22.3.16

Será que é amor? - capítulo 15


- Por que deixou ela subir? RESPONDE - perguntava Débora nervosa.
- Eu não  te entendo, você faz as coisas e depois se zanga por ela saber da verdade?
- saia daqui !
- desculpa,  ela era sua namorada? - pergunta Lígia, mulher que beijava Débora.
- vão  embora, merda!  - gritou Débora.
As duas sem dizer mais nada, se arrumaram em poucos minutos, Juliana antes de sair não evitou falar o que Débora tinha que escutar.
- você é  ridícula, se não queria que Caroline ficasse sabendo o que você  faz simplesmente você  não deveria fazer, eu não  tenho culpa, a Lígia  não  tem culpa,  você sim tem culpa!
- claro, eu tenho culpa, de ser idiota e ainda ser capaz de ir pra cama com você  achando que tudo ia ser como antes, nunca mais vai ser como antes! - disse Débora  com raiva de Juliana .
- você pode até  gostar dela, mas não daria certo, olha o que você gosta, você viu a cara dela?  Ela não cederia as suas vontades sexuais, e eu?  Eu faço tudo por você,  você  sabe.
Débora que antes chorava, riu com deboche, irônica talvez.
- você  não entende, com ela é  diferente,  eu queria que fosse diferente.
- quando passar essa sua paixão idiota você me procura, porque está ficando um saco, faz e se arrepende, não é  essa a Débora que conheci. - finalizou Juliana indo embora, deixando Débora sozinha e totalmente triste, se sentindo vazia, a pior pessoa do mundo, que ao escutar a porta sendo batida se jogou na cama e instantaneamente começou a chorar, não queria que Carol tivesse visto aquilo, não queria mesmo, queria voltar no tempo e recusar o convite de Juliana, evitar as bebidas que tinha tomado na noite passada, e tudo que fez, por mais chateada que estivesse com Caroline não queria que ela tivesse visto aquilo,  jamais, Débora chorava só  de relembrar ela ali parada na porta, seus olhos, ah seus olhos, nunca tinha visto eles assim, se arrependimento matasse Débora teria morrido naquele momento, depois de tanto chorar, Débora resolveu beber o que tinha restado na garrafa, sem pensar que ainda era uma segunda feira, no outro dia teria que ir trabalhar, depois de vários goles, se esparramou na cama, e sem mais delongas dormiu como uma pedra.
Acordada ao som do alarme,  Caroline se levantou e foi direto ao banheiro, não demorou muito a se arrumar, ela gostaria muito de esquecer tudo que havia acontecido, desde o momento em que Débora passou a ser, mais do que sua simples professora a sua... nem ela sabia definir, por mais que tiveram bons,  ótimos, maravilhosos   momentos , ver aquilo, foi sua maior decepção.
" É, eu era só mais uma" pensou Carol.
Já na escola, Débora definitivamente não estava aparentemente bem, expressão cansada e com toda certeza uma péssima dor de cabeça. O sinal tocou e para o alívio de Débora, sua aula na sala de Caroline seria a última, e não queria imaginar como a menina iria reagir, e como ela mesma iria reagir diante da situação, pela primeira vez ela sentiria medo ao vê -lá.
Caroline não se atrasou e a primeira aula foi de língua portuguesa, nada de mais...as aulas se passaram e tudo foi ficando um tédio, até que finalmente uma aula boa,  ARTES.
-Pessoal, quero que façam duplas para um trabalho.
-pode ser de três? - perguntou um aluno.
-pode mateus, pode também!
-pode ser de quatro?
-de quatro? - todos riram da brincadeira típica de adolescente, que nessa fase tudo tem duplo sentido.
A gargalhada pegou até mesmo a professora que era uma ótima pessoa e muito bem humorada.
- o que teremos que fazer? -pergunta uma aluna.
- bom, vocês terão que desenhar algo que represente o Lado "bom" e o lado "ruim" da vida.
- que horror professora, que tema mais...
- podre! - completou outra aluna.
- ah pessoal, menos né, soltem a criatividade de vocês  e bora trabalhar.
"Que bacana, trabalho em dupla e eu sem ninguém " pensou Carol revirando os olhos.
-Psiu, quer fazer comigo?  - perguntou Denise.
-claro novata!- sorriu Carol
-novata?  Olha quem fala! -as duas riram.
-o que fez de bom ontem? -pergunta a menina querendo puxar conversa.
Caroline relembrou a cena que não saia de sua cabeça, Débora na cama com aquela mulher, Juliana quase pelada.., isso fez sua expressão mudar para um semblante triste e seus olhos encherem de lágrimas enquanto seu olhar se fixou na mesa, sem nem mesmo se virar para Denise... ela respondeu.
-Descobri que amar não é  pra mim! - disse abrindo um sorriso de canto de boca.
-me desculpa, não queria te deixar triste - disse a garota sem graça.
-imagina, está tudo bem! Bom, o que vamos desenhar?
E assim foi o clima durante a aula, um pouco de desenho, conversa, bagunça até a aula terminar. Enfim, recreio!!!
-vamos na biblioteca?  Estou querendo ler uns livros..-disse Denise.
-claro, vamos sim.
As duas desceram as escadas e como se não bastasse deram de cara com Débora subindo as escadas.
-Queria falar com você - disse a professora.
-. Não temos o que conversar- continuou descendo, sabia que dessa vez não tinha como Débora segura-lá pelos braços.
- não  gosta dela?
- an? Porque pergunta isso?
- pelo jeito que falou, foi tão seca.
- é...nem percebi- Carol  tentou disfarçar e tratou logo de desviar do assunto.
- a biblioteca fica pra lá...
O recreio foi o suficiente para que as duas escolhessem bons livros. Penúltima aula era de informática ou seja sair de sala de aula .
-que maravilha !
-descer galera !
-vamos gente, o professor está esperando .
Os alunos adoravam quando tinha esse tipo de aula, um motivo para passearem e saírem daquela rotina chata.
Denise e Caroline não se desgrudavam, podemos dizer que ali se nasceria uma bela amizade já que possuíam grandes coisas em comum, tanto que ficaram ajudando o professor a desligar todos os computadores.
- com licença!- disse Caroline.
- onde vocês estavam?
- na sala de informática, ajudando o professor.
- não perguntei pra você, perguntei a ela.
- você não disse nomes!  - respondeu Caroline insinuando um olhar para que Débora  no minimo se tocasse que ali não era o lugar para ela soltar sua raivinha.
-sentem!  - todos os alunos perceberam um clima de tensão mas a aula seguiu normalmente sem interrupções ou confusões, apenas uma aula normal.já chegando  ao fim da aula,Débora chamou Denise para assinar o caderno, demonstrou uma rispidez com a garota.
-Caroline, assinar!
O sinal tocou antes mesmo de Carol se levantar, todos saíram desesperadamente.
- onde assino?
- nessa última linha- aponta Débora.
- caneta vermelha?
- é a única que tenho.
- então pegue um corretivo, se não reparou não  tem nenhum nome de caneta vermelha, apenas azul.
Caroline respirou fundo e foi em sua mesa pegar a caneta, todos já haviam indo embora, apenas Denise continuava na sala.
- menina você perdeu alguma coisa?
- eu?
- não!! óbvio que é  você!- respondeu irônica.
- ela vai ir embora comigo, só  está  me esperando, algum problema? - perguntou Carol já incomodada com a intromissão de Débora.
- não, nenhum..
Carol foi novamente na mesa da professora, apagou o nome anterior para escrever o seu com a CANETA AZUL.. .Débora tocou em sua mão e com um olhar de súplica disparou.
- Me perdoa, por favor conversa comigo, só  hoje, vamos esclarecer tudo, não quero te perder.


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8 comentários:

  1. Ainda bem que curiosidade nao mata..kk...
    Pq se matasse eu ja taria morta..kk
    Proximo, proximo.

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  2. próxiiiiimooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!

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  3. Oh, espera agoniante!

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  4. Meu Deus proximo logo por favor??!!!!!

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  5. serio, alguem pela mor faz essa historia virar um filme independente... na moraaaal, preciso.

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  6. Eu amo a Debora kkkkk. Essa tal de Denise ja vi que vai molhar a parada kkkkk. Daqui a pouco Carol vai ter q decidir com quem vai ficar.

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  7. Desse jeito vai perde is leitores viu, amo seus contos, e principalmente esse mas ta mt ruim ja passaram 4 dias e nd orrr n, tem q vim dois capítulos pra conpensa a demora ,aff demora da porra

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