11.2.16

Será que é amor ? - Capítulo 3


Com a foto já na mochilha, Carol ainda sem jeito, tentou disfarçar e torceu para que Débora não tivesse percebido nada.
- Estava arrumando isso aqui, tenho mania de limpeza - disse sem graça.
A professora fez uma torcidinha na boca,  mesmo desconfiando fingiu que acreditou na história da garota, sabia de longe identificar uma mentira, pelo menos de alunos que não faziam tarefa, ela sabia.
- Agora vai me falar o que aconteceu para chorar tanto no carro?
- É uma longa história, não quero ocupar seu tempo,então..
- Tenho todo o tempo do mundo "como eu disse isso ? Tenho um monte de trabalho para fazer, onde estou me metendo senhor" pensou Débora.
- Bom... minha mãe..., nunca a conheci, sendo assim infelizmente moro apenas com meu pai, ou no caso diz ser meu pai..
- E porque o choro? Sente falta dela?
- Não! Quer dizer ..sinto, mas não é esse o problema ..
- Então me diga qual é?
Carol  já com os olhos cheios de lágrimas olhou para Débora e fez uma carinha de cortar o coração de qualquer um e claro que Débora senti-se comovida ao ver aquele semblante tão triste.
-Me diz, quero te ajudar- Disse ela enquanto pegava a mão de Carol, segurando-as para demonstrar sua empatia, que Caroline poderia confiar nela.
-É que meu pai.... fazia..coisas.. e ...-dizia quase chorando.
-Que coisas ?
Carol abaixou a cabeça e continuava a chorar, no instinto Débora abraçou a menina, que sem resistência alguma se afogou em seus ombros, que apenas escutava o choro e soluços, enquanto acariciava o cabelo, na tentativa de  fazer com que aquilo passasse.
-não precisa me dizer, só chore...vai te fazer bem.
ficaram ali..sentadas no chão por um longo período, mal viram a hora passar ..Débora ao olhar no relógio vê que já são 11:30 da noite, aflita tenta tirar a menina do seu ombro devagar , NÃO acredito, ela está dormindo .. E agora ?! Pensou Débora. "ela não pode ficar aqui, mas deixar ela voltar para ficar com o pai ? Que pelo visto não é flor que se cheire já que fez ela chorar desse tanto? Mas ela aqui pode me causar problemas, nem dezoito anos deve ter ... " pensou Débora já sem saber o que fazer, não sabia se era o certo mas fez o que achava melhor. Deixaria ela passar essa noite em sua casa.
-Ei, Psiu!
-An?!
-Acorda dorminhoca, vamos para a cama..
- Cama?
-Sim, já está tarde e acho melhor você dormir aqui, se quiser, claro !
Caroline abriu um sorriso e abraçou Débora bem apertado deixando ela sem reação, mas depois retribuiu o carinho .
- é, até que você não é tão má.
Débora solta uma gargalhada.
- Na verdade eu não sou nem um pouquinho má, tá??! Rum ..agora já pra cama
-Não é má mas é mandona.
- Nossa, eu nem te ofereci um banho, vem ..vou arrumar as coisas para você.
As duas se levantaram e foram para o quarto ..Débora deu uma toalha e uma camisa branca velha para Carol se vestir, enquanto sua convidada tomava banho ela foi arrumar a cama "será que dormimos juntas na cama? Eu durmo na cama e ela no sofá? bem, não vejo nenhum problema em ela dormir comigo, não há nada demais " problema resolvido, enquanto forrava a cama , Carol chegou dando um abraço super carinhoso em Débora que se assustou .. Fez como o primeiro, abraçou deixando a professora exprimida.
- O que esta fazendo ? -Disse com um sorriso no rosto
- Te abraçando oras.
-Isso eu percebi ...mas porque?
-porque ? Ah por que você esta sendo legal comigo.
-Que fofa você.
Débora ficou encantada pelo carinho. pelo jeito meigo, pelo rosto angelical que ela já havia reparado a dias e então abraçou Carol dando um beijo em sua bochecha.
-Sua linda!
As duas sorriram e escutaram a campainha, se olharam e Débora foi abrir a porta deixando Carol no quarto. Ao abrir a porta não deu tempo nem de fecha-lá na cara de Juliana que entra sem nenhum pudor.
-Você acha que pode me usar assim e depois jogar fora?
- Juliana o que faz aqui? cê ta loca? para né, já está tarde para seu showzinho - disse irritada.
-Tarde uma ova, tá com outra é Débora?
-Eu não te devo satisfações nenhuma, agora por favor vai embora!
Juliana vai direto para o quarto e se depara com Caroline deitada e não satisfeita puxa a coberta e vê a garota apenas de camisa e com o tom de voz alto grita para quem quisesse escutar, se dirigindo a Débora
- Que lindo Débora, já com uma nova piranha em casa, você não perde uma.
- Ainda por cima criança ! Cuidado para não ser presa!
 - ou é uma das suas aluninhas? como se não bastasse as inúmeras putas, agora come aluna também??
dizia enquanto batia palma.
-Cala boca Juliana ..dizia ela em um tom tão alto quanto, tentava puxar Juliana para ir embora. Caroline estava sentada na cama, totalmente sem ação, até que Juliana se vira para a menina tentando se soltar das puxadas de Débora.
-Você é só mais uma putinha  na cama dela, sua pirralha!
-Juliana cala a boca!
-Essa daqui não ama ninguém, a não ser ela mesma, é uma mulher egoísta, vai te usar igual faz com todas, não se apaixone por ela, nunca, ela não ama ninguém...
-CHEGAAAAA JULIANA - disse Débora gritando , nervosa puxa-a pelos braços levando-a até a porta, desceria com ela até a portaria, queria ter certeza que ela iria embora. No elevador Débora grita
-VOCÊ NÃO SABE QUEM ELA É, NUNCA MAIS FAÇA ISSO, QUE MERDA! Chega juliana !
-Eu te amo Débora, ela não vai te fazer feliz .
-Ah por favor Juliana , larga de ser ridícula .
juliana tenta beijar Débora, mas ela se desvia ..não está nem um pouco interessada .. Chegando na portaria Débora ainda puxando-a pelos braços leva-a para fora do condomínio.
- Nunca mais apareça por aqui, NUNCA MAIS!
-eu não vou sair daqui, vou ficar aqui e fazer um escândalo !
Débora deu as costas e Juliana começou a gritar, com raiva, deu meia volta e segurou em seus braços com força deixando-o vermelho.
- O que você quer, merda?
- Eu quero você- disse Juliana, com lágrimas nos olhos ...
- Vem, vou te levar em casa..
Débora pegou seu carro e foi levar Juliana que não deu uma palavra durante o caminho.
-Chegamos !
-Quer subir?
-Nao!
-Obrigada...por me trazer em casa..
-Boa noite Juliana!
Juliana saiu, e bem desanimada depois da frieza no qual foi tratada.
Chegando em casa Débora toma um copo de água, "Carol, " lembrou que deveria dar alguma explicação para a garota, foi para o quarto, afinal essa conversa não poderia ser adiada.
- Carol, precisamos conversar !
E cadê Carol?! não estava no quarto, Débora procurou em todos os lugares da casa ..por fim concluiu que Carol havia ido embora em plena madrugada.

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