18.3.16

Será que é amor? - capítulo 13


Débora  escutou seu interfone tocar e para sua surpresa era Caroline, imediatamente seu sorriso se abriu "ela se arrependeu, não  teria outro motivo para estar aqui" pensou consigo mesma, correndo imediatamente para a penteadeira, dando uma penteada nos cabelos, e uma leve passada de blush, afinal não estava com a melhor cara do mundo, mas sua camisola, ah a camisola de Débora era a melhor visão que alguém poderia ter.
Ao tocar a campainha, Débora correu rapidamente para atender, não queria fazer Caroline esperar, saiu tão desesperada que bateu seu pé, mais precisamente o dedo menor bateu na mesinha da sala.
-DROGA! - gritou Débora enquanto rodopiava de dor, segurando um dos pés e  fazendo careta, até chegar a porta onde se encostou durante um rápido momento,  logo se recompôs como se nada estivesse acontecido.
-oie - Disse Carol, doce como sempre.
-oie, que surpresa,Entre!  - disse Débora tentando disfarçar um pouco da dor que ainda sentia.
-machucou o pé?
-an? Está  tão na cara assim?
-literalmente - riu Carol enquanto olhava a  expressão de Débora tentando esconder a dor.
-senta aqui, deixa eu fazer uma massagem..
-e por acaso massagem resolve alguma coisa menina ?
-quer ver como resolve, senta aqui vai...
Débora se sentou no sofá acompanhada de Caroline que massageava o local dolorido.
- lindos pés, seus dedos, suas unhas..
- obrigada - disse Débora ainda tímida por ela estar alia massageando seus pés.
- vermelho é  uma cor que combina super bem com você.
- mas minha camisola é preta..
- a cor do esmalte..
Débora riu da gafe que tinha cometido, pés Débora, estamos falando de pés. Ao observar o olhar de Caroline ao fazer a massagem não poderia evitar a pergunta.
- olhando para os meus pés  assim eu diria que era podólatra...
- hum - Carol deu uma viradinha, deixando seu rosto em uma posição altamente sexy e seu olhar que Débora sabia decifrar muito bem, ela sabia o  que aqueles olhos queriam dizer.
- eu deixo,  fazer o que quiser com eles.
- deixa?  - disse ela com aquela voz doce e sedutora que enlouquecia Débora de desejo.
- Urrum.
Caroline se ajoelhou, queria ficar em uma posição ainda mais adequada, Débora arrepiou ao sentir a boca daquela mulher tocando seus pés com os lábios um tanto quanto molhados, Carol beijou e caminhou pelo contorno deles, ela adorava aquilo, sua língua passeava entre os dedos, um a um, suas chupadas ficavam mais rápidas e intensas, mãos firmes ao toca-los  e ao subir pelas pernas de Débora.
Isso a deixou extremamente excitada ao ponto de ela mesma se tocar, suas mãos percorriam e acariciavam seu próprio seio, logo quando percebeu, Caroline sentiu o desejo invadir seu corpo, era a visão do paraíso pensava consigo mesma, que se deliciava ao ver aquela mulher naquele estado de tesão.
- por que não  vem chupar algo melhor?- sussurrou Débora.
Caroline beijou-a dos pés  a cabeça, percorria aquele caminho sabendo que quando chegasse na melhor parte não sairia dali tão cedo, ou seja, era essencial aproveitar cada pedacinho possível, sua boca deveria conhecer cada curva daquela mulher que gemia cada vez mais alto.
-Demorou mais chegou...
Carol apenas sorriu e sua boca mesmo que por cima da camisola sentiu os seios de Débora, ela os beijou como fez com os pés, as pernas, as coxas, a barriga, mas aqueles seios com o bico já enrijecidos era sua tentação, Caroline não resistiu e sua língua os percorre completamente, no qual Débora gemeu só de sentir, Carol com a mão puxou a alça de sua camisola que a impedia de fazer o que realmente queria.

Tiliririm,  tiliririm, tilirim
Ao se levantar imediatamente com o som do despertador, ela dispara,
- NÃO ACREDITO! CARALHO.
Débora não conseguia acreditar que aquilo tinha sido apenas um sonho, tudo foi tão real, a presença de Caroline, os beijos, a excitação, absolutamente tudo.
- NÃO! Justo na melhor parte, merda !
Ela se jogou na cama , decepcionada, não poderia crer que tinha sonhado com Carol e que nem se quer terminou.
-Quanta incompetência Débora!
Percebeu que seu corpo estava quente,e que infelizmente não tinha ninguém naquela cama e que talvez nunca teria, pelo menos não quem ela queria.
-Caroline!
Débora sem mais prolongar, se levantou, não poderia estar apaixonada, foi somente um sonho, um sonho muito gostoso, e que sonho, mas sonhos como esse, ela já teve milhares, cada um com mulheres diferentes, "é só mais uma, nada mais!" tentava se convencer.
"quem eu quero enganar?!" Por mais que quisesse não admitir, sim, Débora estava caidinha por uma menina que mal saiu das fraldas, não sentia que poderia mais contornar esse sentimento, não tem como voltar atrás, seus pensamentos só  haviam uma pessoa: Caroline!
Em cada piscada, vinha uma dúvida em sua mente. "Como eu deixei isso acontecer?! Não  acredito que ela não  esteja sentindo o mesmo, não acredito" Débora olhou no relógio e eram 4 horas da tarde, não havia nada de bom para fazer e trabalho? Débora não estava com cabeça para isso, não  agora.
"Será? "
- sim! - decidiu animada.
Isso mesmo, Débora decidiu ir ela mesma falar com Caroline, queria ver se ela tinha coragem de dizer que não sentia nada por ela, olhos nos olhos. Como essa mulher sabia provocar, não escolheu nada mais nada menos do que seu vestido vermelho com decote nas costas, marcava  tão bem seu corpo que ela ficou deslumbrante, "batom vermelho?  Não, vermelho não" não  queria exagerar; passou um na cor nude e caprichou nos olhos, deixando-os marcados, por fim, um espetáculo de mulher.
-Exagerada ? - disse ela ao se ver no espelho.
"Não, apenas pronta para caçar"  pensou, Débora logo desceu e partiu em direção a casa de Carol. Ao chegar na porta, ficou alguns minutos no carro tentando observar se havia algum movimento em sua casa, e se estaria fazendo a coisa certa, o que diria ao pai dela?.
"Oi, vim agarrar sua filha!" A própria riu do pensamento que teve.
-você é  esperta Débora, a Caroline é  sua.
Três batidas no portão  e nada de alguém  aparecer.
"Não acredito que perdi minha viagem " quando o barulho do portão sendo aberto fez seu coração acelerar.
Caroline ao abrir, viu Débora ali parada, sorrindo ao vê-la, estava...tão tão  tão
-sem palavras! - disse ainda admirada.
-Oi?
Depois de segundos..
-Oi , desculpa, entre!
-Não acha melhor irmos para outro lugar?
-não tem ninguém em casa...
-OK, temos muito o que conversar - disse Débora séria, entrando na casa.
-é,  você está linda! Alias mais do que isso.
-gostou? Foi especialmente para você.
-an? Eu ? Porquê? - perguntou surpresa.
-quero que fale na minha cara, olhando nos meus olhos que não  me quer, que quer acabar com o que uma sente pela outra, que só quer minha amizade.- falou enquanto se aproximava de Caroline.
-é... eu...- Carol logo se desvencilhou saindo de perto de Débora dando as costas sem pestanejar.
-Não existe e nem vai existir nada entre nós!
-e por que não fala isso olhando nos meus olhos?  Não consegue ou é  mentira? -Débora se aproximou de Caroline, encostando seu corpo no dela, colocou os cabelos da menina de um lado do ombro, sua respiração estava tão próxima da pele de Caroline que seu arrepiou completamente, foi inevitável.
-Para!  CHEGA! Que merda, para de fazer isso!
-isso o que?
-você sabe, por que faz isso?  Hen? Não ganha nada.
-do que você  está  falando Caroline?
-a Juliana me falou algumas coisas sobre você.
-a Juliana?  - riu Débora
-o que a JULIANA te disse? - perguntou irônica.
-nada demais, só  disse o que você  é  de verdade.
-que bobagem, não  interessa o que ela te disse, não  é  verdade, ela quer que você se afaste de mim,  não  percebe?
-iria me procurar, estaria vestida...exatamente como está,e pra que? me levar pra cama? não é isso, não é isso que quer ? Não é isso que você faz? aconteceu o mesmo com a Cíntia, a lisa, a melissa..
Débora deu uma gargalhada, que não parecia de humor mas sim de raiva.
-  ela disse isso para te afetar.. Me afetar..
-  é  mentira?
-  an? Me diz?  É?
-  não,  quer dizer não  é  bem assim.
-  como não?!
-  isso é  passado, eu fiquei com elas mas..
-  mas nada, é  isso que você  faz, sabe usar suas armas para conquistar quem quer que seja e utiliza da melhor maneira pra você, vai pra cama com todas que deseja, sem exitar !
-  você  não  tem o direito de me falar isso.
-  e você  não  tem o direito de me fazer só mais uma, realmente você não deve ter um coração aí.
-  eu gosto de você Caroline...
-  gosta?  Ou eu só fui um pouco mais difícil que as outras?! Sabe, eu pensei que foi legal comigo porque... porque...na verdade nem eu sei, aliás, não sabia! Mas vendo agora nota-se o tipo de mulher que é.
-  tipo de mulher?
-  sim, o tipo que não ama, o tipo que usa as pessoas , o tipo que transa com qualquer uma, quanto mais melhor não é?
-  que engraçado,  você fala como se tivesse o direito de me julgar, eu não devo satisfação a você e a ninguém, e depois qual o problema ? -disse Débora que tentava segurar as lágrimas em meio a raiva que sentia.
-  nenhum, a vida é sua, a vida infeliz é sua, só quero que saiba que mulheres como você, não me interessa, eu nunca ficaria com você!
Ouvir isso tudo vindo da boca de Caroline foi uma facada no peito, lágrimas desceram, não conseguiu segurar, sem dar nenhuma palavra, as duas ainda frente a frente, Débora tenta sorrir de canto de boca.
-ok, mas saiba que pra você eu nunca menti.
Disse indo embora, com um seco na garganta e uma dor no peito, se levasse um tiro não doeria tanto quanto doeu escutar isso de Carol.



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6 comentários:

  1. Ansiosamente a espera do próximo capítulo, por favor! Não demore kkkk

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Sera mesmo o fim? Nao demora para postar o proximo capitulo por favor, si nao vcs mim matam de curiosidade...kkk. Valeu.

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  4. Estou adorando,e mais q ansiosa para o próximo capítulo....

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  5. Nossa! Comecei a ler ontem e já estou adorando.

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  6. Adoro muito esse conto e cada capitulo que leio fico mas encantada. A unica coisa que deixa triste é o tempo que vcs levam para posta os capitulos seguintes.

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