto Carol entrava na escola, todos já estavam em sala  apenas esperando para realizarem a chamada para seguir caminho ao cinema.  Chamada feita, todos  em direção ao ônibus, foram utilizados dois para levar todos os alunos, não  foram muitos mas o suficiente para preencher todos os bancos. Carol sentou no primeiro lugar do lado da janela...
-animada?
-hum, só  vim porque você  praticamente me ameaçou.-Disse um tanto quanto desanimada. Débora  se aproximou perto da menina e sussurrou...
-você fica mais linda assim, sabia?
Carol revirou os olhos e abriu o sorriso.
-e você  é  muito mentirosa,  sabia?
-linda! - disse Débora  toda encantada.
- motorista, podemos ir! -voltando ao seu trabalho de comandar aquela turma já que só  iria ela, a professora de inglês,  e o professor de educação física para tomar conta de toda meninada.
- Pessoal, sem colocar a cabeça para fora do ônibus,lembrem-se lixo no lixo, e quem me dar trabalho não  irá  nos próximos passeios.
- ta bom fessorinha - disse um aluno, aquele tipico aluno engraçadinho.
Débora voltou ao seu lugar e o ônibus seguiu a caminho do shopping.
- Quer escutar música ?
- sabe que eu não  tenho celular.
- Eu sei né, mas se você  não  sabe, eu tenho.
Carol tirou os olhos da janela e se virou para Débora  que oferecia um lado do fone de ouvido, ela aceitou, não  poderia não  aceitar algo vindo daquela mulher. Tocava all of me.
-Amo essa música-disse sorrindo.
-eu também..
Desde o dia anterior, nada era como antes,  as duas agora possuíam algo, mais que uma amizade, no qual troca de olhares surgiam do nada e a todo momento, acompanhados de sorrisos bobos e sem graça, até  que cada uma resolveu relaxar na poltrona ao som da música e dos alunos que gritavam e cantarolavam no fundo.
"Não acredito, dar meu fone para ela escutar música,  francamente Débora, seus 15 anos já foram, mas é  tão  linda, uma ALUNA, totalmente loucura, mas ela é  tão  diferente "
-Chegamuuuus
-chegou? Aehhh.
-hurruuu - gritavam os alunos.
-Ei, menos pessoas, bem menos, silêncio  e se comportem, já são  bem grandinhos para eu precisar chamar a atenção.
-Débora desceu do ônibus sendo seguida por Carol e pelo restante dos alunos, todos seguiram para o terceiro andar do shopping onde ficava o cinema, esperariam uns 15 minutos para que os alunos pudessem comprar seus respectivos lanches.
-não vai comprar nada?
-não,estou sem fome.
-sem fome ou sem dinheiro?
-bem, digamos que os dois.
-eu compro para nós.
-não precisa! -disse Carol sem muito adiantar, pois Débora já estava indo em direção a lanchonete. "Que mulher teimosa, não só teimosa mas linda também" Carol havia percebido que aquela professora causava, apesar de tentar ser discreta na escola não  poderia deixar de ser linda, o que fazia alguns meninos,  muitos até ficarem caidinhos por ela e observando Débora  nesse exato momento percebia que surgiam olhares, seja eles de admiração, surpresa, desejo..tanto de meninos quanto de meninas e até mesmo de colegas de trabalho "Realmente Débora  estava espetacular".
-NÃO Acredito!
Carol surpresa levantou-se e abraçou Jonathan.
- O que faz aqui garoto?
- se você  me soltasse eu poderia dizer.
- Desculpas.
- nunca muda hen Carol, sempre apertando a gente como se o mundo fosse acabar.
- ah você  gosta,  não  vem que não  tem! - disse ela, enquanto dava um soco de leve no braço  do rapaz.
- pior que gosto, eu vim comprar um livro e aproveitei para vim ao cinema.
- sozinho?.
Sem ter tempo nem de responder, chega uma menina dando um beijo em Jonathan deixando Carol sem graça.
-Oi, quem é? - disse a menina olhando para Carol que não fez nenhuma questão de sorrir.
-bom, deixa eu apresentar vocês. Carol esta é Natali, Natali esta é Carol.
-Carol hum- disse a menina enquanto a cumprimentava com dois beijos no rosto.
-Olá- Chegou Débora cumprimentando todos.
-Aqui seu suco!
-obrigada. Bem, nós  já vamos então até  mais - se despediu Carol puxando Débora  pela mão.
-o que houve? Fugindo da forca?- brincou Débora.
-Quase.
- Já esta na hora de ir, vamos.
- claro e a propósito  adorei o sabor do suco.
- e eu adorei o seu beijo.
Caroline ficou surpresa com a resposta de Débora, mas não  deu muita bola e continuou andando puxando-a pela mão.   Já na sala de filme,  elas se sentaram na frente pois o fundo é  totalmente dos alunos e ficar lá  seria sinônimo de bagunça. Mesmo com o filme rodando não  queria dizer que o silêncio seria total, até  porque alunos são  alunos, sempre fazendo um "psiuuuu! ", "silêncio" , "cala a boca!" E por ai vai.
Já  na metade no filme, Débora sussurra no ouvido de Carol.
-vou ir ao banheiro.
-tá bom.
No banheiro, decidiu tirar o batom,"acho que exagerei!" Pensou a professora que não  encontrou papel toalha na pia, optou por pegar papel higiênico dentro do tolete. De repente chegou três  garotas conversando, eram alunas, ouvindo o seu nome no meio da conversa a professora fecha a porta, ficou ali escutando do que se tratava o assunto que elas tanto cochicham.
-vocês viram? Batom vermelho?
-acho totalmente errado, uma professora andar por aí  como se estivesse em uma festa.
-concordo, o Lucas babou nela, parecendo que algum dia ela iria dar moral pra ele.
-acho que ela só  faz isso para provocar os meninos, aposto!
-e agora ainda por cima fica puxando o saco da novata.
-odeio professor assim, puxa saco de aluno.
Débora  não  aguentou por muito tempo e saiu deixando as meninas espantadas com sua  presença ali.
- Escuta aqui, eu vou dizer apenas uma vez, como professora de vocês  isso é  inadmissível e quando chegarmos na escola,  advertência para as três  que espero sinceramente ter um boa e longa conversa. Pegou suas coisas e foi embora deixando as três apavoradas, totalmente sem ação.
- demorou...
- houve um imprevisto no banheiro.
- o que aconteceu?
- acredita que três  alunas estavam falando  sobre mim?!
- e o que elas estavam falando?
- depois eu te conto, é  melhor não  conversamos agora.
- você que sabe.
As duas , assim como o restante dos alunos continuaram assistindo o filme, duas horas de muita ação, adrenalina, e romance, enfim terminou, como podiam ficar ali no shopping até  meio dia, aproveitaram para ir lanchar, todos poderiam ir e meio dia em ponto deveriam estar no ônibus.
Débora  e Carol não  se desgrudaram e foram para a praça de alimentação, estavam morrendo de fome.
- Bom dia, o que desejam?
- olá,  bom dia,  quero dois sanduíches vegetarianos e dois sucos de laranja.
Pedido feito e as duas se sentaram.
- não precisava Débora -disse Carol sem graça.
-perdão Caroline, nem perguntei se era isso que queria, não  sei onde estou com a  cabeça.
-imagina,  não  é  isso, até  porque você  acertou em cheio meu pedido.  É  porque você  já pagou muita coisa pra mim e nem sei como agradecer.
-que boba, não  precisa disso, faço  porque gosto.
-mas eu não  devo aceitar,  estou me sentindo uma aproveitadora, não sei nem como retribuir .
-eu sei, posa para mim! -disse Débora contente com a ideia.
-posar pra você? Eu?
-exatamente mocinha, você, eu sei que é tímida mas com o tempo você perde essa timidez e se torna uma grande modelo fotográfica, beleza para isso você tem.
-sério? não brinca vai..
-nunca falei tão sério em toda minha vida, e aí, topa ? Por favor vai...
-me convenceu, merece um prêmio  por isso sabia? Poucos me convencem tão rápido.
-Eba,  vou cobrar  hen!
Débora foi pegar o pedido que já estava pronto, levando para a mesa onde estavam sentadas.
- hum,  uma delícia.
- eu ou o sanduíche?  - brincou Débora.
- o sanduíche,  você  eu ainda não  experimentei.
Débora ficou sem graça  com a resposta tão  "na lata" da garota mas não  temeu e continuou...
- e por acaso quer experimentar?
- seria a melhor coisa que eu poderia fazer.
- quer ir pra minha casa hoje?  - Débora  falou meio apreensiva.
- adoraria!


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10 comentários:

  1. Ai que agonia... Proximo capitulo por favooorrrr hehe

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  2. Quero maiiiiis #postamais

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  3. Anônimo4/3/16 11:45

    termina de postar logo...

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  4. Anônimo4/3/16 16:19

    e como demora. não tem as histórias prontas não? pq so assim pra justificar a demora.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Anônimo6/3/16 09:43

    esperando a 5 dias, poste logo pf, n aguento de curiosidade aaaa

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  7. Mds posta logooooo.. Vcs demoram muito af

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