19.2.16

Será que é amor ? - Capítulo 6


Em plena Segunda feira, Débora se vê atrasada e desesperadamente levanta-se da cama para se arrumar, vestiu a calça jeans enquanto colocava pasta de dente na escova, em seguida tentando arrumar seu material para levar..
-não precisa ir hoje, fica comigo vai..
-Tenho que entregar alguns relatórios importantes, a diretora me fez esse favor e não posso faltar, não hoje.
-Nem por mim?
-Nem por você, nem por ninguém.
-Nossa, você não muda mesmo,  pensei ao menos que você gostasse de mim.
Débora continuou arrumando suas coisas, já indo em direção a pia do banheiro enxaguar a boca.
-Você só gosta de me levar pra cama né? Sério que é assim Débora?
-Juliana, de verdade ..sem essas frescuras.
-Frescuras? Você fica comigo, temos uma noite maravilhosa mas quando amanhece é assim? Sem frescura ?
-Me poupe Juliana, você não é nem uma criança apesar de parecer muito, foi uma noite maravilhosa não foi? Pronto, a vida que  segue, eu preciso trabalhar.. Sabe disso.
-Que engraçada você, me usa quando quiser e eu não posso te cobrar nada.
-Eu não te uso, você veio porque quis.
-Claro, mas eu já devia saber que seus convites é somente pra isso, transar, transar e transar, porque você não abre o jogo ? Diz que só me quer pra isso? Larga de ser filha da ...
Débora parou e diante de Juliana..
- Eu gosto de você, você é uma ótima pessoa quando não fica me enchendo a paciência, você é adulta, eu sou adulta, passamos uma noite juntas como várias outras e depois cada uma pro seu lado até tivermos vontade de novo, caramba é difícil entender?
- Sim, muito difícil, sabe que eu te amo...
- Juliana para né, sempre deixei bem claro, você aceita e depois reclama, eu termino isso que temos e depois você volta chorando dizendo que vai ser do jeito que eu quiser e  fica esse ciclo idiota, olha, de verdade,  acho melhor não  nós vermos mais.
- Isso foi o que você disse semana passada, mês passado, retrasado..sempre..
- Mas dessa vez é de verdade- disse com a voz quase sem sair da boca.
- Não me faça rir Débora, uma coisa eu sei, nunca fez sexo com ninguém como faz comigo, e você ama isso que eu sei.
- Eu estou namorando!
- Namorando? Até parece..
- Eu estou apaixonada e não podemos continuar. Não mais!
- An? Se você estivesse apaixonada jamais teria dormido comigo, mentir pra mim Débora ? Jura?
- Não estou mentindo, queria que essa fosse nossa despedida, queria que fosse bom e não tivesse mais uma discussão.- disse ela com um semblante aparentemente triste,com uma voz de funeral.
- Quem é ela?
- Não interessa quem é, não vai fazer diferença nenhuma.
- Quem é ela ?
- Eu não vou falar.
- É aquelazinha que estava aqui na sua cama aquele dia não é?
- Vai Débora, olha na minha cara e confirma. Seja mulher de verdade uma vez na vida.
- Sim, é ela!
- Não, não pode ser, você está de deboche comigo, Só pode.
- Eu devia ter te falado antes mas enfim não quero mais você aqui, e muito menos nós ofendendo como fez aquela noite.
- sabia que você pode ser presa ? Os pais delas já sabem ? A diretora já sabe ? Seus alunos sabem ?
- Você não vai fazer nada, eu sei que deve estar com raiva de mim mas não teria coragem.
- Tem certeza ? Também achei que você não tivesse coragem de me jogar fora assim.
- Não é assim juliana..
- Não? Espera pra ver.
Juliana se vestiu e sem dizer mais nada saiu em disparada do apartamento de Débora, que já estava muito atrasada.
No caminho à escola, Débora percebeu a burrada que fez, envolveu uma menina, uma aluna, em seus problemas pessoais, que antiético, "aghw" resmunga ela pensando na bobagem que fez. Já na escola só restavam 15 minutos de aula para acabar o primeiro horário e sem perder tempo Débora logo entrou para dar aula e passar um pouco de exercício . segunda aula seria na sala de Carol.
O sino tocou e todos os alunos do lado de fora,como sempre, e lá vinha a professora, colocando o terror da meninada.
-já pra sala, não sei o porquê vocês não podem ficar dentro da sala. - disse em um tom brincalhão mas autoritário.
-UAI, professora,é dever de aluno esperar o professor do lado de fora, não sabia não?- disse um engraçadinho.
-Uai, dever de aluno que eu saiba é estudar .
-iiiiiiiihh- ouve um tumulto por parte de toda turma.
 Não demorou muito e Débora já deu um chega pra lá na baderna tratando logo de  explicar  matéria nova, com os olhos sempre observando a última cadeira que não sabe ela o porquê, só via Carol de cabeça baixa. Ao explicar e tirar todas as dúvidas, ela passou um exercício e começou a fazer chamada.
- Bernado?
- Presente!
- Bianca?
- Aqui!
- Camila?
- Eu
- Caroline?
- Caroline? - diz em um tom mais alto e percebe que todos se viram para a menina que continua com a cabeça baixa e Débora marca presença porém ignora este fato e continua normalmente a aula.
- Silêncio! Silêncio! Um aviso, após bater o sinal teremos uma reunião e vocês serão dispensados.
- Aehhhhhhhhhh
- Aaahhheeehh - só se ouvia gritaria vindo da turma.
- Silêncio!! Só libero quem terminar a tarefa, do contrário vai ter aula normal- Brincou a professora .
O sinal tocou e todos os alunos saíram na maior alegria, deixando a professora sozinha com a aluna dorminhoca. Débora arrumou seus materiais e resolveu ir até ela, senta-se na mesa da frente, virando -se para Carol que não movia um fio de cabelo.
-Ei, psiu. - Carol não se mexeu fazendo com que a professora desse um cutucão.
-An? Oi? Você? Cadê? Os alunos? An? Já acabou?- dizia a menina um tanto quando perdida gerando uma boa risada na professora que achou engraçado tanto as perguntas como a cara que ela fez.
-Ta rindo do que ? Não achei graça nenhuma, esse cutucão doeu ta.
-Se não estivesse dormindo não iria precisar receber o meu querido cutucão, as aulas acabou mocinha, só isso.
-Acabou? Já são seis horas?-Pergunta assustada.
-Não né,vai ter uma reunião, por isso foram liberados mais cedo.
-Sério isso? Me fizeram acordar seis horas da manhã para ter apenas duas aulas?
-Também acho uma bobeira mas fazer o que não é ?!
Carol e Débora desceram juntas.
-Preciso falar com você.
-Claro, só dizer ou marcar.
-precisamos falar hoje ainda.
-Está bem, quando?
-A reunião acaba as 15, posso te buscar em casa, se quiser...
-Eu vou ficar na biblioteca.
-Até  três horas da tarde ? Ainda não é nem nove horas.
-Sim, não tem problema, tenho que ler alguns livros .
-Tudo bem, mas sabe que não precisa..
-Eu sei, mas quero.
Débora notou que aquela garotinha era decidida e tinha um atrevimento que ficava um charme vinda daquele ser que parecia tão ingênuo. Cada uma seguiu para o seu caminho, Débora para a sala dos professores e Carol para a biblioteca.
Todos os professores estavam esperando apenas a presença da diretora para iniciarem a reunião, sendo assim jogaram conversa fora enquanto a esperavam.
Carol procurou livros, pegou dois, sentou-se na mesa e começou a ler aquele que tinha pego na semana passada.
-Meio dia, pausa para o almoço retornamos à 13:30, bom almoço meus queridos - Disse a diretora.
Débora arrumou suas coisas, pegou a chave do carro e a bolsa, seguiu de encontro a Caroline.
-licença- disse em direção a bibliotecária.
-Oi, o guarani? Que clássico!
-Sim, é um bom livro.
- vamos almoçar?
- Já acabou a reunião?
- Não, é intervalo, vai querer ou não?
- Devido a sua insistência eu aceito.
- Insistência? Que engraçadinha .
Débora escolheu um restaurante um pouco longe da escola para não correr o risco de encontrar algum colega ou aluno. As duas serviram e foram se sentar.
- ué, só salada ?
- Algum problema ?
- Nenhum, só fico me perguntando cadê a carne.. a gordura...colesterol alto, doenças cardíacas
-Bom, para sua informação, não como carne.
- Jura? Vegetariana?
- Sim, surpresa?
-Não, pois eu também !! - Carol ficou super animada, encontrar alguém que não coma carne por um bem maior, era raro.
- O que queria falar ?
- Primeiro, eu queria te dizer que te envolvi em um assunto pessoal.
- Que assunto?
- Carol, me desculpa, eu não sei porque eu fiz mas fiz.
- Fez o que ?
- Eu disse para a Juliana que estamos namorando.
Carol ficou surpresa com o que escutou, mas logo disparou ...
- por que disse isso?
- A Juliana é uma amiga, pelo menos vejo ela assim, mas ela quer algo mais, então tivemos uma briga e decidi dizer que estava apaixonada para ela sair do meu pé, bom, sei lá o que eu pensei dizendo isso..mas disse.
Carol apenas observava Débora contar a história enquanto bebia seu suco de laranja, não perdia uma palavra do que saia daquela linda boca.
- daí ela ficou me perguntando quem era, e aí disse que era você, me desculpa Carol, eu sei que fui infantil por inventar uma história dessa, não sei o que me deu.
Caroline pegou na mão de Débora, olhando em seus olhos a disse...
-imagina Débora, sabe... eu te devo muito já, e não deve ser tão ruim ser sua namorada, claro. Se ela não quiser me dar um tiro ou me enforcar ou me jogar no rio Ganges, fico tranquila com a ideia. Carol com esse senso de humor conseguiu tirar um sorriso leve daquele rosto já preocupado que estava a professora .
-Não sei nem como agradecer, muito obrigada Caroline.
-Me chamando pelo nome já fiquei bem feliz.
-Me desculpa por toda aquela falta de educação com você semana passada.
-Claro, você tinha muitos motivos pra isso.
-Nós tínhamos.
-Exato.
-A outra coisa é...
-Tem outra coisa?
-Sim, gosto muito de conversar.
-Percebi.
-Aquele dia na minha casa..você estava mexendo nas minhas fotos..e sumiu uma, você pegou?
Carol não conseguiu nem disfarçar , nem mentindo iria conseguir enganar aquela mulher.
Débora soltou um riso.
-nem precisa me responder, sua cara diz tudo .
-Me desculpe Débora, é ..foi impulso, sem querer...
-Sem querer? ou como dizia o chaves, sem querer, querendo?!
-É, sem querer, você chegou inesperadamente e eu enfiei a foto na minha mochila.
-Hum sei, será que pode me devolver?
-Claro, que pergunta- Falou Carol enquanto pegava a foto em sua mochilha e a entregava a Débora.
-Gostou?
-An?
-Da foto? Gostou ?
-Sim, muito bonita, você é bastante fotogênica.
-Nem tanto, sou melhor atrás das câmeras.
-Você é fotógrafa ?
-levo como Hobby, fotografias ..e como você viu, o nu artístico é o meu estilo preferido .
-É, eu percebi, muito linda todas as fotos.
-Teria coragem ?
-De que? Fotografar ?
-na verdade, ser fotografada.
-Nua? Não mesmo .
-Não? Por que ? Seria uma excelente modelo.
-Por que ? sou a pessoa mais tímida desse mundo, não troco de roupa na frente de ninguém imagina ficar sem.
-Na minha você trocou .
-É, mas é diferente.
-Diferente?
-Sim, você é mulher
-E ???
-Que não faria nada contra mim ué.
-Não faria mesmo,a não ser  que você quisesse.
-An?
-Nada, pensei alto. Mas o dia que quiser ser fotografada o convite está feito!
-Acho que nem precisa se dar ao trabalho, não teria coragem.
-As vezes a coragem te possibilitará coisas incríveis na vida.
-Que poeta.
-Tento! Caramba, vamos? As horas passaram e eu nem vi.
- Simbora professora, não pode atrasar de novo se não ganha advertência hen.
-Bobinha.
A caminho da escola Débora decidiu deixar Carol em sua casa, não achava certo não leva-la.
- chegamos.
- poxa, Pensei que íamos ao cinema.
-adoraria mas sabe que tenho que voltar para o colégio.
-Eu sei, estava brincando.
-Foi bom o almoço , sabe esses últimos dias a única coisa boa foi poder conhecer uma pessoa tão incrível como você.
Débora ficou sem graça ao ouvir essas palavras vinda de Carol.
-obrigada Caroline- pensou em retribuir o carinho mas não poderia, seria muito ...
-tchau.. - disse Carol logo depois de dar um beijo na bochecha de Débora e descer do carro.
-Chegou mais cedo ?
-Sim.
-Quem te trouxe ?
-Uma amiga.
-Amiga? Sei não, não quero filha minha em carro de macho.
-Já disse que era uma amiga- disse Carol entrando para o quarto e fechando a porta sem nada mais dizer, apenas escutava as reclamações do pai.
se jogou na cama e não pôde não pensar nela, sua professora. "Por que ela é tão legal comigo ? E falar que eu sou namorada dela? Bom, não seria nada ruim, adoraria ter uma namorada como ela, que loucura Carol, gostar da professora ? Mas quem manda ela ser linda, carismática , inteligente, amiga, sedutora, vegetariana ainda por cima, quem manda ?! Eu não ficaria com uma mulher, ficaria ? Se fosse ela, com certeza sim, que loucura" Carol não parou de pensar na professora em nenhum segundo, o dia passou e lá estava ela pensando em Débora até finalmente dormir e não é que nem no sonho deixou de ver aquela linda professora de matemática.
Carol estava sozinha na sala de aula, a professora havia chegado e permanecia parada na porta com o típico traje que costuma usar durante suas aulas, com seu jaleco como de costume mas com a expressão facial diferente, um olhar provocante, como nunca Carol pudesse imaginar. Débora entrou na sala e fechou a porta.
- Olá minha aluna preferida.- disse ela sentando em cima da mesa dando uma maravilhosa cruzada de pernas.
- Oi - disse Carol com os olhos atentos a cada movimento da professora.
- sabe o que vamos aprender hoje?
-  o que?
- Anatomia humana- dizia Débora enquanto se levantava e de frente para Caroline, começou a se despir, ao ritmo de uma música que começou tocar ao fundo.
- Sabe o que é isso? Dizia enquanto apertava o próprio seios..
POW POW POW
ACORDA MENINA, VAI ESTUDAR NÃO?
Carol acordou num susto, na melhor parte ?! Que raiva. "Não acredito que foi só um sonho!!" pensou ela, que logo se levantou indo se arrumar para mais um dia de aula.



Continua...-Bler
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2 comentários:

  1. Posta o capitulo 7 pois..... ����

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  2. Faz tempo q vc não posta esse conto to muito ansiosa pra saber oque vai acontecer

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