21.3.16

Será que é amor? - capítulo 14


Em pleno começo de semana, Caroline decidiu não  ir para a escola mas logo se lembrou que seria o dia de folga do seu pai, "e não  tem nada pior que ficar em casa com ele ou seja, sim, vou ter que ir hoje,  oh saco " reclamava Carol como de costume, só que dessa vez tinha um motivo, por mais que tivesse dito todas aquelas palavras a Débora, doía ver sua expressão ao escutar tudo aquilo. Depois de pensar, e refletir Carol  não sabia se tinha feito o correto, quer dizer, não sabia se deveria ter dito aquilo tudo, talvez tivesse exagerado nas palavras, com certeza tinha exagerado, Caroline não  era do tipo que exagerava com intenção de machucar, e definitivamente estava arrependida, por mais que Débora tivesse péssimas  intenções como Juliana havia dito e feito Carol acreditar, Débora nunca fez nada que a machucasse  "que burra, acreditar em uma pessoa que mal conheço e sei que não  gosta de mim ao invés de acreditar nela, como fui tonta, má, idiota, boba " pensava Carol enquanto via o número de Débora no visor do celular, talvez ligar não seria a solução, mas ela precisava pedir desculpa só não sabia como, não sabia como ela estava, se estaria triste, brava, magoada, Carol não fazia ideia.
"Depois eu vejo isso".
Caroline não queria se atrasar e sabia que a primeira aula era de matemática, queria evitar assinar aquele caderninho e não queria encontrar com ela, não assim, na sala de aula levando uma bronca, mas infelizmente seus cálculos não deram certo e ela se atrasou; "que droga" respirou fundo e bateu na porta.
-Pode entrar.
-com licença..
- entre e sente-se por favor.
Caroline obedeceu, mas ainda sem entender muito bem o que a diretora fazia ali, e cadê a professora?  Cadê Débora?!
- como eu estava dizendo, a professora não  irá dar aula hoje por motivos pessoais, entretanto ela deixou tarefa e vocês irão  fazer e entregar no final da aula, posso confiar?
- SIM- responderam os alunos  em coro.
- combinado, qualquer coisa comuniquem a representante. Se comportem.
Ao deixar a sala Carol abaixou a cabeça na mesa, "problemas pessoais?  Poxa, será que aconteceu alguma coisa ou foi culpa minha?  Acorda Caroline, você não é  tão  importante assim, ainda duvido que alguém  como Débora teria se abalado com o que você disse, mesmo assim ainda devo desculpas".
- Caroline!
- oi?
- me empresta um lápis?
- claro!
- fez a tarefa de biologia?
- sim, fiz...
- me empresta?
- claro, pode pegar...
Caroline ainda não  tinha feito  nenhuma amizade, odiava trocar de escolas e consequentemente de amigos, conhecer gente nova era legal mas conhecer gente legal era algo bem difícil para Carol que era um pouco tímida, não gostava de puxar assunto e estava longe de ser a extrovertida ou a pessoa mais popular de algum lugar.
Finalmente  ultima aula, "o dia nunca demorou tanto para passar", pensou.
-Aff, educação física. -reclamou Caroline, tão  alto a ponto de todos escutarem.
-e eu pensando que só  eu odiava educação física.
Riram as duas...
- pode ter certeza que não! - comentou Carol enquanto descia as escadas ao lado da menina em direção a quadra.
- você  é  novata?
- sim, primeiro dia hoje.
- bem vinda, tanto a escola quanto ao grupo das NOVATAS.
Riu a menina enquanto agradecia pela recepção.
-qual o seu nome?
-Denise.
-e o que vamos fazer, já que não gosta de educação física ?
-que tal só conversamos?
-pode ser - concordou Caroline.
As duas ficaram batendo papo a aula toda  até  o sinal tocar.
-até amanhã!  - se despediu Carol.
-até!
"Aleluia, que demora para acabar a aula" sem pensar duas vezes Caroline sabia que tinha que resolver a besteira que havia feito.
-Boa tarde! Posso subir no 114?
-Desculpa senhorita Caroline, mas a dona Débora disse que não  precisava interfonar pois você  não tem mais autorização para entrar.
-Ela com certeza estava chateada quando disse isso, mas liga lá, por favor, por favor!  Poxa.. liga.. - a carinha de Caroline convencia qualquer um, tão  meiga e pidona.
Logo depois de ligar o porteiro autorizou a entrada.
-Está  vendo como eu estava certa!- disse ao porteiro.
Após uma batida, logo Caroline foi atendida. Juliana fez questão de abrir a porta, estava apenas de calcinha e uma blusa larga, com um sorriso tão sarcástico quanto sua voz.
-me agradeça por te deixar subir, se dependesse da Débora você nem teria entrado.
-o que você faz aqui?
-não dá pra perceber querida?
-cadê a Débora? quero falar com ela.
-entre e veja você mesma.
Caroline entrou e apenas via roupas esparramadas pelo chão, seguiu em direção ao quarto, parou na porta, ainda incrédula no que via, Débora aos beijos com uma terceira mulher, que quando perceberam sua presença, pararam com o que estavam fazendo. Débora se assustou ao ver Caroline ali parada na porta do seu quarto, seu coração acelerou, sua mãos gelaram, seu corpo estremeceu, ela como se estivesse fazendo algo errado e Caroline tivesse vendo algo que jamais poderia ver,  era como se ela estivesse traindo-a, algo tão  inexplicável que nenhuma palavra foi dita, apenas olhares trocados em meio aquela cena.
-Se você quiser participar - disse juliana ao pé do ouvido da menina, que não sabia se chorava , ou ficava com raiva de si mesma por está ali. Carol se virou para ir embora , seu estomago se embrulhava só de ver aquilo tudo.
-Caroline ! Caroline! - gritava Débora ao sair da cama enrolada em um lençol, conseguiu alcançar Caroline rapidamente já que ela descia pelas escadas, segurou em seus braços, queria explicar-se.
-Caroline, me escuta..
Carol com a cabeça baixa, não tinha muitas forças para se soltar.
-Me desculpa! Eu não queria que ...-engoliu em seco sem terminar a frase.
- eu vim para te pedir desculpas pelo que tinha te dito ontem, porque havia me arrependido e por não ter deixado você falar, mas agora , o arrependimento é por estar aqui, mas o bom de ter vindo hoje é que agora sei que você não é a mulher que pensei que fosse - disse Carol entre lágrimas, fazendo Débora soltar seus braços e deixa- la ir, ela sabia que Caroline estava coberta de razão,principalmente depois do que viu.


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4 comentários:

  1. Poxa vida.. essa historia esta merecendo um livro, ou melhor esta merecendo um filme.. Caramba me deixa sem palavras..

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  2. Nossa a Debora,nem pra esperar uns dias credo kkkk. Agr dei razao a carol. Velho,esse conto ta cada vez melhor. Mina,ce escreve muitooo.

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  3. Proximo capitulo por favor.

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  4. gostei da história, a forma como você escreveu, simplesmente me apaixonei pelas personagens.

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